quarta-feira, 12 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O PIONEIRO PEDRO AYRES DA SILVA.

Nossa Foto Memória de hoje, homenageia o Pioneiro Pedro Ayres da Silva.
Texto de Nilson Montoril
Membro de tradicional família mazaganense, o Pioneiro Pedro Ayres da Silva herdou o mesmo nome do pai. Seu genitor foi comerciante. O filho o auxiliou na gestão dos negócios da família, passando à condição de servidor público após a criação do Território Federal do Amapá. Em 1949, quando o governo territorial iniciou as atividades no Porto de Santana, seu Pedro Ayres, o filho, foi designado para coordenar as atividades da gestão portuária. Naquele logradouro, seu Pedro acompanhou, simultaneamente, as mudanças ocorridas após a chegada da Indústria e Comércio de Minérios S.A. - ICOMI. A empresa mineradora se valeu do porto territorial antes de construir seu píer e cais acostável. Lá estava seu Pedro Ayres atuando de forma irrepreensível. 
No início da década de 1960, com a criação da Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá-SATFA, ele foi guindado para integrar a equipe funcional da novel atividade, então gerenciada pelo Sr. Francisco Torquato de Araújo, genitor do historiador Nilson Montoril. A sua sequência funcional é digna de encômios. Com idade bem avançada, seu Pedro Ayres da Silva ainda vive, sob os cuidados de uma de suas filhas, em Macapá.
Fonte: Texto original de Nilson Montoril, publicado no Facebook, reproduzido e especialmente adaptado/atualizado para o blog Porta-Retrato.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Primeiras Bandas de Música de Macapá

Um outro artigo do historiador Nilson Montoril, sobre as Primeiras Bandas de Música, da cidade de Macapá-AP.
“A partir da segunda metade do século XIX, as bandas de música despontaram como principal atração das cidades do interior do Brasil. A vinda da Corte Portuguesa contribuiu sobremaneira para a formação de conjuntos denominados Liras, Euterpe e Filarmônica, que executavam partituras alegres como mazurcas, schottisch (xótis ou xote) e valsas aceleradas. Posteriormente os chorinhos, maxixes, dobrados, marchas, rumbas, tangos e mambos, foram incorporados aos repertórios.







A primeira banda de música de Macapá foi criada pelo Padre Júlio Maria Lombaerd, em 1919. Era composta por 28 meninos e o próprio sacerdote, que tocava saxofone. O nome da banda era "Filarmônica São José" e as crianças aprenderam a tocar instrumentos com o famoso vigário.







Com o advento do Território Federal do Amapá, três bandas se destacaram na cidade:
A primeira a surgir foi a Euterpe Jazz, regida por Oscar Santos, depois surgiu a "Sacys do Ritmo", comandada por Messias do Espírito Santo.
A mais conhecida da era territorial foi a Banda de Música da Guarda Territorial, rotulada como Furiosa. 
Não pensem que o título era depreciativo. As bandas de então assim eram chamadas de um modo geral, embora também vigorasse o título de Serafinas. Eram ditas serafinas as que sempre participavam de procissões, missas, enterros e festividades religiosas. 
Na década de 1960, Oscar Santos fundou uma banda de música congregando alunos da (antiga) Escola Industrial de Macapá, que ficou famosa como "Bonecos de Anil" do Ginásio de Macapá.”(Nilson Montoril)
Fonte: Facebook
Fotos: Reproduções de Arquivo
(Última atualização ás 20h)

domingo, 9 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O FAROL DA FORTALEZA DE MACAPÁ

Nosso amigo historiador e blogueiro, Nilson Montoril, publicou em sua página no Facebook, um oportuno comentário sobre QUAL A FUNÇÃO DE UM FAROL?, em que citou antigo farol da Fortaleza de Macapá:
Segundo ele, “por volta de 1900, um farol foi instalado no baluarte Nossa Senhora da Conceição, com a missão precípua de alertar os viajantes quanto ao praião existente na frente da pequena cidade de Macapá e a possibilidade de uma embarcação chocar-se contra o platô onde está edificado o patrimônio bélico. 
Mesmo depois que a Fortaleza foi abandonada, década de 1920, o farol, mais simples que o mostrado na foto desta postagem continuou funcionando. Macapá não tinha energia elétrica naquela época e o faroleiro acendia o pavio do farol às 18 horas, apagando-o as 6 horas da manhã do dia imediato. Este procedimento só mudou a partir de 1953, quando cilindros de gás foram instalados junto a base do mirante (a haste que sustentava a passarela encimada e o eclipsor ). A Marinha passou a contar com a colaboração da ICOMI, depois do balizamento do canal norte do Rio Amazonas. Sem o balizamento, os navios cargueiros, que vinham embarcar o minério de manganês, no Porto de Santana correriam grande risco de encalhar. 
A escada do farol deveria servir unicamente ao faroleiro, mas todo mundo queria subir seus degraus para alcançar o topo do mirante. Praticamente ninguém se deu conta do perigo, haja vista, que o bloco de concreto que fixava, com uso de grossos parafusos da base do farol, estava sob o aterro do baluarte e a terra não era tão compactada como pensavam os "turistas". Que era gostoso ficar lá no topo do farol recebendo o vento gostoso da enchente da maré, era. Em 1978, no governo do general Arthur Henning, a Fortaleza passou por uma nova operação de manutenção e reparos, a Marinha sentiu que era oportuna a retirada do farol. Ele apenas ilustrava a paisagem."
Nos comentários, o amigo Luiz Lopes Neto, contemporâneo do Nilson, quis saber que fim levou esse farol?
Nilson respondeu que “o farol propriamente dito, parte que tem o iclipsor (que faz a luz acender e apagar), o Serviço de Sinalização Náutica do Norte/DDNN, sediado em Santana, perto do estádio Augusto Antunes, instalou na ilha de Santana, de frente para a Fazendinha. Ali, ele permanece em atividade. 
O mirante está guardado no Distrito SSNN- 41. Aquela conversa de que o Barcellos o teria levado para o Rio de  Janeiro é balela. Eu estive na sede da Capitania da Marinha e vi o que estou relatando. A Marinha se dispõe a montar uma réplica, em dimensão reduzida para ficar na Fortaleza, mas os difamadores não se interessaram. "
Fotos: Reprodução de arquivo

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Conservatório Amapaense de Música

O prédio da foto, foi erguido para ser a residência do Secretário Geral do T.F. do Amapá. Quando ficou pronto serviu de sede para o Conservatório Amapaense de Música, mas por pouco tempo.  O Conservatório foi inaugurado em 25 de janeiro de 1952, pelo então governador Janary Gentil Nunes. Com a morte da pianista e professora Walkíria Lima, uma das primeiras professoras e diretora do Conservatório, seu nome mudou para “Escola de Música Walkíria Lima”, hoje Centro Profissional.
O educandário foi transferido, depois, para uma das alas da Escola Normal de Macapá. A edificação construída na Rua General Rondon com a Av. Procópio Rola, no Centro da cidade, passou por ampliação para acomodar o antigo SAG - Serviço de Administração Geral, órgão embrião das Secretarias de Administração e de Finanças. Com a construção do centro cívico, iniciado no governo Henning e concluído na gestão Barcelos, a Secretaria de Administração foi ocupar um dos prédios do centro, onde ainda se encontra. A Secretaria de Finanças foi transferida para um imóvel construído na área que era a praça do Hospital Geral, que hoje serve de sede para a Secretaria de Saúde. Na gestão do Governador Gilton Garcia em 1990, o velho prédio foi demolido, surgindo no local o Tribunal de Justiça do Amapá. (Fonte: Informações de Nilson Montoril)
Em 1952, a Escola de Música Walkíria Lima passou a funcionar no prédio da Rua Eliezer Levy com a Avenida Iracema Carvão Nunes, no Centro de Macapá, até o mesmo ser condenado pela Defesa Civil e demolido em 2010.
Em 2007, através de um decreto governamental, a escola foi transformada em Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima.
Após a demolição, as atividades do Centro de Música passaram a funcionar em um prédio alugado, na Avenida Feliciano Coelho, entre as ruas Hildemar Maia e Santos Dumont, nº 1959, no bairro Santa Rita, onde os alunos matriculados, com idade entre 8 e 79 anos, integram os cursos de piano, flauta doce, violino, violoncelo, trompete, violão (popular e erudito), bateria, clarinete, canto lírico, contrabaixo elétrico, saxofone e regência de bandas.
(Imagem; Reprodução - Gov. dol Amapá)
O Governo do Amapá está erguendo um novo prédio no local do anterior, no centro de Macapá, com previsão para concluí-lo até o segundo semestre de 2017.
“O prédio terá uma área construída de aproximadamente 2.700m², com investimento de R$ 6,5 milhões. A obra iniciada em janeiro, terá cinco pavimentos.
O térreo será ocupado pelo estacionamento com 23 vagas, recepção e uma área externa de convivência com praça de alimentação. Já o primeiro pavimento vai reunir a secretaria escolar, diretoria, coordenação, sala dos professores, laboratório de informática com capacidade para 30 alunos, além da sala de instrumentos e biblioteca.
No segundo pavimento estará o núcleo de piano que possuirá dez salas, o núcleo de cordas que possui 17 salas subdivididas em 4 salas, um núcleo de canto com 2 salas de canto lírico e 1 de música de câmara.
O terceiro pavimento terá o núcleo de sopro que possui 18 salas. O quarto e último andar será para as atividades complementares e um auditório com capacidade de 322 pessoas. Todas as salas de aula terão isolamento acústico. O prédio contempla ainda um conjunto de banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais. (Fonte: Jornal Diário do Amapá)

domingo, 2 de abril de 2017

ESPECIAL - Memória Ferroviária do Amapá: 1876: Ferrovia de Santana (AP) já estava prevista de ser construída há mais de 140 anos

Um paraense previu a necessidade de uma ferrovia em frente à Ilha de Santana há mais de 140 anos,...
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução Google Images
...bem antes até mesmo do nascimento do lendário Augusto Trajano Antunes (1906-1996) que foi o idealizador da Estrada de Ferro da ICOMI.
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução Google Images
Leia, a seguir, a matéria de Emanoel Jordânio:
Por (*) Emanoel Jordânio
O extinto Jornal do Pará, um semanário que circulou no período de 1867 a 1878, considerado o órgão oficial de comunicação da antiga Província do Pará (a criação desse Estado Brasileiro somente ocorreria em 1889), publicava constantes relatórios da administração paraense, que descreviam as ações aplicadas pelos gestores das províncias e regiões administradas por militares, detalhando visitas oficiais e providências tomadas por essas autarquias.
Jornal do século XIX, com publicação em questão - Reprodução
Na edição 041 do dia 20 de fevereiro de 1876 desse jornal, é possível encontrar o trecho de um relatório apresentado ao Dr. Francisco Maria Correia de Sá e Benevides (que então assumia a administração da Província do Pará), pelo Senhor Domingos Soares Ferreira Penna (1808-1888), considerado um dos maiores desbravadores naturalista daquela época.
Numa parte desse relatório publicado, observa-se que em abril de 1875, Domingos Soares visitou as três maiores ilhas ribeirinhas (até então) existentes ao longo do Rio Amazonas – que eram as Ilhas de Mexiana, de Caviana – além da pequena e discreta Ilha de Santana, que já era famosa na História do Pará.
Trecho da matéria previa construção de ferrovia - Reprodução
A matéria do jornal faz um pequeno contexto histórico de cada ilha visitada pelo desbravador paraense, sendo que a última inspecionada é a Ilha de Santana, que ficava a menos de três léguas (cerca de 20km) da comunidade mais próxima, que era a cidade de Macapá.
Além de descrever as invasões estrangeiras que a Ilha sofreu entre os séculos XVI e XVII, o texto oficial encerra com um parágrafo que premedita a futura construção de uma ferrovia nas proximidades da Ilha de Santana, que ajudaria no progresso social e econômico, tanto para a cidade de Macapá como para o restante do Norte Brasileiro:
“Quando, porém, os recursos dos habitantes e do commercio de Macapá permitirem ou as conveniências políticas do Estado exigirem a construção de uma linha férrea da cidade para a costa fronteira à ilha de Sant’Anna, passando através da planície e dos campos que tanto a facilitam, aquelle magnifico canal, hade ser o porto da cidade e talvez um dos portos mais opulentos de todo o valle do Amazonas. Assim Deus o queira!”
No encerramento do conteúdo publicado, o autor da matéria deixa bem claro que a “vontade Divina” será realizada sobre sua previsão.
Vale ressaltar que essas visitas ribeirinhas, feitas por Domingos Soares à Ilha de Santana foram novamente confirmadas em 1885, através de outro periódico paraense.
Visita à Ilha de Santana postada em outro jornal - Reprodução
O Diário de Belém (que circulou de 1868 a 1889) publicou essas visitas do desbravador na edição do dia 15 de janeiro de 1885, reforçando com veemência as perspectivas que ocorreriam nessa pacata região, hoje pertencente ao município de Santana (AP).
Domingos Soares Ferreira Penna
Museu Paraense Emílio Goeldi
Arquivo / Coleção Fotográfica.
Tão bem elogiado pelas autoridades paraenses foi o citado relatório de Domingo Soares, que o mesmo acabou transformando-o em uma de suas três únicas obras (livro) publicadas em vida: “A Ilha de Marajó”, contém essas e outras valiosas informações históricas sobre comunidades e localidades antigas do atual Estado do Pará, tendo algumas cópias desse exemplo ainda existentes no Arquivo Público do Pará.
Dúvidas Históricas
A previsão feita na matéria publicada no jornal de 1876 abre vários leques de dúvidas a serem esclarecidas, algumas que ficarão sem respostas por um longo tempo.
As dúvidas chegam a ser tão grandes que envolvem até nomes importantes da História do Amapá, como o engenheiro Augusto Trajano Antunes, considerado um dos mentores pela construção da Ferrovia Santana-Serra do Navio.
“A ideia de se construir uma ferrovia partiu do Augusto Antunes (ex-presidente da ICOMI) por volta de 1948. O surgimento dessa premeditação histórica é mais antiga que o próprio nascimento do Senhor Antunes, que nasceu em 1906”, comparou o professor Carlos Rogério, que leciona História em escolas estaduais de Santana.
O professor ainda descreve o último parágrafo desse texto como uma “curiosa premonição que somente favoreceu os setores econômicos e sociais do Amapá”.
Outro importante nome da historiografia santanense é o professor Aroldo Vasconcellos, conhecedor e grande referência em assuntos relacionados à segunda maior cidade do Amapá (Santana), que também se mostrou surpreso com a “descoberta” que estava discretamente publicada em um extinto jornal do século XIX.
“Com certeza Domingos Soares (o desbravador) se mostrou uma pessoa experiente nessa região e sabia que a construção de uma ferrovia traria o desenvolvimento um povo pouco assistido como era esse lado do Amapá”, reconheceu Aroldo.
O professor também acredita que o desbravador estava ciente das suas opiniões a serem divulgadas, porém, não se sabia os motivos fundamentais para elas.
“Ele sabia que a instalação de uma ‘Maria Fumaça’ nessa região seria útil, mas até hoje não sabemos o que seria embarcado ou transportado nesses vagões ou para onde seria enviada essa mercadoria”.
Dúvidas como essas já cercam os simpatizantes e colaboradores fascinados pela História do Amapá, que agora buscam responder outras perguntas, como:
Das três ilhas paraenses que Domingos Soares visitou, por quê somente a Ilha de Santana que receberia esse privilégio de uma ferrovia? Por quê já previa a construção de um porto em frente à Ilha de Santana? Será que chegaram a traçar algo em mapa sobre essa ferrovia?
Enquanto que respostas são procuradas, as certezas que se podem agora assegurar estão descritas pelos pioneiros que achavam que a única ferrovia construída foi projetada pela ICOMI há mais de 70 anos, enquanto que um paraense já atentava por essa necessidade de interligar localidades distantes através do meio de transporte mais avançado naquele longínquo século XIX, que era a linha férrea.
(*) Editor do blog Santana do Amapá
Fonte: Artigo na íntegra no blog Santana do Amapá

sexta-feira, 31 de março de 2017

Foto Memória de Macapá: Inauguração da Praça Cívica da Bandeira, no Centro da cidade

Há 40 anos – numa quinta-feira, dia 31 de março de 1977 -  era inaugurada em Macapá a Praça da Bandeira. 
"Foi a primeira praça em Macapá construída conforme a concepção proposta pela Fundação João Pinheiro que elaborou o Plano de Desenvolvimento Urbano de Macapá, Santana e Porto Grande." (Engº Rodolfo Juarez)
Na mesma área, em frente ao Colégio Amapaense, onde, em 21 de janeiro de 1959, os amapaenses ergueram um singelo monumento compreendendo um pilar em alvenaria, tendo no topo uma base em concreto, encimada pelo mapa do Amapá e sobre ele três colunas partidas. 
Era uma homenagem póstuma ao deputado federal Coaracy Gentil Monteiro Nunes, ao suplente de deputado Hildemar Pimentel Maia e ao Oficial Administrativo Hamilton Henrique da Silva. Eles haviam falecido num pavoroso acidente aéreo na localidade de Nossa Senhora do Carmo, região do rio Macacoary, na manhã do dia 21 de janeiro de 1958, uma terça-feira.
Nas imagens da foto acima podemos ver, que na área onde foi construído o antigo Palácio do Setentrião, havia um campo de futebol delineado por alunos do Colégio Amapaense. O espaço correspondia a um pequeno trecho do velho aeroporto da Panair do Brasil. O palaque de madeira era montado no final de agosto e desmontado após os festejos da semana da Pátria e do Território. O mastro onde a Bandeira Nacional era hasteada ficava no centro da praça.
Notam-se ainda na parte de cima da foto, ao fundo, além do telhado da Sede dos Escoteiros do Laguinho, a casa branca de altos que foi residência da família Neves Sozinho; o sobrado no meio, salvo engano era a Platon Engenharia e/ou residência do Sr. Homero Platon e na casa baixa, do mesmo modelo das construídas em Santana e Serra do Navio, morava o Sr. Mário Cruz.
Coaracy Gentil Monteiro Nunes, 45 anos; Hildemar Pimentel Maia, 38 anos; Hamilton Henrique da Silva, 32 anos. Cada um deles estava simbolicamente representado no monumento erguido em frente ao Colégio Amapaense, na lateral do espaço que passou a ser chamado “Praça da Saudade”.
Sobre o assunto o historiador, professor e blogueiro Nilson Montoril de Araújo, escreveu o seguinte:
“A Praça da Saudade não foi convenientemente construída devido às mudanças introduzidas na gestão do Território do Amapá a partir de 1961, e principalmente a contar de 1965." Segundo o historiador, “o civismo apregoado pelo General Ivanhoé Gonçalves Martins falou mais alto, e no lugar da Praça da Saudade surgiu a Praça  Cívica,  cujo nome, pouco tempo depois foi modificado para Praça da Bandeira, que nunca mais foi usada para o fim precípuo de sua edificação.“ 
A Praça da Bandeira, obra realizada pela PMM, em convênio com a Polamazônia(Programas de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia),...
...teve o projeto elaborado por técnicos da PMM, tendo à frente o arquiteto Antônio Brito.
Antônio Brito, é funcionário de carreira do Muncípio de Macapá; saiu de lá em 1991, tendo sido tranferido para Brasília, onde está atuando até hoje, com atividades na Representação da PMM, na Capital Federal.
A firma construtora foi a SANECIR Ltda, dirigida pelo engenheiro Antônio Fáscio.
Fotos: Hasteamento, Autoridades no palanque oficial, imagens da praça e técnicos - do Arq. Antônio Brito Filho
Fontes: informações e notícias repassadas pelo amigo Antônio Brito, via e-mail direto de Brasília, do amigo Rodolfo Juarez, via Facebook e do blog Arambaé, do historiador Nilson Montoril.
(Post repaginado e atualizado, em 31/03/2017)

sábado, 25 de março de 2017

Foto Memória de Macapá: O 104º ano de nascimento de Francisco Aymoré Batista

Há 104 anos nascia em Alenquer-PA, em 25 de março de 1913, o Pioneiro Francisco Aymoré Batista!
Chegou ao Amapá em 1944, a convite do Governador Janary Nunes, a exemplo de outros chamados pioneiros.
Inicialmente, foi trabalhar em Oiapoque, ainda solteiro. Em seguida casou-se com a jovem Stela Nunes e foi para Macapá trabalhar na Guarda Territorial.
Em 1987, já aposentado, instalou em Macapá a Casa da Homeopatia, funcionando sempre no mesmo endereço, R. Tiradentes, 329, no Centro de Macapá, esquina com a Av. Iracema Carvão Nunes.
Em 1990 a empresa passou para o controle do filho mais novo, Itabaracy Nunes Batista, que a comanda até hoje.
Sr. Francisco Aymoré Batista faleceu dia 18 de novembro de 1991 e Dona Stela Nunes Batista faleceu em 24 de outubro de 1999.
Fonte: Edgar Rodrgues com Informações dos familiares

quarta-feira, 22 de março de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: Sr. Genésio Antônio de Castro

O Pioneiro Genésio Antônio de Castro, nasceu em Campo Alegre no Piauí, em 1923.
Aos 17 anos saiu de sua terra natal chegando em Macapá, em 1949.





Conhece a jovem Líbia Bessa, com quem se casa em 1952. Logo após, instala em Macapá a Casa Líbia, em homenagem à sua esposa, na Av. Cora de Carvalho esquina com a Rua Cândido Mendes.
Foi um dos Fundadores do Clube de Diretores Logistas de Macapá, assumindo a Presidência em 1967, no lugar de Rafik Char, da Casa Flor da Síria.













De 1970 a 1977 torna-se arrendatário do Macapá Hotel.
Genésio e Dona Líbia desenvolviam destacado trabalho social através do Rotary Clube de Macapá.
Genésio faleceu em 1994, aos 71 anos.
Dona Líbia Bessa de Castro, esposa de Genésio, nasceu em Manaus-AM, em junho de 1930 e faleceu em Belém-PA, em julho de 2001, aos 71 anos de idade.
Fonte: Historiador Edgar Rodrigues

sexta-feira, 17 de março de 2017

Foto Memória da Cultura Amapaense: A LITERATURA NO AMAPÁ NAS DÉCADAS DE 50 E 60 - Modernos Poetas do Amapá

Segundo o sociólogo e escritor Fernando Canto "durante a década de cinquenta e parte da de sessenta, o que se viu no Amapá no aspecto literário, foi um esforço sobre-humano dos intelectuais da terra para que os trabalhos das pessoas de talento fossem projetados além de nossas fronteiras, a fim de receber críticas e se consolidar no cenário nacional. Poucos conseguiram o objetivo. Do grupo de burocratas-escritores que ser formou no Amapá, arregimentados pelo governo do Território para compor o primeiro escalão - Álvaro da Cunha, Aluízio da Cunha, Alcy Araújo, Arthur Nery Marinho e Ivo Torres - apenas Alcy Araújo, Álvaro da Cunha e Ivo Torres tiveram renome."
Há que se incluir também nesse rol, o poeta Arthur Nery Marinho, que figura em duas grandes enciclopédias brasileiras.
"Não se pode negar os esforços que fizeram os primeiros poetas, escritores e jornalistas que lá tentaram dinamizar a cultura e com isso chegando a influenciar muitos dos que hoje estão numa posição de destaque dentro do Amapá", diz Fernando Canto.
Logo o movimento extrapolou para os meios de comunicação de massa. Surgiram os órgãos de divulgação cultural, jornais e revistas e programas de rádio. A primeira iniciativa editorial nesse aspecto foi a revista Latitude Zero fundada em 1952 por Álvaro da Cunha, José Pereira Costa e Marcílio Viana. Era uma publicação de vanguarda que nada deixava a dever as outras revistas literárias do país. Apesar de sua importância histórica teve vida efêmera.
Com a chegada do escritor carioca Ivo Torres em 1957 é lançada uma nova revista do gênero, a Rumo, que chegou a circular em todo o Brasil e contava com correspondentes em vários Estados. Considerada uma publicação de qualidade, foi identificada por críticos literários e renomados autores como um órgão de difusão cultural dos mais importantes do país. A revista que trazia artigos e reportagens enfocando os mais importantes movimentos artísticos e culturais do Amapá, do Brasil e do exterior, inseriu a cultura amapaense no contexto nacional. Suas páginas recheadas de teatro, música, folclore, sabedoria popular, eram frequentadas por ícones da época. A Rumo foi uma das revistas do meio intelectual a dar projeção para diversos escritores locais e modernistas no país inteiro. O escritor Fernando Sabino, foi um dos entrevistados de Rumo em 1959 em Minas Gerais, assim como o caricaturista do Rio de Janeiro Appe, uma das estrelas da revista de informação "O Cruzeiro". Por causa de sua envergadura a revista Rumo chegou a ter projeção internacional.
"A Rumo conduz e explica o Amapá", chegou a escrever o ensaísta Osório Nunes.
Uma crítica publicada no suplemento literário do jornal "Diário de Minas" em outubro de 1958, assim se expressou sobre a revista: "Encontramos suas raízes na Semana de Arte Moderna. A sua vida constitui um resultado de descentralização cultural que houve a partir daquela data e que cada vez se acentua. Se fôssemos um Carlos Drumond, Mário de Andrade, um Vinícius de Morais ou Anibal Machado, nada nos alegraria mais do que nos saber lido lá pelos confins do Brasil, no Amapá".
A promoção do debate levou a revista a criar outros mecanismos de apoio a produção literária. E assim nasceu a editora Rumo, que viria publicar em 1960 a antologia Modernos Poetas do Amapá, o livro Quem explorou quem no contrato do manganês do Amapá, de Álvaro da Cunha (1962) e Autogeografia, livro de poesias e crônicas de Alcy Araújo (1965). A revista Rumo também deu origem ao Clube de Arte Rumo, que reunia os poetas, pintores, músicos e artistas de teatro para discutir o que se fazia no Amapá e no Brasil no campo da literatura, da música e das artes cênicas e plásticas. Ao mesmo tempo em que promovia concursos de crônicas e poesias na busca de novos talentos.
"O flagrante fixa o momento em que o Dr. Raul Montero Waldez, representando o Governador Pauxy Nunes, discursava por ocasião do lançamento da Antologia “Modernos Poetas do Amapá”, na Livraria Dom Quixote, em Belém/PA. Entre os presentes figuram os poetas Álvaro da Cunha, Ivo Torres, Alcy Araújo e Aluísio Cunha; os escritores paraenses Georgenor Franco (que saudou os intelectuais amapaenses, em nome da Academia Paraense de Letras), Bruno de Menezes, Haroldo Maranhão, Rodrigues Pinagé, Eldonor Lima, Max Martins, jornalistas João Neves, Chefe do Setor de Divulgação da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia – SPVEA e Aderbal Melo; professor Cláudio Barradas e outros; estudantes, intelectuais e pessoas amigas, que lotaram completamente as dependências da moderna livraria. Representando o pensamento dos “Modernos Poetas do Amapá”, usou da palavra o poeta Alcy Araújo."
(Texto reproduzido do Jornal Amapá de 12 de julho de 1960)
Mais detalhes e informações neste link: http://migre.me/we5enAroldo Maranhão, Rodrigues Pinagé,

terça-feira, 14 de março de 2017

Foto Memória da Aviação do Amapá: Fundação do Aeroclube de Macapá

Nesta data - 14 de março de 1944 – portanto há 73 anos,... 
... por iniciativa do Dr. Hildemar Pimentel Maia era fundado, na cidade de Macapá, o Aeroclube,...
(Imagens de arquivo)
... entidade que brevetou vários pilotos, entre eles Hamilton Henrique da Silva, Walter Pereira do Carmo e Antônio Carlos Pontes.
(Imagem de arquivo)
O Aeroclube teve hangar e sede instalados em área à margem da pista do aeroporto da Panair do Brasil, que atualmente encontra-se ocupada pelo Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Segurança Pública, Biblioteca Cívica e outros órgãos.
Originalmente, sua área ficava compreendida entre as ruas Jovino Dinoá/Leopoldo Machado e avenida FAB/Procópio Rola.
No ano de 1958 ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. Com a mudança o prédio aonde funcionava a sede do Aeroclube passou a ser a Assembleia Amapaense.
Na Assembleia eram realizados os melhores e mais badalados bailes da cidade. Quem viveu aquela época se lembra perfeitamente dos memoráveis eventos. Naquele tempo, as festas começavam às 22h e terminavam no máximo às 3h da madrugada. Muitos romances e amizades começaram embalados pelas músicas que lá tocava.
A ocupação do terreno foi iniciada na gestão do Capitão-de-Mar e Guerra Arthur Azevedo Henning e consolidada no governo Aníbal Barcellos.
Mesmo passados todos esses anos, o assunto ainda vem sendo questionado por um grupo de sócios do clube, que ingressou com ações na justiça, reivindicando direitos indenizatórios e de propriedade dos bens da sociedade. Pelo que parece, é assunto para muitos anos, ainda!
FONTES: Facebook (Nilson Montoril de Araújo) e Blog Achei Macapá

sábado, 11 de março de 2017

Foto Memória de Macapá: Os amigos Gilson Rocha, Narciso Farripas e Linomar Seabra (In memorian)

A Foto Memória de hoje, é originária do acervo da família Seabra do Rosário, que autorizou sua publicação e reprodução e agora pertence ao Baú de Memórias do amigo João Silva, que é parceiro do Porta-Retrato.
No registro dos primeiros anos da década de setenta os estudantes universitários amapaenses Gilson Rocha, Narciso Farripas Moraes e Linomar Seabra aguardam, no Aeroporto de Val-de-Cans, o voo da Cruzeiro do Sul para a viagem de férias do meio do ano, em Macapá.
Gilson e Linomar se formaram em medicina e Narciso Farripas em biologia e pedagogia. 
Todos voltaram para o Amapá e ingressaram no serviço público, prestando relevantes serviços à terra em que nasceram.
O médico Gilson Rocha e o biólogo Narciso Farripas continuam na ativa.









O médico Linomar é falecido.











Fonte: Facebook (texto do jornalista João Silva)
Fotos de Arquivo

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...