quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Foto Memoria da Educação do Amapá: COLÉGIO SANTA BARTOLOMEA CAPITANIO

Em 1959, a Madre Geral Constantina Baldinucci, em visita ao então Território Federal do Amapá, apresentou um projeto para implantação de um centro de formação de professores. 
A ideia vingou e, dois anos depois, em março de 1961, começaram as aulas do Curso Primário; em 1º de abril, as aulas do Curso Normal Regional; e no dia 2 de maio, as aulas do Curso Ginasial, no prédio de propriedade da Associação Cultural Nossa Senhora Menina, que recebeu o nome de Ginásio Santa Bartolomea Capitanio.   
Em 1980, passou a chamar-se Escola de 1º Grau Santa Bartolomea Capitanio em substituição ao Ginásio. Em 1993, a Escola recebeu a implantação do 2º segmento do 1º Grau, de modo gradativo e, em 1996, de Associação Cultural Nossa Senhora Menina, a Escola de 1 ° Grau Santa Bartolomea Capitanio passou a denominar-se Colégio Santa Bartolomea Capitanio. Em 1997, foi implantado o Ensino Médio.
Ao longo de sua história merecem destaques as irmãs que, na condição de Diretoras, deixaram e continuam deixando marcas profundas de dedicação e idealismo pedagógico-cristão: Irmã Ana Maria Maltese (1961-1965), Irma Bernadete Coelho (1961-1995), Irmã Nelizia Pereira Colares (1995-2015) e, a partir de setembro de 2015, Irmã Zita Rubin.
Ao longo de mais de meio século de história, a filosofia do Colégio continua a mesma:  transformar o educando em sujeito do próprio desenvolvimento e do desenvolvimento social.
O carisma de Bartolomea e o testemunho de irmãs, professores, alunos e ex-alunos é a prova da força transformadora daquele educandário.
Fonte consultada: http://www.bartolomea.com.br/

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Foto Memória da Mineração Amapaense: Primeiros maquinistas da ICOMI

Estes homens foram os primeiros ferroviários que comandaram o compasso das composições de minério e dos trens de passageiros, nos primeiros anos da Estrada de Ferro do Amapá.
Primeiros maquinistas da ICOMI / AP, nos anos 50. 
Fonte consultada: Estrada Ferro Amapá - História da EFA by Sergio Ransel Silva de Almeida on Scribd.
Nota do Editor: Envidamos todos os esforços consultando amigos e conhecidos que, como nós, trabalharam na ICOMI, entretanto, não conseguimos informações que nos permitissem  a identificação dos senhores que aparecem nas imagens. Agradecemos a quem puder nos ajudar neste assunto. Quaisquer informações poderão nos ser encaminhadas por e-mail - jolasil@gmail.com - ou via whatsap - (12) 981523757, ou se preferirem, deixem registros nos comentários. Grato, João Lázaro!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Foto Memória da Mineração Amapaense: Desbravadores que construíram a Estrada de Ferro do Amapá.

Estes homens aceitaram a árdua missão de construir uma ferrovia, enfrentando toda sorte de dificuldades: calor, chuvas, doenças, longe de casa, poucos recursos, muitos esforços e lutas. E, além disto, tinham a floresta secular para desafiar. 
Eles foram os desbravadores, que iniciaram a construção da Estrada de Ferro do Amapá.
Resumo Histórico - A Estrada de Ferro Amapá foi construída para transporte de minério de manganês na década de 1950. Possui a extensão de 194 quilômetros e locomotivas diesel-elétrica, sendo a única ferrovia de carga de bitola standard (1,435 m) no Brasil. Foi inaugurada em 1957 e tinha como principal objetivo o transporte do minério de manganês extraído e beneficiado na Serra do Navio, Estado do Amapá, que era embarcado para exportação pelo Porto de Santana, em Santana (Amapá).
Em 1947 a Empresa Indústria e Comércio de Minério S.A. - ICOMI venceu a licitação para exploração do manganês na Serra do Navio, no Território Federal do Amapá. Em 1950 a empresa norte-americana Bethlehem Steel Company, se tornou sócia com 49% do empreendimento, sob a alegação que o projeto carecia de maiores investimentos e conhecimentos técnicos. A ferrovia começou a ser implantada em março de 1954 e foi concluída em janeiro de 1957.
Em 1980 a Bethlehem vendeu sua participação para a Caemi, sendo a exploração de manganês encerrada em 1997. (Wikipédia)

domingo, 4 de setembro de 2016

Foto Memória da Mineração Amapaense: Chegada e desembarque dos equipamentos da ICOMI, em Santana/AP

"Esses, foram os primeiros equipamentos da ICOMI, chegados no final de 1953, em barcaças vindas de Belém.
Ficaram estacionados no pátio em Santana: 05 tratores Caterpillar D8A, 04 moto niveladoras Caterpillar modelo 12E, 02 compressores de ar Ingersoll Rand, 06 automóveis Chevrolet: 02 station wagon e 04 sedans e dois caminhões GMC. Depois, viriam os outros equipamentos para a ferrovia e para a mineração."
“No início de 1954 o navio da Moore McCormak avança pelo estuário do Rio Amazonas trazendo, dos Estados Unidos, os primeiros equipamentos para a construção das obras da mineração. Com ele vieram equipamentos da terraplanagem da ferrovia."
"Observa-se o navio a mais de duzentos metros da margem do Amazonas, pois nessa época a limpeza do rio ainda não havia sido feita, mesmo no trecho onde as margens são mais profundas. O navio teve que ficar ancorado no meio do canal, onde a profundidade média estava em torno de 18 metros."
Esse local era em frente à localidade de Santana, "onde começariam as obras para a instalação do píer. Para o desembarque dos equipamentos foram usados os guindastes do próprio navio, que tinham capacidade de descarregar até 40 toneladas”.
 “Os equipamentos desciam presos em cabos de aço e eram colocados em barcaças tipo balsas ancoradas lateralmente ao casco. As barcaças eram da própria MCComark, que as usava para o translado do material do navio para a terra.
Em terra, os equipamentos eram novamente içados e descarregados em solo firme. Para as máquinas de terraplanagem e os veículos, a balsa encostava-se ao píer improvisado e era ancorada por cabos de aço.
Eles desciam direto, passando do fundo chato da balsa para o píer. As balsas eram manobradas por rebocadores que traziam o material do navio até o píer. Do pátio, após a conferência, cada uma seguia o seu destino: para as obras do porto, da ferrovia ou da mineração. ”
Todo o equipamento veio importado dos Estados Unidos, pois a indústria brasileira nesse tempo não conseguia suprir toda a necessidade do projeto e o fornecimento de materiais americanos era um interesse contratual. ”
"Como não havia sido feita a dragagem de limpeza das margens do canal, o navio permaneceu no meio do rio e os equipamentos eram descarregados em uma balsa manobrada por dois rebocadores; um deles cedido pelas forças armadas, próprio para desembarque de equipamentos pesados em operações de guerra. 
"Esta foto é do braço norte próximo ao local onde depois foi montado o porto flutuante, em frente à ilha de Santana."
Fonte consultada: Estrada Ferro Amapá - História da EFA by Sergio Ransel Silva de Almeida on Scribd.

sábado, 3 de setembro de 2016

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro PAULO PEREIRA TORRES

Nascido em 6 de junho de 1921, no Rio de Janeiro, Paulo Pereira Torres chegou ao Amapá em 1945 para trabalhar no então recém-criado Território Federal do Amapá.
Trabalhou junto ao IBGE em expedições pelo interior para levantar dados geográficos a assim ajudar na criação e demarcação dos primeiros municípios.
Casou-se em 1948 com a afuaense Edy Coutinho Gonçalves, com quem formou família enraizada em solo amapaense.
O grande trabalho feito no Governo o levou à Icomi, que estava se instalando no Amapá. Trabalhou nos projetos de construção das Vilas de Serra do Navio e da Vila Amazonas. Foram quase 20 anos de serviços prestados.
Nos últimos anos de Icomi, Paulo Torres ficou responsável pelo setor de abastecimento de gêneros alimentícios da empresa em Serra do Navio e na Vila Amazonas, Santana. Esta experiência despertou um espirito empreendedor.
No início da década de 1970, juntamente com o Francisco Adail de Lima e Jurandir Lavor Benigno, criou a ACREL, que terceirizou o abastecimento de gêneros alimentícios da Icomi e também atendeu a população, um dos primeiros supermercados do Amapá tal como os moldes atuais, localizado na esquina da Jovino Dinoá com Feliciano Coelho.
Os negócios foram vendidos ainda em meados da década de 1970, quando decidiu curtir a aposentadoria em Belém do Pará.
Paulo Pereira Torres ainda voltaria ao Amapá no início dos anos 1990, onde viveu até 2006, quando faleceu aos 84 anos.
Fonte: Texto e informações de Paulo Torres Filho, via WhatsApp, a quem agradecemos a deferência.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Foto Memória de Macapá: O casarão de Dona Sofia Mendes Coutinho

Texto: Nilson Montoril de Araújo
"O casarão do casal João de Azevedo Coutinho e Sofia Mendes Coutinho, edificado na esquina da Avenida General Maximiano Antunes Gurjão e a Rua São José era o prédio particular mais bonito da velha cidade de Macapá. 
Seus proprietários integravam famílias tradicionalíssimas e de elevado conceito. João de Azevedo Coutinho descendia do clã liderado pelo Coronel Matheus de Azevedo Coutinho e dona Sofia provinha do tronco familiar cuja figura maior era o Coronel Manuel Theodoro Mendes, cidadão que comandou a guarnição da Fortaleza São José, foi um dos mais destacados Intendentes do município paraense de Macapá e destacou-se como pecuarista na região do Rio Macacoary.
O casarão foi demolido no final do ano de 1970, desapropriado pelo governo do Território Federal do Amapá para permitir a modernização urbanística do centro de Macapá. O terreno se estendia desde a Rua São José até a antiga Rua dos Inocentes, atual Passagem Rio Branco, que liga a Rua General Gurjão ao propalado Largo do Formigueiro. Era mais comprido do que largo. 
De frente para o velho Largo da Matriz, à margem da Rua São José, tinha à sua esquerda uma área anexa ao Senado da Câmara, que abrigou por pouco tempo a sede do Panair Esporte Clube, mas atualmente pertence à Telefônica OI.
O majestoso imóvel, edificado em taipa de pilão, possuía cômodos amplos, um deles alugado à Prefeitura Municipal para acomodar a Escola Primária da cidade de Macapá. Em meados da década de 1950, o citado ambiente passou a abrigar a Secretaria do Colégio Amapaense, cujo prédio ainda estava em construção. Esta ampla sala ficava à esquerda da entrada do casarão, tinha instalações sanitárias e acesso para a Avenida General Gurjão. No lado direito de quem ingressava na “Casa da Tia Sofia” ficavam os quartos, copa, cozinha, dispensa para gêneros alimentícios, depósito para lenha e carvão, forno e galinheiro.
O vasto quintal tinha inúmeras árvores frutíferas, plantas medicinais e decorativas, além de um poço com sarilho. Lembro de um portão existente no cercado paralelo à Rua General Gurjão, posicionado de frente para a casa dos meus pais. Era difícil acontecer, mas as vezes Dona Sofia valia-se da passagem para ir em casa conversar com minha mãe Olga Montoril de Araújo, quase sempre para fazer fuxico contra mim. Ela costumava ficar sentada na sacada do seu quarto bisbilhotando tudo que acontecia na área que hoje abriga o Teatro das Bacabeiras, onde havia um campo de futebol.
Ali passávamos a tarde jogando bola, empinando papagaio e disputando peteca. Quase todos os dias, por volta das 16 horas, Dona Sofia me chamava, entregava um recipiente envolto em papel de embrulho e pedia para que fosse até o comércio do Duca Serra (Emanuel Serra e Silva) buscar uma encomenda. Em troca pelo recado eu recebia um cruzeiro. A recomendação era para eu não desembrulhar o frasco. Seu Duca recebia o vasilhame, mandava que eu esperasse do lado de fora da venda e depois me chamava. Durante anos eu tentei saber qual era o segredo daquela compra. Somente há pouco tempo a Palmira Mendes Coutinho, uma de suas filhas, revelou que era cachaça alvorada, usada por Dona Sofia para preparar um delicioso licor de jenipapo. A cerca do terreno era de hastes de acapu, madeira super-resistente, que ainda estava bem conservada quando ocorreu a desapropriação da área.
Ao longo dela, pelo lado externo, havia melões de São Caetano e muito gengibre. Meus vizinhos que participavam das festas do Marabaixo colhiam à vontade para o preparo da gengibirra. Conheci o casarão em detalhes, haja vista que, em inúmeras oportunidades fui convocado para apanhar goiabas, mamões e cajus. Eu comia mais goiaba do que colocava na sacola feita de saco de sal. Dona Sofia e Seu João Coutinho geraram três excelentes criaturas: Raimunda Mendes Coutinho, a Professora Guita, José Mendes Coutinho e Palmira Mendes Coutinho. Convivi com os três, todos amigos dos meus pais. Dos seus familiares, apenas o neto Círio de Nazaré Menezes Coutinho recebeu da avó a autorização para construir sua residência na nobre área, onde sua viúva ainda mora. No restante do espaço há um prédio das Lojas Kennedy e da Telefônica OI."
(Texto original do historiador Nilson Montoril, sob o título: Recordações da minha infância – o casarão de Sofia Mendes, publicado em 06/08/2016, no jornal “Diário do Amapá”)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Foto Memória de Macapá: Três jovens amigos do Amapá

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada pela amiga Tica Lemos.
A relíquia postada por ela no Grupo do “Memorial Amapá”, é uma raridade histórica, um verdadeiro achado.
Trata-se de um registro fotográfico de 1968, feito em frente à loja “Beirute N’América”, quando ela funcionava na esquina da Rua Cândido Mendes com a Av. Coaracy Nunes, no Centro Comercial de Macapá.
A partir da esquerda estão os jovens irmãos Ramos: Anselmo (18 anos) e José Paulo (20 anos) filhos do professor Alceu Paulo Ramos e Dona Joaquina da Silva Ramos. Estes reconheci logo. 

O de branco, é meu amigo Manoel Imbiriba, o “Buzela”(18 anos). Filho do saudoso Argemiro Imbiriba, ex-locutor da Rádio Difusora de Macapá, nos anos 60.
Dos três, somente o Anselmo é falecido. Zé Paulo, mora em Macapá e Manoel Imbiriba Neto(foto menor)(64 anos), em Belém do Pará, com Dona Marta, mãe dele.
( Fonte: Facebook )

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Foto Memória do Rádio Amapaense: Radialista Graça Pennafort

Precioso registro da Memória do Rádio Amapaense, foi compartilhado por Ângela Carvalho.
Foto de 1980, da radialista Graça Pennafort, no estúdio da atual Rádio Equatorial, em Macapá, na Rua Eliezer Levy, no Bairro Julião Ramos (Laguinho).
Ela apresentava, aos domingos, na emissora, o programaRecreio da Tia Graça”.
Antes, na extinta Rádio Educadora São José de Macapá, ela produzia e apresentava o programaHistorinhas para a Gurizada”, desde 1976 até o dia em que a rádio fechou, dois anos depois.
( Fonte: Facebook )

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Foto Memória do Esporte Amapaense: Veteranos do Esporte Clube Macapá/ AP

O amigo João Silva, compartilha uma foto histórica, sem data, presumivelmente do início dos anos 70, com o time de Veteranos, do Esporte Clube Macapá.
A partir da esquerda, em pé: Edésio Lobato, Guilherme, Boró, Wilson Sena, Expedito Santos, Paulo Rodolfo, Papagaio e Edson Abdon (Tapioca).
Agachados, na mesmas ordem: Enildo, Batintin, Jonas Banhos, Fernando Dentinho, Lelé, Aderbal Lacerda e Roque Torres (Cabo Roque).
Informação Histórica - O Macapá foi fundado no dia 18 de novembro de 1944, originado a partir do extinto clube Panair Esporte Clube, de Macapá, o qual havia sido campeão estadual em 1944. Em 1946, mudou de nome para o atual: Esporte Clube Macapá.
No Campeonato Amapaense: o azulino da Av FAB conquistou 17 vezes (1944 - como Panair EC, 1946, 1947, 1948, 1954, 1955, 1956, 1957, 1958, 1959, 1969, 1974, 1978, 1980, 1981, 1986 e 1991).
Foi Vice-Campeão Amapaense: em 1994 e 2013. (Wikipédia)
(Fonte: Facebook)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: o Pioneiro Altair Cavalcante Lemos

ALTAIR CAVALCANTE LEMOS, nasceu em 11 de janeiro de 1932, em Macapá. Filho de Cícero Lemos e Carmosina Cavalcante Lemos, primeira mulher a ser tabeliã no Cartório Jucá. ALTAIR teve dois irmãos, Altamir e Maria da Consolação, já falecidos.
Sempre dedicado aos esportes, ALTAIR estudou no Colégio Amapaense, por quem defendeu as cores da escola como jogador de basquete. Na quadra se destacava pela altura; tinha 1m85 e muita habilidade com a bola. Foi campeão pelo Colégio Amapaense em várias edições dos jogos escolares. 
Seu primeiro emprego “oficial”, foi no Governo Territorial, no SAG – Serviço de Administração Geral. Lá desenvolveu várias atividades e formou, junto com os amigos da “repartição”, um time de basquete que era a sensação das quadras. Onde o Time da Estatística jogava, a presença feminina era dominante.
ALTAIR trabalhou ainda na Prefeitura de Macapá, no setor de Finanças. Nessa época, junto com alguns amigos do trabalho e do carteado, criaram a TURMA DO BURACO, uma espécie de ambientalistas da época. Foram eles que plantaram as primeiras mangueiras no centro de Macapá. Fizeram a arborização da Praça do Barão, avenidas Presidente Vargas, Mendonça Furtado, Iracema Carvão Nunes, entre outras.
Ainda com o gás da juventude ALTAIR trabalhou no Sindicato dos Conferentes, onde atuava como fiscalizador nos navios que levavam Manganês do Porto de Santana.
ALTAIR era torcedor do Leão da Avenida FAB, o azul e branco Esporte Clube Macapá. No time do Macapá, ALTAIR jogou como goleiro por diversas temporadas. Essa paixão pelo Macapá, atravessou para o Clube do Remo, em Belém.
Mas como nem só de trabalho vive o homem, ALTAIR também gostava de jogar baralho com os amigos. Foi da mesa do carteado, jogado nos finais de semana na sede do Amapá Clube, que junto com Amujacy, Jarbas Gato, Zé Maria Frota e Aderbal Lacerda, saíram em uma manhã do carnaval de 1965, fantasiados com roupas, perucas e maquiagens das esposas para as ruas do centro de Macapá. 
Com uma enorme faixa escrito BLOCO DOS INOCENTES, os amigos barbarizaram a terça-feira gorda e chamaram a atenção por onde passavam.  Em 1964, os mesmos amigos “INOCENTES” criaram o Bloco A BANDA. Por seu porte físico, ALTAIR foi coroado como o REI MOMO DO CARNAVAL. O 1º na história do carnaval amapaense, diga-se.
Como bom boêmio, ALTAIR gostava de festas e criou uma banda de música, onde tocava bateria usando o pseudônimo de “Roberto”. Tocava nos bailes da Assembleia Amapaense.
Em maio de 1954, ALTAIR se casou com Graça Lemos, com quem teve cinco filhos: Nilton Mauro, Paulo Cezar, Antônio Sérgio, Gláucia Maria e Tica Lemos. Paulo Cezar, conhecido como Paulão que também brilhou nas quadras como jogador de basquete, faleceu em junho de 2002.
Em dezembro de 1969, ALTAIR sofreu um enfarte. Foi levado para Belém, mas, na tarde do dia 28 de dezembro, não resistiu a uma parada cardíaca e faleceu, aos 37 anos. Em dezembro de 2016, completam-se 47 anos que ele partiu para a morada eterna, deixando muitas saudades para parentes e amigos.
(Texto e informações de Tica Lemos, filha do biografado)

domingo, 28 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: Entrevista do jornalista Ernani Marinho c/Dra. Ida e Dr. Cohen

A Foto Memória de hoje, vem do álbum de memórias do amigo Ernani Marinho. 
É um registro raro, dos anos 60 (+/- 1965/66), quando o jornalista Ernani Marinho(à direita), na época redator do Gabinete do Governador do ex-Território Federal do Amapá, entrevistava a Dra. Ida Ribeiro, então Delegada Federal de Agricultura no Amapá e o Dr. José Chaves Cohen, (à esquerda) agrônomo, na época, Diretor da Divisão de Produção, visando coletar dados para um relatório anual do Governo do Território.
Dra. Ida, estava residindo em Belém. (Não temos informações recentes dela). Dr. Chaves Cohen já é falecido.
A entrevista aconteceu na sede de Divisão de Produção, hoje Secretaria de Agricultura, em Macapá/AP.
(Informações do próprio Ernani)

sábado, 27 de agosto de 2016

Foto Memória do Rádio Amapaense: O advento da antiga Rádio Equatorial de Macapá

Em 1962, surgiu em Macapá a ZYD 11 - Rádio Equatorial de Macapá - "o melhor som da cidade".
Em 23 de dezembro de 1962, num domingo, entrava no ar a segunda estação de Rádio AM (Amplitude Modulada) lançada em Macapá, a ZYD-11 – RÁDIO EQUATORIAL DE MACAPÁ – que, por ser clandestina, teve vida efêmera.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
Ano 1962 - Técnico Mário Chagas ao lado do transmissor Philips de 250w, da extinta ZYD-11-Rádio Equatorial de Macapá, que após o seu fechamento, e confisco dos bens pelo Governo do Amapá, foi utilizado, por algum tempo, pela Rádio Difusora de Macapá.
( Contribuição do amigo Cícero Melo )
Pertencia a um grupo de pioneiros, que através da SATRA - Sociedade Anônima Técnica de Rádio do Amapá - conseguiu colocar no ar uma emissora de ondas médias que, na época, irradiava em HI-FI (termo técnico que em inglês significa Alta Fidelidade), na frequência de 1.490 kilociclos, utilizando um transmissor “Philips” de 250 W (um quarto de kilowatt), cobrindo um raio de pouco mais de 30 quilômetros.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
Ano 1962 - Mesa de som da extinta Rádio Equatorial que, após o seu fechamento, e confisco dos bens pelo Governo do Amapá, foi também utilizada por algum tempo pela Rádio Difusora de Macapá, bem como todo o seu acervo.
( Contribuição do amigo Cícero Melo )
Tinha um som espetacular, considerado na época, “o melhor som da cidade”.
Era uma sociedade formada por técnicos do serviço de telecomunicações do Governo, jornalistas e outros servidores do ex-Território do Amapá, que, nas horas de folga iam para lá.
Faziam parte da SATRA, os jornalistas Alcy Araújo Cavalcante e José Maria de Barros (diretor artístico da nova emissora); os radiotecnicos Remy do Rego Barros, Arinaldo Gomes Barreto, (pai do Dep. Lucas Barreto) e Sr. Raimundo Rodrigues ( “seu” Pépe); os radiotelegrafistas Agenor Rodrigues de Melo (trabalhava na Radional), Manoel Joaquim Esteves Rodrigues (irmão do delegado Teobaldo Souza); o empresário José de Matos Costa - “Zelito”(proprietário da Rádio Equatorial, atual), além dos técnicos em eletrônica Mário Chagas da Costa e Ivaldo Alves Veras.
A emissora tornou-se clandestina porque, um dos sócios da SATRA - também radiotelegrafista - valendo-se da fiscalização precária na região, redigiu um telegrama, simulando assim, ser um documento oficial autorizativo de seu funcionamento, e que tivesse sido emitido pelo Órgão competente do Governo Federal.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
( Clique na foto para ampliá-la )
Ano 1962 - Estúdios da extinta Rádio Equatorial de Macapá, instalados inicialmente, na Av. Pe. Júlio Maria Lombaerd, esquina com a Rua Marcelo Cândia, no Bairro Santa Rita.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
( Clique na foto para ampliá-la )
 ( Contribuição do amigo Cícero Melo )
No Detalhe: Ano 1962 - Funcionários da extinta Rádio Equatorial de Macapá, em frente ao prédio da emissora, no bairro Santa Rita em Macapá.
Da esquerda para direita: Antônio (Motorista); (?)(Servente);Mário Chagas (Técnico e acionista); Jurandy, Janduí, Jorge Gonçalves (Locutor); Carlos Lins Corte (Baião Caçula - agachado - operador de áudio); Fernando Dias(Locutor); Edvar Mota(Locutor); Remy do Rego Barros(Técnico); Emanuel Cruz (Acionista);José Rodrigues (Seu Pépe - acionista/Técnico); Agenor Rodrigues de Melo (Presidente/acionista);
A nova emissora entrou em operação em 23 de dezembro de 1962, e cumpriu um período experimental, até final de janeiro de 1963, no horário de 12h às 14h e de 20h às 23h.
Devido à boa qualidade do som HI FI, e pela diversificação de sua programação, conseguiu conquistar boa parte da audiência, até então monopolizada pela Rádio Difusora de Macapá, que, por ser a única, reinava absoluta nesse campo desde sua fundação em 1946.
(Reprodução de arquivo)
Para ampliar clique na foto
(Foto extraída do blog da jornalista Alcinéa Cavalcante)
Suas instalações foram montadas, inicialmente, em um terreno na Av. Pe. Júlio Maria Lombaerd esquina com a rua Marcello Cândia, onde hoje está erguida a Escola Estadual Profº Lucimar Amoras Del’Castilo.
A localização dos estúdios debaixo da antena radiante, provocava indução devido ao retorno da radiofrequência sobre os equipamentos, e causava uma interferência muito forte nas transmissões prejudicando, sobremaneira, a qualidade do som.
Como solução para o problema, o estúdio da emissora, onde ficavam situados os equipamentos de áudio, teria de ser todo revestido com telas de arame.
Por essa razão, seus estúdios foram transferidos para longe da torre irradiante, isto é, para o centro da cidade, mais precisamente, para a rua Coronel José Serafim Gomes Coelho, hoje Tiradentes, entre as avenidas Coronel Coriolano Jucá e Presidente Vargas, em frente à Panificadora S. José (hoje desativada), dos irmãos Aurino (Tenente) e Sandoval (Sandó) Borges de Oliveira, no Centro da cidade.
Para evitar despesas com pagamento de aluguel, a SATRA conseguiu, com a Administração Territorial da época, a cessão de uma residência pertencente ao acervo patrimonial do Governo do Amapá, localizada na mesma rua Coronel José Serafim, só que esquina da Av. Iracema Carvão Nunes onde instalou seus equipamentos de estúdio.
A responsável pela discoteca da emissora era a locutora Osvaldina Fiqueira que depois foi também discotecária e locutora da Rádio Difusora de Macapá.
A música que servia de prefixo e sufixo musical da Rádio Equatorial era o clássico “Exodus” com a orquestra de Ferrante & Teicher.
Ouça, e relembre aqui a música que era usada como PREFIXO e SUFIXO musical  da programação da Rádio Equatorial de Macapá:
A Rádio Equatorial funcionou durante todo o ano de 1963 em ondas médias, com o beneplácito do Governo do Território, até a chegada do 1º Governador do período revolucionário - General Luiz Mendes da Silva - em meados de maio de 1964, quando foi, literalmente, confiscada pelo Comando Revolucionário que se instalou no Brasil em 31 de março.
Com o fechamento da emissora, todo o seu acervo – técnico, artístico e patrimonial – foi encampado pelo Governo do Território do Amapá e incorporado ao patrimônio da Rádio Difusora de Macapá, por ser esta, a emissora oficial.
A Difusora, então passando por um momento de dificuldade, vinha operando, já há algum tempo, somente com a onda tropical de 4.915 kilociclos em 61 metros, pois o seu transmissor de ondas médias, havia seguido para revisão na fábrica, em S. Paulo e de lá nunca mais voltou.
Com a medida a RDM voltou a operar em ondas médias, na mesma frequência que vinha sendo utilizada pela Rádio Equatorial, ou seja, de 1490 kilocíclos.
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Pesquisa iniciada (e atualizada) pelo radialista João Lázaro, em outubro do ano 2000.
Colaborou: o historiador Nilson Montoril de Araújo.
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(Última atualização/agosto de 2016)
NOTA DO EDITOR
Um detalhe histórico: Embora eu tenha tido meu primeiro contato com um microfone, amadoristicamente, aos 12 ou 13 anos, através da PRH-3 - um Serviço interno de Auto Falantes, do Centro Educacional do Laguinho em 1960/61 - foi na Rádio Equatorial que tive a oportunidade de falar para a comunidade através de uma emissora de radiodifusão.
Em 1963, eu fazia o Curso Ginasial, na Escola Normal de Macapá, e naquele tempo existiam nas escolas os Grêmios estudantis, que eram entidades autônomas representativas dos interesses dos estudantes secundaristas, com finalidades educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais.
O Grêmio Literário e Cívico “Barão do Rio Branco” era o da Escola Normal, comandado pelo Getúlio Albuquerque, um dos líderes do movimento estudantil da época.
E atendendo ao convite do Getúlio, aceitei apresentar em dupla, o programa radiofônico do Grêmio - "A Voz Estudantil da Escola Normal" - que ia ao ar nas manhãs dos sábados, pela ZYD-11, sempre no horário de 10:30 às 11:00h.
A apresentação era toda escrita como se fosse um Jornal Falado. Nós apenas líamos as notícias.
Não me lembro mais quem fazia dupla comigo, nem até quando o programa ficou no ar. Salvo engano era a Maria Emília Jucá.
Se alguém se lembrar pode ajudar nos comentários.(João Lázaro)
 (Repaginado em agosto de 2016)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Foto Memória: Três momentos de Graça Pennafort

Minha amiga Graça Pennafort, muda de idade nesta quinta-feira (26).
Ela, é irmã do saudoso jornalista Hélio Pennafort e sobrinho do Sr. Benigno Pennafort, que foi o operador de som, que colocou no ar a Rádio Difusora de Macapá, em 11 de setembro de 1946.
Temos dois momentos memoráveis de Graça Pennafort.
Nesta primeira foto, histórica e rara de 1951, Graça, aos 2 anos e meio de idade, carregada por seu primo Ruy Guarani Neves.
Nesta outra foto de 1962, Graça posa numa Vespa, com sua sobrinha Assunta Ferrer.
O registro foi feito na cidade de Oiapoque, onde Graça morava.
No terceiro registro, ela dança com seu pai Rocque Pennafort, em uma festa de fim de ano, no Oiapoque.
Parabéns e muitos anos de vida, amiga Graça Pennafort!

Foto Memória do Esporte Amapaense: Sociedade Esportiva e Recreativa São José

A Foto Memória de hoje, vem do álbum de memórias do amigo Sebastião Ataíde de Lima, nosso Sabá Ataíde.
Uma das onzenas da Sociedade Esportiva e Recreativa São José, o tricolor do Laguinho.

Em pé: Leoremir, Sabará, Anselmo Simões ., Antoninho Costa, Maurício Machado, Timbó, Bacessar, Biroba e Canhoto.
Agachados: Piraca, Zé Buchinha, Léo, Orlando Torres, Macaco (Pennafort) e Haroldo Pinto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Foto Memória da Eletricidade em Macapá:: 1ª Usina de Força e Luz de Macapá

"Acredita-se que a primeira Usina de Força e Luz da cidade de Macapá, tenha sido criada em 1937, durante a gestão do prefeito Francisco Alves Soares, que, vendo o descaso em que a vila se encontrava, providenciou a instalação de uma Usina para o melhoramento social da mesma. (Veja foto acima)
Com a criação do Território do Amapá e a chegada do primeiro governador, em 1948, a Usina foi ampliada, recebendo 04 motores Caterpillar tipo D-1700, gerando uma capacidade total de 300 KW.
Em 24 de janeiro de 1953, por determinação do governador do Território do Amapá Capitão Janary Nunes, a Usina de Força e Luz de Macapá passa a funcionar em novo local, agora mais espaçoso e com dependências adequadas para os novos motores adquiridos pelo governo amapaense. O local está situado na Travessa da Areia (atual Avenida General Gurjão, ao lado do Teatro das Bacabeiras).(veja foto baixo)
(Foto: Reprodução de arquivo)
Em princípio a usina mantinha horários especiais de funcionamento. A cidade se guiava por uma sirene que tocava às 12 h às 18 h as 21h; era o relógio da cidade.
 
(Foto compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras, via e-mail)
Foto de 1948 - Equipe diurna da 1ª Usina de Força e Luz de Macapá.
Na foto, entre outros, estão: O Sr. Marcos Farias é o que está sentado no balcão, de camisa branca; Na frente da pessoa, em pé, de camisa listrada e de braços cruzados, o sr Vicente Barros; No lado esquerdo do sr Vicente está o Sr. Elionai Cesar da Silva.
Também estão na foto o Dr José Leônidas Lima, engenheiro da usina; Sr. José Domingos dos Santos Filho ("Seu" Santos - era o coordenador), Milton Sapiranga Barbosa-Galo, e o Justo, parente do Milton Sapiranga Barbosa.
O garoto que aparece bem na frente da turma, agachado é o amigo João Silva.
Os demais não foram identificados.
Detalhamento Histórico - No dia  24 DE MAIO de 1951, era eleita a Diretoria da Sociedade Beneficente dos Servidores da Usina de Força e Luz de Macapá, unidade operacional dos Serviços Industriais do Território Federal do Amapá, que funcionava à Avenida General Gurjão, no centro de Macapá, em terreno próximo ao atual Teatro das Bacabeiras.O mandato da diretoria teria inicio no dia 20 de junho quando ocorreria a posse dos eleitos. Eram membros da diretoria da novel entidade: Presidente-José Domingos dos Santos Filho; Vice-Presidente-Rosendo Olegário Alves; 1º Secretário-Marcos Farias dos Santos; 2º Secretário-Raimundo dos Santos Gomes; Tesoureiro- Elionai César da Silva; Comissão de Sindicância- Joaquim Miguel Ramos, Erasmo Nascimento Coelho e Juventino Felix da Silva. Fotos: Dentre os membros da diretoria identifiquei, da esquerda para a direita: Joaquim Miguel Ramos(o primeiro, em pé, após o rapaz agachado), Marcos Farias dos Santos( de branco, sentado no batente do 1º janelão),José Domingos dos Santos( o 8º, em pé, de branco,com os braços cruzados) e Leonai César da Silva( o último agachado à direita).(Nilson Montoril de Araújo)

(Texto reproduzido (com as devidas adaptações) do Facebook do historiador Nilson Montoril)
(Post repaginado em 22/08/2015, com atualizações)
Fontes: Site da CEA (http://migre.me/uIXmfBlog Luz Amapaense

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No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...