sábado, 12 de maio de 2018

Memórias do Esporte: Segundos Jogos Ginásio-Colegiais do Amapá

A partir da esq. em pé: João Alberto (auxiliar técnico), Inete Ribeiro, 
Madalena Silva, Maria da Paz, Iris Cavalcante, Maria Helena e Rosa Souza.
Agachados Marlene, Domingas Josafá,?,Consolação e
Antônio Chagas (técnico da equipe).
Os "II Jogos Ginásio-Colegiais do Amapá”, foram realizados em Macapá, em outubro de 1964, numa promoção do Departamento Esportivo da UECSA -  União dos Estudantes Secundaristas do Amapá, com apoio dos governos territorial e municipal e da empresa ICOMI.
A partir da esq: Marlene, ?, Santa, ? e Roberto Bandeira (Tec.da equipe)
Agachadas: Nilma Pinto, ?, Iracema Cardoso e Marli Campbel
Participaram das competições as equipes do Colégio Amapaense, Colégio Comercial do Amapá, Escola Industrial e Escola Normal de Macapá, sempre com o apoio de calorosas torcidas organizadas.
Da esq.p/dir: José Santana (campeão de arremesso de peso)
José Figueiredo de Souza -  Savino (campeão de lançamento de dardo)
Raja Ziade - (campeão de lançamento de disco)
O CCA foi o grande campeão dos jogos, totalizando 159 pontos, seguindo-se Escola Industrial com 83 pontos, Escola Normal com 74 pontos e o Colégio Amapaense com 70 pontos.
Post repaginado e reeditado com correções.
Fonte: Revista ICOMI-Notícias

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Foto Memória do Comércio Amapaense: Empresario João Djalma Santiago do Nascimento (em memória)

Imagem: Reprodução / Fecomércio
O empresário João Djalma Santiago do Nascimento, nasceu em Afuá-PA, em 1 de maio de 1945. Chegou em Macapá com 2 anos de idade. Estudou e concluiu o ensino médio no Colégio Amapaense. Desde criança trabalhava com o pai José do Nascimento, na fabricação de lamparinas, no bairro do Trem. Casou com Adelsira Costa de Souza, em 10 de julho de 1965.  Trabalhou inicialmente por conta própria com o empresário Normando Silveira, em 1966, na Ótica Suzi, na Praça Veiga Cabral. Depois dessa experiência de trabalho, consegue comprar a empresa e substitui o nome e a natureza do comércio para Ótica Menina.
Djalma foi fundador do Clube de Diretores Logistas de Macapá(CDL) e Presidente por vinte anos até seu falecimento. Intermediou a ida das Lojas Brasileiras (Lobras) e do Banco Econômico  para Macapá. Fez parte do grupo de apoio à instalação da Telecomunicações do Amapá – TELEAMAPÁ. Foi membro da Associação Comercial e Industrial do Amapá. Era também rotariano e maçon, chegando ao Grau 33.
João Djalma Santiago do Nascimento faleceu em Macapá, dia 19 de novembro de 1993, com 48 anos de idade.
Fonte consultada: Comércio do Amapá – A História / FECOMÉRCIO-AP - 2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Memória do Esporte Amapaense: Pauxy Nunes, um desportista esquecido

Texto de Nilson Montoril de Araújo(*)
Pauxy Gentil Nunes, filho do comerciante Ascendino Nunes e Laury Nunes, portanto irmão de Janary Gentil Nunes, primeiro governador do Território Federal do Amapá, nasceu na cidade de Alenquer, no Estado do Pará, no dia 27 de fevereiro de 1918. Estudou o primário na cidade natal. O Ginásio (primeiro ciclo) e o curso de Humanidades (segundo ciclo) foram feitos em Belém, no Colégio Progresso Paraense. 
Depois de passar alguns meses atuando em Macapá, integrando a equipe de governo do irmão, seguiu para o Rio de Janeiro onde passou a trabalhar no Instituto dos Bancários. Formou-se como Contador, no dia 5 de dezembro de 1947 e ingressou na Representação do Governo do Amapá na capital federal. 
Amante dos esportes, principalmente do futebol, Pauxy Nunes assumiu um papel relevante dentro da Representação do Amapá, articulando-se com os grandes clubes cariocas e com a Confederação Brasileira de Desportos no sentido de estruturar e desenvolver o futebol do Amapá.
A 26 de fevereiro de 1944, participou da histórica reunião que redundou na fundação do Amapá Esporte Clube. Ao lado de Francisco Serrano, Manuel Eudóxio Pereira (Pitaíca), Zoilo Pereira Córdova, Eloy Monteiro Nunes (seu tio) e outros abnegados desportistas fez valer a preferência do grupo pelas cores do Botafogo de Futebol e Regatas. Posteriormente, quando a agremiação passou a figurar com o designativo Amapá Clube, as letras iniciais do nome foram colocadas no interior da “Estrela Solitária”. O futebol de Macapá era excessivamente amador. Os presidentes dos clubes, influentes no governo, promoviam a vinda de jogadores de Belém compensando-os com empregos nas repartições públicas. Entretanto, sem uma mentora regional organizada na forma da legislação exigida pela Confederação Brasileira de Desportos, o Amapá jamais participaria de uma competição oficial. A fundação da Federação de Desportos do Amapá, a 26 de junho de1945 foi um acontecimento memorável.
A ideia da sua criação partiu de Pauxy Nunes, a quem os dirigentes de clubes conferiram a presidência. Até que ela funcionasse normalmente, muitos momentos de inércia foram registrados. Depois da criação da FDA os clubes preocuparam-se com o aspecto organizacional. Em 1947, aconteceu o primeiro campeonato e o Esporte Clube Macapá conquistou o título. Por solicitação de Pauxy Nunes a CBD prometeu incluir o Território do Amapá nas disputas do Campeonato Brasileiro de Futebol entre seleções das unidades federadas, caso o governo territorial construísse um estádio. O espaço da Praça capitão Assis Vasconcelos (Veiga Cabral) não possuía área para acomodar o novo empreendimento. Aliás, o campo sequer possuía as medidas mínimas toleradas pela FIFA e CBD. No dia 15 de janeiro de 1950, o Estádio Territorial era inaugurado com o jogo Pará 1×0 Amapá. Desde este momento até julho de 1953 foi o Delegado da FDA junto a CBD, transferindo a função para Kepler Navegante Mota.
No Dia 7 de novembro de 1954, por iniciativa de Pauxy Nunes, contando com o apoio do governo e da CBD, aconteceu, em Macapá, um congresso das federações desportivas do Norte e Nordeste do Brasil.
Dirigiu o evento o senhor Rivadávia Correa Mayer, presidente da mentora mater nacional. Seu vice era Jean-Marie Goodefroide de Havelange. Idêntica promoção ocorreu em Salvador, nos dias 27 e 28 de 1957, de âmbito nacional.
O tenente José Alves Pessoa era o presidente da Federação de Desportos e o Prof. Mário Quirino exercia o cargo de presidente da Federação de Desportos Aquáticos. Pauxy Nunes se encontrava em Macapá, na condição de Secretário Geral (vice-governador) do Amapá e deu aos próceres mencionados todo o apoio necessário para que eles fossem a Bahia. Neste encontro foi lançada a candidatura de Havelange para a presidência da CBD. 
As ações de Pauxy Nunes visavam o esporte amador e foram sentidas nos Estados e Territórios Federais. Ainda nos dias atuais, na cidade de Icoaraci/Pará é realizado o Torneio Pauxy Nunes. Além do desporto, Pauxy tem o mérito de ter sido o primeiro governante a promover o asfaltamento de algumas ruas de Macapá, transferir o aeroporto para uma área mais distante do centro urbano e assistir melhor o interior.
(*) professor, radialista e historiador amapaense, atual Presidente da Academia Amapaense de Letras.
Artigo publicado originalmente, em 03/06/2017, no Jornal Diário do Amapá.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Memória do Futebol Amapaense: Ubaldo Manoel Mafra – Um Campeão Esquecido

Pego o gancho de um post do jornalista João Silva na rede social, para homenagear esse grande artilheiro do esporte amapaense, dos bons tempos do futebol arte em que os craques do Amapá, jogavam por amor à camisa.
Ubaldo Manoel Mafra, nasceu em Belém, filho de um paraense com uma maranhense. Foi levado para Macapá pelo farmacêutico e esportista Francisco Serrano em junho de 1948 para jogar no Amapá Clube. 
Jogou também no Macapá, Trem, Juventus, São José e Seleção Amapaense.
Funcionário público aposentado, pai de 18 filhos, 8 de um primeiro relacionamento, 8 com a patroa Raimunda Matos e 2 com uma namorada distante, diz ele com um riso no canto da boca.
Mafra, que jogou no Clube do Remo antes de ir pra Macapá, se tornou, na capital amapaense, brilhante goleador e campeão pelo Esporte Clube Macapá e Amapá Clube nos anos cinquenta e um pouco dos anos sessenta.
Fotos: Reproduções de arquivo
Alto, elegante, pernas arqueadas, era um atacante respeitado, lembra o radialista J.Ney que ia ao Glycério Marques só pra ver as arrancadas, os dribles e os gols do artilheiro!
Preso à uma cadeira de rodas em razão do diabetes, Mafra perdeu as duas pernas, mas está lúcido e animado para a festa dos 96 anos a serem comemorados, na quarta-feira, 16 de maio de 2018.
Ele continua residindo em Macapá, na subida da antiga Favela, na Presidente Vargas, 1200, entre Jovino Dinoá e Leopoldo Machado. Mora com a mulher, Raimunda Matos, a filha Ana e netos.
Saudoso das emoções que viveu no futebol - antigo servidor da Usina de Força e Luz - Mafra não esquece os melhores do seu tempo, e já vai citando...Sabá, Amujaci, Moringueira, Guilherme, Dezesseis, Wlademir, Perigoso, Rouxinho, Vadoca e Dedeco.
Mafra – um grande craque. Um campeão esquecido!
Texto do jornalista João Silva, adaptado para o blog Porta-Retrato, com a anuência do autor.
Fonte: Facebook

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Foto Memória de Macapá: Casal de Pioneiros: Profª Elza Cunha e Sr. Olivar Craveiro

A Foto Memória de hoje, compartilhada na rede social pela amiga Heliana Craveiro, nos revive a imagem desse simpático casal, que nos primeiros anos do Território do Amapá, foi vizinho de nossa família, em Macapá. No mesmo quarteirão em que moravam as famílias de Israel e profª Ernestina Sozinho; médico Antônio Tancredi e Delfina Correia; Farmaceutico Rubim Aronovith e Dona Odacy; Sr. Maia de Dona Davina; Dr. Geraldo Teles e Profª Eudoxia; Sr. Lourenço Monteiro Lopes e profª Predicanda Amorim Lopes; Sr. João Soares e Dona Sérvula Soares; Sr. Altevir Cavalcante e profª Acinê Garcia Lopes de Souza; Dr. Lauro Sodré Gomes e esposa; Sr. José Domingos dos Santos (Palito) e dona Guiomar; Sr. Waldomiro e Dona Boêmia Ribeiro; Sr. Agenor Melo e esposa; Prof. José Benevides e Dona Merian; Sr. José Maria Frota e Dora Zilda Almeida; Dr. Raphel de Moura Ribeiro e Dona Alda, Sr. Genésio Antônio de Castro e Dona Líbia Bessa de Castro e muitos outros.
Trata-se da professora Elza Cunha Craveiro e seu esposo Olivar Craveiro, funcionário público e desportista de Macapá.
Lembro como se fosse hoje dos filhos, Paulo Roberto, Heloísa Helena, Heliana e Regina Coeli, dos tios Carlos e Sebastião Cunha, que moravam ao lado de casa na Av. Presidente Vargas, nos bons tempos da nossa pacata Macapá, de gratas lembranças.
Nossa homenagem aos pioneiros!
Fonte: Facebook

sábado, 5 de maio de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Professoras Mineko Rayashida e Deusolina Salles Farias

O Amapá, tem registrado em sua história, a marcante atuação de mulheres que dignificam a profissão de professoras.
Com responsabilidade, denodo e compromisso com o bem comum, essas desbravadoras têm cumprido seu importante papel social na comunidade amapaense.
É o caso dessas duas representantes de uma classe que, nem sempre é valorizada e bem remunerada como deveria, para executar sua nobre missão de educar.
Nossa homenagem às professoras  Mineko Rayashida e Deusolina Salles Farias, clicadas por ocasião de uma cerimônia de formatura de professores do Instituto de Educação do Amapá – IETA, na época do ex-Território Federal.
O registro raro, foi extraído do acervo digital da família Farias, disponível no blog Deusolina Salles Farias.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Memória do ex-Território: Peça rara – Medalha da Criação do Território Federal do Amapá

Por ocasião da criação do Território Federal do Amapá, em setembro de 1943, o governador Janary Gentil Nunes mandou cunhar uma medalha para presentear ministros, parlamentares e outras autoridades em visita ao Amapá.
A medalha é em bronze, tem 75 mm de diâmetro e pesa 190 gramas.
Não se sabe quantas foram cunhadas.
Essa peça rara - que faz parte do acervo pessoal da família Walter do Carmo – foi fotografada e compartilhada com o blog Porta-Retrato pelo amigo Wank do Carmo, filho do saudoso empresário e colaborador do Memorial Amapá, a quem agradecemos pela deferência!
Fonte: Memorial Amapá

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Foto Memória de Macapá: Passagem do “Fogo Simbólico da Pátria”

A Foto Memória de hoje, vem do fundo do baú de lembranças da família Farias e revive um momento (1971/1972) da passagem do “Fogo Simbólico da Pátria” pela cidade de Macapá, em cerimônia realizada na (antiga) Praça Cívica, em frente ao Colégio Amapaense, que em 1977, foi transformada em Praça da Bandeira.
No centro da imagem, vemos a Profª Deusolina Salles Farias, tendo ao lado esquerdo dela o pioneiro Leonel Nascimento, que foi prefeito da cidade de Amapá. Os demais componentes não foram identificados. No alto da imagem, entre dois atletas, a pira com o "Fogo Simbólico da Pátria".
ORIGEM - O “Fogo Simbólico da Pátria” surgiu em 1937, como ideia de um grupo de patriotas, no Rio Grande do Sul, que procurava um símbolo que representasse o ardor cívico do povo brasileiro. A escolha recaiu sobre o FOGO, elemento cuja descoberta deu início a evolução do homem.
Levada a ideia à Liga da Defesa Nacional, foi acolhida com muito entusiasmo, sendo complementada com o acréscimo de que o Fogo Simbólico da Pátria deveria percorrer o território nacional, numa corrida de revezamento que iria ser denominada “Corrida do Simbólico da Pátria”.
Assim, em 1938, foi realizada uma pequena corrida, num trecho de 26 km, entre as cidades de Viamão e de Porto Alegre, que se constituiu na 1ª Corrida do “Fogo Simbólico da Pátria”. (Fonte: Blog regiscap1)

terça-feira, 1 de maio de 2018

Foto Memória de Macapá: Reunião de Pioneiros do Amapá

Esse registro fotográfico, sem data, foi compartilhado pelo amigo Abraham Zagury.
Contudo, nem ele nem o irmão Leão, souberam informar que encontro foi esse. O historiador Nilson Montoril também desconhecia o evento, apenas ajudando na identificação de alguns.
Pelas evidências, constatamos que a foto é anterior a janeiro de 1958, quando o piloto Hamilton Silva, faleceu no acidente aéreo na localidade de Macacoary/AP. Pauxy Nunes foi Secretário Geral do Dr. Amilcar Pereira.
Entretanto, não conseguimos identificar, com outras pessoas consultadas, qual o verdadeiro motivo desse encontro de pioneiros do ex-Território do Amapá.
A partir da esquerda estão sentados ao redor da mesa: Pauxy Gentil Nunes, Isaac Zagury, Profª Maria Lúcia Brasil, Aristeu Ramos e Profª Deusolina Sales Farias.
Em pé, na mesma ordem, atrás: Raimundinho Araújo, Piloto Hamilton Silva, Zequinha Picanço e Ari Coutinho, respectivamente.
O historiador Nilson Montoril informa que professora normalista Maria Lúcia Brasil, dirigiu o Grupo Escolar Barão do Rio Branco, por um bom tempo, mas deixou o Amapá, bem cedo.
Se alguém souber informar sobre esse evento, favor deixar registrado nos comentários.
( Última atualização às 23h )

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Memória do ex-Território: Peça rara – Medalha do 10º aniversário do Amapá

“Quando o Território Federal do Amapá completou dez anos de criação, em setembro de 1953, o governador Janary Gentil Nunes mandou cunhar esta medalha para presentear ministros, parlamentares e outras autoridades em visita ao Amapá.
A medalha é em bronze, tem 75 mm de diâmetro e pesa 190 gramas.
Não sei quantas foram cunhadas. Mas hoje é uma peça muito rara.”

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Time de futebol do Colégio Comercial do Amapá – CCA

Nossa Foto Memória de hoje, traz uma relíquia datada de 1960.
É uma lembrança do Baú do João Silva, que lhe foi repassada pelo amigo Bolero e compartilhada no Facebook.
No registro o time de futebol do Colégio Comercial do Amapá, antiga Escola Técnica de Comércio do Amapá posando antes de uma partida válida pelos Jogos Escolares de saudosas lembranças.
Aparecem na foto, da esquerda para a direita, em pé: Mucuim, Puruca, Geraldo, Bolero, Biricica, Magalhães, Zagalo e Savino;
Agachados, na mesma ordem: Arideu, Antoninho Amaral, Reginaldo Salazar, Percival e Américo.
Fotografia tirada na Praça da Matriz, em Macapá.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Foto Memória do Comércio Amapaense: Farmácia Droga Norte

A Droga Norte, foi uma das primeiras farmácias da capital amapaense.
Seu proprietário Marlindo Martins Serrano, que chegou em Macapá em meados dos anos 1960, era um dos filhos do farmacêutico Francisco Serrano, dono da farmácia do mesmo nome, situada na descida da Rua Cândido Mendes, no centro comercial da cidade.
A Droga Norte ocupava uma das lojas situadas no entorno do Mercado Central, inauguradas pela Prefeitura Municipal de Macapá, em 1965, na época em que o prefeito do município era o Coronel Renêe de Azevedo Limmounchi, nomeado pelo Governador do então Território Federal do Amapá.
Marlindo dispensava a todos que o procuravam uma atenção especial, com uma palavra, um sorriso, e um excelente atendimento, além de seu inconfundível carisma.
Ele passou para o plano espiritual em 2010, mas seu legado de amor à profissão e à família, ficarão para sempre.
Fonte consultada: Comércio do Amapá – A História / FECOMÉRCIO-AP - 2018

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: A Pioneira Marlene Santos Leite

Nossa Foto Memória de hoje - compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras – nos deu inspiração para que fizéssemos uma justa homenagem a uma pioneira do Magistério Amapaense.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Tão logo recebemos a foto, enviada por ele, foi fácil reconhecer, num primeiro momento, que o rosto daquela professora que entregava o Certificado a ele, nos era familiar.
Imediatamente, procuramos uma pista para identificar aquela pessoa, cuja imagem estava bem nítida em nossa lembrança. Com a resposta dele foi desvendado o mistério e assim pudemos chegar à nossa ilustre homenageada. 
Trata-se da Professora Marlene Santos Leite, nada mais nada menos, que uma das filhas do saudoso Mestre Oscar Santos. Isso mesmo!
Daí para a frente, foi fácil. Com ajuda da amiga Lúcia Uchôa, neta de Mestre Oscar, juntamos as peças e montamos o quebra-cabeças.
Acompanhe, agora, a história de nossa Pioneira.
A paraense Marlene Santos Leite, nascida em 18 de maio de 1938, é a caçula dos 5 filhos do casal Oscar e Júlia Guedes dos Santos.
Marlene foi com seus pais para o Amapá e lá estudou no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco”, onde também lecionou, do primeiro ao quinto ano. Antes disso trabalhou nas Escolas Paroquiais São José e São Benedito. 
Formou-se professora pela Escola Normal de Macapá, paraninfada por seu pai Mestre Oscar Santos. 
Fez o Curso de Habilitação pela CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário), para poder lecionar no ginásio. Se especializou em Matemática e foi professora, por vários anos, no Ginásio de Macapá.
Uma prova, é o registro histórico acima, em que a Professora Marlene entrega o Certificado ao aluno Heraldo Amoras, por ele ter concluído o Curso no Ginásio de Macapá (GM), em 1966.
Entre outras atividades que desempenhou, professora Marlene lecionou Educação para o Lar na Escola Estadual José de Anchieta; lecionou no MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), por dois anos, no Grupo Escolar Pará, depois passou a trabalhar como secretária nas Escolas Princesa Izabel, Perpétuo Socorro, José de Alencar e Cândido Portinari, até se aposentar. Foi Diretora substituta durante as férias das titulares nas Escolas Perpétuo Socorro e José de Alencar.
Nossa homenageada aprendeu a tocar acordeom com seu pai, mas não seguiu o caminho da música. Preferiu o magistério.
Professora Marlene, viveu os últimos anos de sua vida morando com o marido no distrito de Curiaú, município de Macapá.
Seu esposo é oriundo da comunidade. Não tiveram filhos naturais, apenas um casal de adotivos.
Ela faleceu em fevereiro de 2019.

sábado, 21 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Família Amoras na Fazendinha

Nossa Foto Memória de hoje, vem do arquivo particular da Família Amoras, com registro de alguns membros da família na praia de Fazendinha/AP, no verão de 1969.
A partir da esquerda: Edielson Bandeira, Haroldo Amoras(camisa preta), Marcos Farias e Heraldo Amoras.
Sentados: Halda Amoras, Haidêe Amoras, Heloísa Amoras Távora e Herivaldo Amoras.
O pai, Marcos Amoras e o filho Herivaldo, já estão no plano espiritual.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Memória da Cidade: Biblioteca Pública de Macapá completa 73 anos de existência

Texto: Paulo Tarso Barros
Uma das instituições educacionais e culturais mais tradicionais do Amapá completa 73 anos de existência. Afinal, são mais de sete décadas de funcionamento contínuo. Nela já atuaram, como gestores, nomes importantes da educação e da cultura do nosso Estado (Lauro Chaves, Aracy de Mont’Alverne, Ângela Nunes, dentre outros), pessoas que deixaram sua marca e que hoje são relembradas pelo muito que contribuíram com várias gerações de alunos que passaram pela Biblioteca, seja fazendo pesquisa ou lendo obras literárias, biográficas, ensaios, manuseando jornais, revistas e outras publicações.
Fundada em 20 de abril de 1945, desde então a Biblioteca vem cumprindo seu papel como entidade que abriga um valioso acervo responsável pela formação educacional de milhares de pessoas e de suporte à pesquisa. Aberta das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, sempre recebeu os estudantes e a comunidade com muita atenção. Seus funcionários, a maioria oriundos da SEED, têm experiência e treinamento para orientar, apoiar e encaminhar todos os usuários aos locais mais adequados a cada tipo de pesquisa que se faz necessário, da mais simples à mais complexa.
Atualmente, em pleno século XXI, a Biblioteca está cada vez mais sintonizada com as demandas da modernidade, sendo um dos points mais frequentados por escolas, entidades culturais e educacionais, associações, Academia de Letras, professores em busca de mestrado e doutorado e alunos de todos os níveis que  encontram o espaço adequado para suprir as suas necessidades num mundo em que o conhecimento e a pesquisa ocupam cada vez mais um lugar relevante.
A Biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 60 mil itens, entre livros, CDs, DVDs, revistas, panfletos, jornais (inclusive os primeiros jornais que circularam no Amapá, desde 1895 – no caso o Pinsônia) e os seguintes espaços: 
Sala Amapaense (livros e documentos com assuntos e temáticas do Amapá e da Amazônia); 
Sala Afro-indígena; 
Sala do Ensino Médio e Superior (que serve também como local de estudos e pesquisas); 
Sala Circulante (com obras literárias nacionais e estrangeiras disponíveis para leitura e empréstimo domiciliar); Sala de Artes; 
Sala Infanto-juvenil (que conta com o Grupo de Contadores de Histórias)...
e duas Salas com Jornais e Periódicos (com destaque para a Sala de Obras Raras); 
uma Sala de Braille e a Reserva Técnica (onde os livros são recebidos e distribuídos às salas).
A Biblioteca Estadual Elcy Lacerda é um espaço aberto, dinâmico, efervescente, muito democrático e o mais representativo das ações educacionais e culturais do Amapá. Seu atual gerente é o professor e escritor José Queiroz Pastana, que pela segunda vez ocupa o cargo.
Texto: Paulo Tarso Barros, escritor, editor e professor, funcionário há 14 anos da Biblioteca).
Fotos: Arquivo de João Lázaro, Paulo Tarso Barros e fotografias da Biblioteca.
Publicado originalmente em: escritoresap.blogspot.com.br 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Foto Memória da Mineração Amapaense: O Pioneiro Cosme Jucá de Lima

Foto: Reprodução Tribuna Amapaense
A editoria do blog Porta-Retrato, vem agradecer a imprescindível colaboração do pioneiro Cosme Juca de Lima, que disponibilizou de seu arquivo pessoal, a coleção completa das Revistas “Icomi-Notícias” -    a primeira revista institucional a circular no Território Federal do Amapá - editada pelo Departamento de Relações Públicas da ICOMI, e distribuída gratuitamente aos funcionários da mineradora e para aqueles que gostavam de uma leitura diversificada.
As revistas - digitalizadas pelo pesquisador Rogério Castelo, editor do blog “Amapá, minha amada terra” – foram gentilmente cedidas a este editor, e assim enriquecem ainda mais o acervo de nosso blog.
Cosme Jucá de Lima, trabalhou na ICOMI, na mesma época em que também estive naquela empresa mineradora. Eu trabalhava na Secretaria da Gerência, em Santana e ele no controle de tráfego da Estrada de Ferro do Amapá – EFA. 
Na Rádio Difusora conheci o irmão gêmeo dele Damião Jucá de Lima, ex -cinegrafista e servidor aposentado da Tv. Amapá – Canal 6.
Conheça um pouco da história do amigo Cosme Jucá de Lima, extraída de uma reportagem publicada em 2013, no Jornal Tribuna Amapaense. Cosme, amapaense legítimo nascido em 1940, na localidade de Cassiporé, município de Oiapoque, filho de pais cearenses: Sr. Benedito Lima (carpinteiro) e Etelvina Jucá, (dona de casa). Com o falecimento de “seu” Benedito - e Cosme com cinco anos de idade - a família migrou para o município de Santarém (PA) onde residia uma tia materna. Lá permaneceram seis anos. Em 1950 retornaram para Macapá.
Cosme conta que o retorno não foi fácil para a família, que continuou tocando a vida na capital do então Território Federal do Amapá. Dona Etelvina mãe dele, viúva, era costureira e produzia mosquiteiros para vender no comércio local, principalmente para a Indústria e Comercio de Minérios S/A (ICOMI), que estava se estabelecendo em Santana.
Os filhos contribuíam para a renda da família. 
Além de estudar durante o dia, Cosme e seu irmão gêmeo, Damião, trabalhavam no horário noturno, carregando tijolos na antiga olaria territorial. Nessa época, tinham 12 anos de idade, isso até 1956, quando Cosme começou a trabalhar em uma loja de material esportivo, a “Casa Olímpia”.
Em 1957, com 17 anos, Cosme foi trabalhar na ICOMI, com a indicação de um amigo. Foi o funcionário de chapa nº 5139. 
Começou como oficie boy, depois telefonista, operador de rádio, controle de trem, até assumir a chefia de controle de tráfego da Estrada de Ferro do Amapá, administrada pela ICOMI.  
Durante o exercício das suas funções na mineradora, Cosme atuou na Serra do Navio, em Cupixi, Porto Platon, e por último voltou à sede da empresa, em Santana, onde se aposentou.
Um dos orgulhos de Cosme é a Estrada de Ferro do Amapá - a famosa EFA - que ele teve a honra de acompanhar e ajudar a administrar a sua construção, isso em 1957. Cosme conta que “em janeiro de 1958 a ICOMI fez o primeiro embarque de minério de manganês, no Porto Flutuante de Santana, construído com a mais avançada tecnologia da época, pois o porto acompanhava o aumento e a baixa da maré, sem causar problemas nos grandes navios que vinham receber os minérios".
A construção da Vila Amazonas e a de Serra do Navio, com a mais avançada arquitetura no meio da selva amazônica teve a ajuda de operários locais que revelaram extraordinária capacidade de adaptação ao novo trabalho e escalaram vários degraus acima e além dos níveis econômico e social em que viveram até então. Da noite para o dia, muitos que não tinham sequer remuneração regular, passaram a receber salários bem acima do salário mínimo regional. Cosme Jucá de Lima estava lá, para hoje contar a história.
 O atendimento social dado pela ICOMI era inseparável na Região Norte e Cosme relembra que o Hospital era de primeiro mundo e referência em todo o Brasil. "Os Hospitais de Santana e de Serra do Navio recebiam especialistas de todas as áreas médicas e de todas as nacionalidades. O sistema hoteleiro implantado competiu com os melhores do mundo, possuía da piscina à sauna, salão de jogos, tipo cassino".
Aos 34 anos Cosme Jucá de Lima se casou. A união durou 36 anos. Dela nasceram duas filhas, Danielli Quintas e Luana Quintas. Ao se aposentar, após 36 anos de serviço, Cosme retornou para Macapá e fixou residência na Avenida Mendonça Junior, e lá está há 25 anos. Cosme, hoje aos 78 anos de idade, já fez uma operação cardíaca e colocou uma ponte de safena e uma mamária, mas vive tranquilo em Macapá.
Texto adaptado de uma entrevista ao Jornal Tribuna Amapaense, publicada em 04/10/2013.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...