segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Primeiro Sistema de Abastecimento de Água de Macapá

O primeiro Sistema de Abastecimento de Água da cidade de Macapá, coletava água do Poço do Mato, declarado Monumento de interesse cultural do município de Macapá, através do Projeto de Lei nº 037/93, da Câmara de Vereadores de Macapá.
O Poço do Mato foi construído em 1864 para fornecer água aos moradores do antigo bairro do Laguinho. Apesar de antigo, tinha água pura e límpida.
( Foto: Reprodução / recorte de jornal )
Esta foto  de 1952 mostra os novos poços de abastecimento d'água.
Ao fundo, além das casas de motores, podemos observar na imagem, o primeiro reservatório para distribuição de água na cidade, na parte alta da foto. (detalhe acima)
Em 1971 foi inaugurada a primeira Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro do Beirol,(foto)...
...abastecida pelo Estação de Captação construída na orla da cidade, no Rio Amazonas. (Foto)
A Companhia de Água e Esgoto do Amapá - CAESA, é a empresa de abastecimento de água e saneamento básico do estado do Amapá. Criada em 4 de março de 1969 e constituída em 24 de abril de 1973, é uma empresa de economia mista com sede em Macapá, sendo o governo do Amapá o acionista majoritário.
Inicialmente recebeu a denominação de Serviço Autônomo de Água e Esgoto do Amapá (SAAE). Teve como primeiro presidente José Maria Papaléo Paes e suas primeiras instalações administrativas e operacionais funcionaram onde hoje é o escritório central da companhia, na avenida Ernestino Borges, no Centro da Cidade.
(Post atualizado em 08 de agosto de 2012)

domingo, 5 de agosto de 2012

Se Lembra Dele? - Seu Pedro, do Cinema

Entre os muitos pioneiros anônimos que viveram em Macapá, prestamos nossa homenagem hoje ao "Seu" Pedro, do Cinema, que era funcionário público do ex-Territorio Federal do Amapá, mas nas horas vagas fazia "bico" como porteiro de cinema, e por isso ficou conhecido pelos frequentadores das "casas de espetáculos".
O nome dele era Pedro Ferreira Leão .
Você Lembra Dele?
Historiador Nilson Montoril de Araújo - O cidadão em questão foi um dos que perderam o restante do nome no seio da comunidade. O seu Pedro era funcionário da Divisão de Educação, onde também trabalhou o senhor Emanuel Pinheiro, um dos diretores do citado órgão. Seu Pedro era Agente de Portaria e trabalhava sob cordenação de Emanuel Pinheiro. Quando Emanuel Pinheiro foi designado para atuar como gerente do Cine Territorial, seu Pedro passou a integrar sua equipe de trabalho, sendo porteiro por muitos anos. Quando o Cine Teatro Territorial fechou as portas, já na gestão de Walter Banhos de Araújo, este foi gerenciar o Cine João XXIII e o levou como porteiro da nova casa de exibições cinematográficas. No início de sua atuação como porteiro de cinema, seu Pedro cumpria seu expediente normal na Divisão de Educação(das 7 às 13 horas) e à noite trabalhava no Cine Territorial. Depois do fechamento do Cine João XXII, seu Pedro cumpriu sua jornada de trabalho na Secretaria de Educação e Cultura até aposentar-se. Ele morava na Rua General Rondon, esquina com uma viela que mais tarde passou a ser identificada como Passagem Professora Cora de Carvalho, ao lado da oficina do seu Hipolity, egresso da Guiana Inglesa, que era marceneiro. Todo mundo só o chamava de PEDRO DO CINEMA. Seu Pedro já é falecido. Nilson Montoril.
Jornalista Ernani Marinho Ferreira - Lembro bem do seu Pedro como porteiro do Cine Territorial. À época havia uma sessão nos sábados à tarde, quando passava, além do filme do dia, um capítulo do seriado A Sombra Misteriosa, o que enchia o cinema com a garotada. E o seu Pedro, quando havia falta de dinheiro para o ingresso dos meninos vizinhos do cinema, entre os quais me incluia, quebrava o galho da turma, facilitando a entrada sem pagar.
Com a inauguração do Cine Macapá e o encerramento das atividades do Cine Territorial, o seu Pedro, pela sua experiencia como porteiro de cinema,  foi chamado para fazer um bico na nova casa, já que era funcionário público da antiga Divisão de Educação.
Não estou lembrado, embora não possa afirmar ser impossível ter acontecido, do seu Pedro no Cine João XXIII. Ernani Marinho
Historiador Aloísio Cantuária - Oi, João. Lembro sim: era do Cinema João XXIII. Havia outros outros funcionários, como o Píndaro Barbosa, lanterninha, e que fez parte de uma banda, no início dos anos 1970, chamada "Os Gaviões". Havia outros, cujos nome não lembro.
Deuzuite Ardasse - Lembro, era muito simpatico e sorridente. O Sr. Pedro foi porteiro  nos cines MACAPÁ e TERRITORIAL.
Escritor e Poeta Amiraldo Bezerra - Querido João Lazaro, o SR. PEDRO, foi o eterno porteiro de cinemas de Macapá. Desde o Cine Territorial (junto ao PICOLÉ) eram porteiros. Foi do Cine João XXIII e do Cine Macapá. Era funcionário Governo do Território (perece-me que da Educação ou Saúde) e nos casos dos cinemas particulares fazia "bico", morava da Gal. Rondon ao lado esquerdo da Olaria, é o que lembro. Um abraço fraterno do amigo de sempre.
Jornalista e cronista João Silva - Claro que lembro. Primeiro foi porteiro do Cine Territorial; depois do Cine João XXIII; morava na Rua General Rondon, entre Cora de Carvalho e General Gurjão, antigo Bairro Alto, próximo da nova Catedral de São José. Abraço, João Silva.
Jornalista Paulo Silva: Grande Janjão,  me lembro do seu Pedro no Cine Joao 23, mas não sei se ele trabalhou também no Cine Macapá. Lembro também que ele morava no chamado bairro alto, na rua General Rondon, alí por onde fica hoje a oficina do Jefri.
Hermogenes Filho  - Assim como o Paulo Silva, não lembro do seu Pedro no Cine Macapá. Entretanto, recordo sua passagem  e seu jeito bonachão, no João XXIII. A dificuldade nos dois cinemas era ter acesso às suas dependências, quando o filme era proibido para menores de 14 anos. Faz muito tempo!
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E você, se lembra dele? Mande seu depoimento por e-mail - jolasil@gmail.com, que publicaremos nesse espaço, ou se preferir,  deixe um registro da caixinha de comentários. O Editor.

sábado, 4 de agosto de 2012

Do fundo do Baú: Grupo Escolar Barão do Rio Branco

Vista parcial da Praça Barão do Rio Branco e ao fundo Fachada do antigo Grupo Escolar do mesmo nome.
No anexo à direita, do observador, funcionou o primeiro Jardim de Infância.
Veja, na foto acima,  detalhes da área interna do referido ambiente escolar. Ao fundo parte da antiga praça Barão do Rio Branco.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Vista aérea da Macapá antiga

Nestas fotos raras, temos duas vistas aéreas parciais da cidade de Macapá,  logo após a criação do Território do Federal Amapá.
Em primeiro plano, embaixo, vemos à margem do Rio Amazonas, o Macapá Hotel, o Forum dos Leões, em construção; ao lado dele o prédio do Serviço de Abastecimento do Território Federal do Amapá -SATFA; vemos também a Praça e o Grupo Escolar Barão do Rio Branco e o Cine Teatro Territorial; a Residência Governamental; Escola Industrial de Macapá; ao fundo Hospital Geral de Macapá e a extensa área onde funcionava o Campo de Aviação e primeiro aeroporto da cidade.
“A pista ficava na atual Procópio Rola, numa área que compreende as avenidas FAB e Raimundo Álvares da Costa, abrangendo o espaço hoje ocupado pela Prefeitura de Macapá, prédio do Hemoap e Palácio do Governo além de toda a área, hoje destinada ao bloco de secretarias do governo do Estado, desde a Leopoldo Machado até a Rua General Rondon.
O Hangar ficava na Procópio Rola, afirma Arlindo Oliveira, mecânico de aeronaves, em atuação nesse período.” (Trecho extraído do Jornal Correio do Amapá).
Nesta foto, da mesma época da anterior, vemos imagens da frente de Macapá, incluindo o Trapiche Eliezer Levy e a Fortaleza de São José de Macapá.

(Post repaginado em 03 de agosto de 2012)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Do Fundo do Baú: Nos bons tempos da Piscina Territorial

(Clique na imagem para melhor visualização)
Alunos da rede pública participando dos treinamentos desenvolvidos nas antigas dependências da Piscina Territorial, no tempo do ex-Território Federal do Amapá.
Aí foram revelados grandes valores da natação amapaense, nos primeiros anos do Amapá, liderados pelo Capitão Euclides Rodrigues e sua brilhante equipe.
Nas imagens, vemos ainda outros meninos e meninas com os uniformes escolares, do lado de fora da cerca de proteção, apreciando de perto as aulas de natação.
Além do trampolim, aparecem também, cinco blocos de partida, numerados, de onde saltam os atletas.
À direita observa-se parte do prédio do antigo Cine Teatro Territorial.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Do Fundo do Baú: Rua Cândido Mendes/Praça Veiga Cabral

Registro raro da Rua Cândido Mendes, no trecho próximo à Av. Mário Cruz, no Centro de Macapá, há anos atrás.
Pela ângulo de observação das imagens, presume-se que esta foto, de parte da rua Cândido Mendes, tenha sido tirada dos altos da Casa Paraibana, que localizava-se em frente à praça Veiga Cabral.
Ao fundo a área arborizada do lado norte da praça.
À esquerda, existem vários terrenos cercados e com barracas de madeira, o que deixa evidente a estrutura rústica de uma festa de arraial, que eram realizadas no local,  antes da construção do Teatro das Bacabeiras.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Casas da Macapá de outrora

Fotos raras de casas que existiam na Macapá antiga, antes da criação do Território Federal do Amapá.
Nas duas primeiras - com moradas geminadas - o imóvel localizava-se na Av. General Gurjão quase esquina com a Rua Cândido Mendes:
(Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto extraída do álbum Bela Macapá/Facebook)
Neste primeiro clique, no sentido da Cândido Mendes, pode-se observar ao fundo da foto, parte da entrada de uma das casas comercias situadas naquela rua, próximo à antiga Farmácia Serrano.
No clique acima, o mesmo imóvel, em ângulo a partir da Cândido Mendes.
Ao fundo da foto, parte do telhado da antiga casa do senhor Duca Serra, pai do jornalista João Silva e do radialista J. Ney, na Praça Veiga Cabral, ao lado do Teatro das Bacabeiras, no centro de Macapá.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Esta outra imagem, apresenta um terreno baldio ao lado de uma das velhas casas que situavam-se no prolongamento da Av. Mário Cruz (antes, Rua Siqueira Campos) e que depois foram  demolidas, para ser construída a Praça Zagury, em frente à cidade.
Aos fundos podem ser vistas as copas dos coqueiros que existiam na área.
(Atualizado em 31.07.2012)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Baú da Educação em Macapá: Reunião Geral de Professores

Com mais uma foto histórica rara, reproduzida do  seu arquivo pessoal, a profª Nazaré Braga, nos brinda com o clique de um grupamento de professores do Magistério Amapaense. Ela lembra, que "na época do ex-Território Federal do Amapá, a Secretaria de Educação realizava, todos os anos, uma reunião geral com os professores da rede pública, e esta ocorreu na Escola Modelo Guanabara".
A partir da esquerda vemos os seguintes professores:
1º degrau (embaixo):  Antonia Gonçalves (fita no cabelo), Isaura Alfaia, Terezinha Nery(bolsa e óculos escuros), Geraldo Leite de Moraes, Maria de Nazaré Corte Costa, Graziela Reis de Souza (de branco), Maria Alta Guedes, Clodoaldo Nascimento. (O último da fila é o jovem Raimundo Nonato Côrte Costa, filho da professora Nazaré Côrte).
2º degrau(meio): Ruth Bezerra, Joléo Juracy dos Santos, Doris Botelho, Marilene Franco, Nazaré Franco, Quitéria Almeida, Maria Olinda (Marió), Odete Guedes, (embora conhecida, não conseguimos lembrar seu nome), Cibele Gomes Ferreira, Daise Nascimento e João Souza (Joãozinho – professor de educação física)
3º degrau(mais alto): Sr. Pedro Vasconcelos (além de funcionário público, trabalhava nas horas vagas, como porteiro dos cines Territorial, Macapá e João XXIII, respectivamente), Marilinda Santos (óculos escuros), Sônia Barreto, Latife Sales, Acinê Garcis Lopes de Souza, Iracema Araújo (óculos escuros), Ana Alves, Deuzuite Façanha da Silva (esposa do professor Mário Quirino da Silva), (a última professora não foi por nós identificada).
Quem souber dos nomes das duas professoras, não identificadas na legenda, favor nos informar pelo e-mail jolasil@hotmail.com ou deixar registro nos comentários.

sábado, 28 de julho de 2012

Fortaleza de Macapá: Portão Principal

"O portão principal da Fortaleza de Macapá, acessa a chamada "Casa do Órgão", bloco originalmente afeto ao "Corpo da Guarda", edifício que se destaca por uma fachada em estilo clássico". (Wikipédia)
Veja como era  a rampa de entrada do Portão Principal da Fortaleza, antes do Amapá ser Território Federal.
Aqui, em destaque, a rampa de terra que, com o advendo do TFA, recebeu arborização e corrimão, como se vê na foto abaixo, dos anos 60.
(Foto gentilmente compartilhada pelo leitor e colecionador de fotos antigas - Orion Yataco.)
Portão Principal da Fortaleza de São José de Macapá, em foto dos anos 60, quando ainda existia a rampa de terra na entrada do vetusto(velho) monumento.
Nas imagens, membros de uma guarnição com uniformes modelo imperial, que por muitos anos, foram usados pelos guardiões do forte, para receber os turistas, nos dias de eventos especiais.
(Repaginado em julho de 2012)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Antigo Hangar do Aeroclube de Macapá

Anos 50 - Antigo Hangar do Aeroclube de Macapá.
Situava-se ao lado da sede social do Aeroclube, no antigo campo de aviação de Macapá, na atual Av. Procópio Rolla entre as ruas Jovino Dinoá e Leopoldo Machado, no centro da cidade.
(Post repaginado em julho de 2012)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Aeroclube de Macapá

(Foto: Reprodução Facebook/Acervo Deuzuite Ardasse)
(Foto extraída do acervo particular da amiga Deuzuite Ardasse, via Facebook)
Anos 50 - Antiga sede social do Aeroclube de Macapá.
O Aeroclube de Macapá, era uma associação de classe fundada em 14 de março de 1944 pelo Governador Janary Nunes.
Sua sede própria situava-se ao lado da pista do antigo aeroporto de Macapá, onde hoje estão os blocos das Secretarias de Planejamento e Segurança Pública, na Rua Jovino Dinoá entre as Avenidas Fab e Procópio Rola.
(Repaginado em julho de 2012)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Baú da Educação: Professoras Pioneiras do Amapá

Dentre inumeras fotos do Baú de Lembranças, compatilhadas pela professora Nazaré Braga, destacamos mais duas preciosidades: são imagens das professoras pioneiras do Amapá.
Da esquerda para direita: Professoras Raimunda Mendes Coutinho (Guita), Raimunda da Silva Virgolino (Virgó), Aldaiz Cavalcante, Silvia Castillo, Maria das Dores Gomes Correa, Nazaré Braga e Joíra Tavares.
Da esquerda para direita: Professoras Areolina Favacho, Zelinda Fonseca, Orlandina Teles, Joíra Tavares, Dinete Botelho, Nazaré Braga, Maria Cavalcante e Ana Álves.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Reunião de Professores do ex-TFAmapá

(Foto compartilhada pela professora Nazaré Braga)
Anos 70 - Reunião de  Professores do ex-Território Federal do Amapá.
Da esquerda para direita: Deuzuite Facanha da Silva, Marilene Franco, Odete Guedes, ?, Deize Nascimento, ?, Terezinha Batista Nery, Nazaré Braga, Ana Alves e Joléo Juracy dos Santos.
Duas das professoras que aparecem nas imagens  - e que estão com pontos de interrogação (?) - não foram por nós identificadas. Solicitamos a quem as identificar, por gentileza, informar para o nosso e-mail jolasil@gmail.com ou deixar registrados nos comentários.

sábado, 21 de julho de 2012

Baú Esportivo: Seleção Amapaense de Futebol de 1975

Esses craques da época formaram a Seleção amapaense de 1975, em jogo contra seleção brasileira de novos, realizado em Macapá, por ocasião da inauguração  do sistema de iluminação do Estádio Municipal Glycério de Souza Marques. Cinco (5) jogadores do Santana Esporte Clube. Resultado do Jogo 1 x 1 (gol de Trevisani).
(Fonte:   (Antonio Trevizani, via Facebook)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nos bons tempos do Jogos Estudantis amapaenses

Em 1964, por ocasião da abertura dos jogos estudantis, o então Professor Antônio Cordeiro Pontes, Diretor da Escola Industrial de Macapá, dirigiu um Jeep da Divisão de Educação abrindo o desfile. A bela jovem com trajes gregos, Nilza Pontes, sua parenta, carregava a tocha olimpica. Dois alunos da EIM estavam a seu lado. O desfile aconteceu na Avenida Iracema Carvão Nunes, entre as duas alas da Praça Barão do Rio Branco.(Nilson Montoril)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Conjunto com integrantes da Banda de Música da antiga Guarda Territorial de Macapá

Na época em que o Amapá foi Território Federal existiram vários conjuntos musicais em Macapá. Nas imagens raras deste registro fotográfico, temos um deles formado por músicos integrantes da Banda de Música da Guarda Territorial.
Em ambas as fotos, aparecem nas imagens o inspetor e maestro Miguel e o Tenente Uadih Charone, que era o Comandante da Guarda Territorial. Na segunda foto eles ocupam os degraus do farol da Fortaleza de São José de Macapá.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Estaleiro Territorial

Com a instalação do Poder Executivo Territorial em 25 de janeiro de 1944, o Governo do Amapá, sob o comando de Janary Gentil Nunes, implantou toda a infraestrutura básica para o desenvolvimento da região, incluindo a criação de um órgão que coordenasse o primeiro Serviço de Transporte Fluvial que foi o SERTTA – NAVEGAÇÃO.
Para a manutenção das embarcações houve necessidade de se instalar um Estaleiro Naval, que inicialmente, funcionou em um pequeno barraco, erguido bem ao lado do local onde depois foi implantado o estaleiro grande.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Nesta foto dos anos 60, clicada de cima da Fortaleza de Macapá,  podemos ver em primeiro plano o Estaleiro definitivo, onde havia um trilho que buscava as embarcações de dentro d'água até em cima.
Na parte debaixo da foto observamos a margem do igarape da Fortaleza, hoje totalmente aterrado.
O Estaleiro Territorial, situava-se mais ou menos na área hoje ocupada pela Casa do Artesão, na frente da cidade.
(Foto: Reprodução de arquivo)
(Para melhor visualização clique na imagem)
Esta foto mostra com destaque o primeiro Estaleiro da época do ex-Território Federal do Amapá que era administrado pelo SERTTA NAVEGAÇÃO.
Depois que o grande estaleiro de Macapá foi demolido, foi edificado um outro menor na praia de Fazendinha, como vemos na foto abaixo:
Ainda hoje a área pertence ao governo do Estado do Amapá e algumas carcaças de barcos e navios são vistos na praia. O pequeno estaleiro de Macapá que antecedeu o maior era muito mais simples. Quando surgiu o estaleiro da Fazendinha, a frota do governo já não contava com os barcos de madeira, quase todos vendidos a terceiros. Na época já existiam os navios comandante Idalino Oliveira, comandante Pedro Seabra e comandante Solon de Almeida.

Informações do historiador Nilson Montoril de Araújo, via e-mail.
(Post repaginado em 16 de julho de 2012 e
reeditado por haver saído com incorreções.)

sábado, 14 de julho de 2012

Do Fundo do Baú: A Capelinha de Fátima

Recebemos esta foto da Capelinha de Fátima, um dia depois de havermos publicado a matéria em 3 posts seguidos, aqui no Porta-Retrato. É um outro registro fotográfico-histórico raro, que é compatilhado conosco pela Profª Nazaré Braga e por sua filha Maria Teresa, a quem agradecemos a deferência, uma vez mais.
(Use o zoom, para melhor visualização da imagem)
Na imagem, em frente à antiga Capelinha de Fátima, vemos dois pioneiros do Pime no Amapá, um deles é o Pe. Salvador Zona e o outro é o Pe. Jorge Basile.
(O amigo Haroldo Pinto tirou-nos a dúvida anterior, valeu Haroldo!)

Post atualizado em 16/jul/2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Do Fundo do Baú: Centro da Macapá antiga

Nesta foto do meado dos anos 50, temos o registro histórico que mostra como era a área central da cidade de Macapá, no perímetro em que, na época, funcionava o antigo “Campo de Pouso” de Macapá, construído no final da década de 30, no local onde hoje encontra-se a Av. FAB, mais precisamente entre as ruas Major Eliezer Levy e Odilardo Silva.
O terminal de passageiros – em madeira - ficava, aproximadamente, no cruzamento das duas atuais artérias.
A pista de pouso estendia-se, aproximadamente, de onde está hoje a Rua Leopoldo Machado, passava onde hoje é o prédio da Prefeitura e se estendia até a antiga sede do IRDA, hoje uma escola particular, ao lado da Caixa Econômica, na Av. Iracema Carvão Nunes.
No ano de 1956, por motivo de segurança, foi construído um novo aeroporto, cerca de 3 Km distante do centro da cidade, onde encontra-se o atual Aeroporto Internacional de Macapá-Alberto Alcolumbre construído pela COMARA e inaugurado em 1974.(Infraero)
(Clique na foto para ampliá-la)
Nesta foto panorâmica vemos, em primeiro plano, o telhado do prédio onde funcionou a Panair do Brasil, que localizava-se no terreno hoje ocupado pelo Colégio Amapaense.
Vê-se também, ao centro da imagem - a casa do "seu" Rocha, onde funcionava a Estação Telegráfica da Panair do Brasil que depois, foi transferida para os Serviços Aéreos "Cruzeiro do Sul". Observa-se também a vasta área com muitas árvores no terreno atrás da Estação; ao fundo, à esquerda,  o antigo prédio do Hospital Geral de Macapá e seus anexos.
O "seu" Rocha era o telegrafista da Panair do Brasil e depois da "Cruzeiro do Sul".
Ele residia, com toda a família, no casarão, que aparece nas imagens cercado de várias antenas, todo construído em madeira, coberto com telhas de barro. Naquela época onde é a rua Eliezer Levy era apenas uma pequena passagem.
Hoje essa área é ocupada por prédios: da Receita Federal do Brasil, Escola de Música "Walkíria Lima", Empresa Telefônica "Oi", Justiça do Trabalho, além de outros organismos e residências particulares.
Um pouco mais adiante, para o lado direito das imagens,, vemos a Igreja Batista, (com sua torre em forma de cone) que foi o primeiro prédio erguido naquele perímetro, tendo à frente a pista de pouso para aeronaves, de pequeno e médio porte, como os Douglas DC3, que voavam para Macapá.
Ao fundo, pode-se observar também a sede social do Aéro Clube de Macapá e o Hangar das pequenas aeronaves.
(Post repaginado em 12 de julho de 2012)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Saudosa Capelinha de Fátima

(Reprodução de arquivo)
Para contar a história da capelinha de Nossa de Fátima, nada melhor do que reproduzirmos, trechos da Crônica do amigo Milton "Sapiranga" Barbosa, publicada no blog de jornalista Alcinéa Cavalvante, em 18 de agosto de 2009, sob o título: A capelinha, o padre, escoteiros e molecada.
Milton (foto) - que foi um antigo morador do Bairro da Favela, e com sua privilegiada memória - nos presenteia com detalhes históricos, impressionantes.
A capelinha: Ele inicia contando que “com o encanto e o charme de uma igreja do interior, a capelinha de Nossa Senhora de Fátima, foi construída para arrebanhar fiéis do bairro da CEA (atual Santa Rita), que crescia de maneira muita rápida, até porque, funcionários da Companhia de Eletricidade do Amapá-CEA, estavam adquirindo terrenos no novo bairro e também como uma maneira de diminuir o número de fiéis da igreja matriz, que já estava ficando pequena para comportar o povo católico de Macapá e os que chegavam de outros estados.”
E conta quem foram seus construtores:Os moradores da Favela, que trabalhavam de carpinteiros, pedreiros, pintores e auxiliares de serviços gerais, foram convocados para atuarem na construção da igrejinha, num terreno próximo ao marco zero da estrada Macapá- Santana (atual Duca Serra), onde hoje existe o Hospital de Emergências, que já foi o Pronto Socorro Oswaldo Cruz (...).
Conta ainda que “junto com a capelinha, foi construído um barracão/escola, que servia também para reuniões dos Marianos, das Filhas de Maria e para exibições de filmes. Ao lado da capela ficava o campinho de pelada e nos fundos deste construíram a sede dos escoteiros São Maurício (uma bandola 4 por 6 , com uma espécie de palco no alto, que cabia apenas uma mesa de ping-pong e uns 2 ou 3 armários, mas que era por nós orgulhosamente chamada de sede)”.
O padre:O padre Salvador Zonna foi o titular da capelinha. Era um italiano de bom porte físico, com uma fisionomia séria, de poucos sorrisos. Mas era só fachada. Padre Salvador era boa praça, tanto que suportava as traquinices dos moleques Moacir, Mucura, Boquinha, Deverde e Tique-imbiga, este o mais danado de todos e que era sempre expulso do barracão tão logo o filme começava. A expulsão do Tique era o momento aguardado por todos, pois antes de sair da sala, ele se virava no rumo do padre e gritava: “õ,õ,õ,õ bubagem.” E saía correndo na frente do padre, que atrapalhado pela batina e pela ligeireza do moleque, nunca pode dar-lhe um corretivo. Mas no outro dia já estava tudo bem entre o padre e o muleque, até uma nova sessão do seriado do Tarzan.”
Os escoteiros e a molecada: “Como os escoteiros, em sua maioria, eram coroinhas e ajudavam em todas as atividades promovidas pela igrejinha, o padre Salvador dava todo apoio ao grupo de escoteiros comandado pelo chefe Madureira, tendo como chefes auxiliares Juracy Freitas (Jupaty), Orlando Brandão, Duquinha e Pedro Cardoso. Também pertenciam ao grupo de seguidores de Baden Power o Moacir, Ceará, Picolé, Diógenes, Boneco, Sapo, Grilo, Dejacir, Manoel Guedes, Jorge e Marcos Albuquerque, Alcione Cavalcante, os Wálter Maia e Damasceno, João Dutra, Rui e Antônio Maia, Garrincha, Pedro, etc, etc.
Depois que o objetivo que levou a construção da capelinha foi alcançado e o número de fiéis já era grande, obrigou a construção de uma igreja propriamente dita, maior e mais confortável. Construíram então a nova igreja de Nossa Senhora de Fátima e a capelinha foi demolida.
(Foto: Reprodução/Google imagens)
A nova Igreja de Fátima, foi inaugurada em 19 de dezembro de 1965.
Boas Lembranças: Milton finaliza citando um trecho da música popular brasileira: “Como Adorinam Barbosa eternizou na canção ‘Saudosa Maloca’, “cada tábua que caía, doía no coração” de todos que a frequentaram, casaram, fizeram a primeira comunhão, foram batizados ou crismados na capelinha de Fátima, que junto com o padre Salvador, os integrantes do grupo de escoteiros São Maurício, são boas lembranças de minha infância feliz, vivida no meu querido bairro da Favela.”
Fonte: Milton Barbosa via blog da Alcinéa e site da Diocese de Macapá

terça-feira, 10 de julho de 2012

Professora Nazaré Braga: Uma Pioneira do Magistério Amapaense


A pioneira Maria de Nazareth Eunice Braga Zona nasceu em Mazagão/Amapá, em 03 de setembro de 1939. Filha de um comerciante português da cidade de Braga e uma dona de casa do Anajás, é a mais velha de três irmãos.
Aos 16 anos iniciou sua carreira no magistério como professora auxiliar no Grupo Escolar Azevedo Costa, sendo indicada para o cargo pela Profª. Ernestina Neves Sozinho. No ano seguinte assumiu a cadeira de professora. Foram 30 anos dedicados ao magistério.
Casou-se aos 41 anos com o italiano de Caserta/Nápoles Salvatore Zona, que chegou ao Brasil na década de 50, como missionário da Igreja Católica para realizar trabalhos sacerdotais na cidade de Macapá.
Conheceram-se na época em que Nazaré ajudava nos trabalhos da igreja e cantava durante as cerimônias religiosas. Somente após 20 anos de amizade e convivência imaculada, Nazaré cedeu aos pedidos de Salvatore, com quem finalmente se casou em 1980. Juntos tiveram 01 filha.
Logo após o nascimento da filha, seu marido sofreu um infarto e Nazaré iniciou uma longa e árdua trajetória de luta pela vida, amor e renúncias. Foi neste momento que Nazaré abdicou da carreira e pediu aposentadoria para dedicar-se exclusivamente a cuidar de seu esposo e sua filha.
Foram 07 anos e 06 meses de duras batalhas, mas em 20 de abril de 1990 seu esposo faleceu, o que levou Nazaré a decidir mudar-se para Belém, onde reside desde 1991.
Hoje, aos 72 anos, a Profª. Nazaré Braga é viúva, aposentada, mãe, sogra e avó. Considera-se uma pessoa abençoada por Deus, que em meio às lutas e vitórias aprendeu a ser tolerante, forte e persistente.
Em 2011 Nazaré Braga visitou Macapá e reencontrou alguns queridos amigos, mas a saúde debilitada a impediu de passar muito tempo em sua amada Macapá.
“Há 30 anos havia mais disciplina; os professores eram respeitados e os pais eram mais engajados nas atividades escolares de seus filhos.” (Nazaré Braga)

Fonte: Informações da profª Nazaré Braga e de sua filha Maria Teresa.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pe. Salvador Zona: Um Pioneiro do PIME no Amapá

Padre Salvatore Zona, nasceu em 10 de fevereiro de 1927, na Província de Caserta, em Nápoles, ao sul da Itália. Aos 10 anos foi enviado para um seminário, como tradição da família, que deveria entregar pelo menos um filho homem para servir à Igreja Católica.
Em 1956, chegou a Macapá para se juntar aos sacerdotes do PIME (Pontifício Instituto das Missões Exteriores), que já exerciam importante papel junto à sociedade amapaense.
Inicialmente foi designado para trabalhar em Mazagão-AP, onde construiu uma igreja. Depois, quando transferido para Macapá construiu a igreja de Fátima, que antes era apenas uma capela.
(Reprodução de arquivo)
A Pedra Fundamental da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, foi benta e lançada pelo Bispo Dom Aristides Piróvano, em 23 de junho de 1963 e a planta foi de autoria do arquiteto e Pe. Fúlvio Giuliano, que aparece nas imagens (de chapéu à direita), juntamente com o Sr. Ituassú Borges de Oliveira (3º), e o  Pe. Salvador Zona. Os demais não conseguimos identificar. 
Quem reconhecê-los poderá nos informar via e-mail jolasil@gmail,com, ou deixar comentário na caixinha.
O projeto teve como arquiteto Fulvio Giuliano e o mesmo, também foi usado para construir a igreja de São Benedito, no Laguinho.
Foi capelão do Exército por mais de 10 anos,  e instrutor de música, tendo ajudado muitos jovens do entorno da igreja de Nossa Senhora de Fátima a desenvolver o talento e ter uma profissão como músicos.
Na mesa à esquerda (com camisa de bolinhas) o escrivão do Cartório Jucá, José Almeida  e ao lado dele o secretário lavrando a Ata da solenidade, tendo à frente o casal de noivos(sentados): Salvador e Nazaré; Na imagem padrinhos e testemunhas: A partir da esquerda: professores Odete e Bosco;  Maria Regina e Paulo Cruz (casal de jovens irmãos filhos do Sr. Guilherme Cruz - dono do Foto Cruz); seguido do casal Dra. Celia Trezel e Professor Breno Trezel; as duas da direita são Conceição e Jacy Braga - respectivamente - irmã e mãe da noiva.
Em Macapá, conheceu a professora Nazaré Braga, com quem casou-se, em 07 de agosto de 1980 e teve uma filha chamada Maria Teresa. Vinte de dois dias, após o nascimento da filha, Salvatore sofreu o primeiro infarto, de muitos, e descobriu que sofria de insuficiência renal crônica, o que  também desencadeou problemas cardíacos. Ele passou por hospitais em Belém, Ceará e Curitiba.
Ele ficou 7 anos e 6 meses doente. Passou muito mal no dia 20.04.90 e foi encaminhado para o Hospital Geral de Macapá, onde veio a falecer no mesmo dia.
Seu corpo descança em paz no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no centro de Macapá.
Fonte: Informações (via e-mail) da Profª Nazaré Braga e sua filha Maria Teresa Braga.
(Atualizado em 24/07/2012)

sábado, 7 de julho de 2012

Do Fundo do Baú: Uma Dupla de Pioneiros

(Foto: Reprodução / Arquivo)
O registro histórico fotográfico de hoje, nos relembra os bons tempos dessa dupla de pioneiros - jornalista João Silva e o professor Lucimar Amoras D'el Castillo, na época em que ambos atuavam na Câmara Municipal de Macapá. João, como Assessor Parlamentar e Lucimar, como Vereador.
Lucimar foi meu professor de Matemática, no curso ginasial.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...