sexta-feira, 20 de abril de 2012

Rua Coronel Coriolano Jucá

(Reprodução de arquivo)
Foto da década de 60 nos mostra a Av. Coronel Coriolano Jucá esquina com a Rua General Rondon.
O Coronel Coriolano Jucá foi o primeiro Intendente (prefeito) de Macapá.
Ele iniciou a construção do prédio da Intendência (atual museu Histórico Joaquim Caetano da Silva) na Alameda Mário Cruz, inaugurado em 15 de novembro de 1895 .
Esta foto foi tirada de cima do Colégio Amapaense e mostra, em primeiro plano, o telhado de duas casas que se situavam bem ao lado do citado colégio.
A casa ao canto esquerdo da foto era da família Viana (onde hoje funciona um restaurante), a casa da esquina pertencia ao Sr. Otaciano Bento Pereira. (fundador do Jornal do Dia). Funcionou no local, primeiramente, o Bar e Mercearia Vitória. Depois que o Bar fechou funcionou, no mesmo espaço, um frigorífico em sociedade com o Sr. Álvaro Guimarães Vasques, proprietário do Armazem Macapá. Seu Otaciano residia com a família, no mesmo imóvel, pro lado da Av. Cariolado Jucá.
No mesmo lado da casa do seu Otaciano tinha um imóvel onde funcionou Banco da Borracha (hoje denominado Banco da Amazônia). 
Do lado oposto da Av. Coriolano Jucá no sentido da Rua Tiradentes (antiga José Serafim), vemos uma casa (de pátio pequeno) onde morava o Sr. Mundoca Bezerra; na casa à esquerda morava o Sr. Bena, seguida da Loja Maçônica "Duque de Caxias" (em frente morava o Sr. Nilton Cardoso); ao lado direito do prédio da Maçonaria morou o médico Diógenes Silva (onde hoje mora a Sra. Iracema); o prédio de altos é o Hotel Santo Antônio (de proriedade do Sr. Davi e sua filha Letícia (Josefina) em frente onde hoje é o Diário do Amapá e antes era a Garagem da Prefeitura de Macapá e mais tarde foi o Cine Orange); segue depois a casa do Sr. Ituassú Borges de Oliveira (funcionário da SATFA - Superintendencia de Abastecimento do Amapá - depois transformada em COAP(Comissão de Abastecimento e Preços)/COFAP(Comissão Federal de Abastecimento e Preços) e depois SUNAB (Superintendencia Nacional de Abastecimento) - foi um dos primeiros donos de vitaminosa (amassadeira de açaí) de Macapá - a família continua morando no mesmo local; depois segue o muro da quadra do Amapá Clube e posteriormente (fora da foto) ficava a casa do Sr. Aderbal Lacerda (irmão da saudosa professora Elcy Lacerda) e família, já na esquina da Tiradentes, onde hoje funciona o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
(Foto: Reprodução de arquivo)
Nesta segunda foto temos imagens do local, num ângulo um pouco mais para a direita. Vemos a casa do seu Mundoca Bezerra e na esquina, com General Rondon, moravam os irmãos Michel e Nelson Abrão com suas famílias. 
(Atualizado em 21/04/2012)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Do Fundo do Baú: O velho barração paroquial

Encontrei esta foto, raríssima,  em meio à inúmeras outras, que me foram doadas pela direção do Centro Educacional do Laguinho.
A imagem original estava inclinada (foto acima), e não havia sido identificada, anteriormente.
Entretanto, após acurada análise, nos permitiu identificar uma série de detalhes na imagem, que não nos deixam a menos dúvida do local. O mais próximo deles, é o telhado e a lateral direita do prédio da igreja Assembleia de Deus, que situava-se na confluência da Av. Presidente Vargas com a Rua Tiradentes (antiga José Serafim), no centro de Macapá.
Detalhe Histórico: Nesse barracão paroquial foram exibidos - nos anos 50 e boa parte dos 60 – renomados filmes e seriados que agitavam, entusiasticamente, a garotada que participava das atividades catequéticas da igreja de São José. Funcionava como um chamariz, um verdadeiro atrativo para meninos e meninas em idade de  receber uma formação e uma educação religiosa. Os garotos e garotas envolvidos nas atividades da igreja, recebiam uma espécie de premiação, após frequentarem as aulas de catecismo ministradas sob a orientação dos padres do PIME. Aos domingos, no local, eram exibidos filmes, seriados e/ou peças teatrais. Entre outras peças, destacamos "O Cordão da Baratinha", "Cordão do Papagaio" e o Boi "Pai da Malhada". O responsável pela operação do projetor de 16 milímetros, era um jovem rapaz de nome Estandico, ajudante dos padres. Ele fazia de tudo. Para desenvolver a função, recebeu um treinamento do Sr. João Freire - o mesmo que também operou as máquinas do Cine Territorial, Cine Macapá e Cine João XXIII - para trabalhar com a pequena máquina de projeção. Entre os filmes mais conhecidos destacamos: Arqueiro Verde, Batman e Robin, O Gordo e o Magro, Durango Kid, Roy Rogers, Tarzan, Jim das Selvas, Zorro, Robin Hood e os de desenhos animados como Mickey Mouse e Pato Donald. Todos sentavam em bancos corridos. A sessão sempre era interrompida na metade para a troca do rolo de filme, já que só havia uma máquina de projeção. Enquanto esperava a segunda parte a garotada produzia uma barulheira ensurdecedora. O historiador Nilson Montoril conta que as meninas ficavam em áreas separadas dos garotos. Elas eram organizadas pelas jovens da congregação Filhas de Maria sob o comando do Pe. Lino Simonelly e eles eram comandados pelo Pe. Vitório, auxiliado pelo Chefe Humberto Santos e pelo Expedido Cunha Ferro - o 91. As idades dos frequentadores iam desde dos 7 aos 18 anos, entre Lobinhos, Escoteiros, Pioneiros, atletas do Juventus Esporte Clube, e membros da Juventude Operária Católica - JOC, e mais as meninas das Cruzadas.
O barracão funcionou até o surgimento do Cine João XXIII, em 1965, e acabou sendo o embrião do referido Cinema.
Havia um barracão semelhante, menor, para as mesmas finalidades, na paróquia Nossa Senhora da Conceição, bairro do Trem. Algum tempo depois os filmes passaram a ser projetados no Cine Paroquial. Após o fechamento deste, funcionou no local o Cine Veneza.
Quem tiver mais informações sobre esta época, pode nos escrever por e-mail – jolasil@gmail.com -  que iremos complementando, gradativamente, o texto. Se preferir pode deixar comentários.
(Atualidado em 19 em maio de 2020)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Do Fundo do Baú

(Foto: Reprodução do Facebook)
Ano 1973 - Esta foto rara, nos foi enviada de Recife – via e-mail -  pelo empresário amapaense  Aluízio Teixeira, filho do saudoso empresário Leopoldo Teixeira – o inesquecível Teixeirinha.
Waldemar Marinho, amigo de infância de Aluizio e vizinho dos pais dele, quando a família morava na Leopoldo Machado, publicou no Facebook esta foto da turma dele no CCA, e que curtiram muito, revendo alguns pioneiros de Macapá que aparecem na foto,  entre eles o professor Alceu Paulo Ramos.
Há outros conhecidos que não conseguimos lembrar os nomes: Reconhecemos no degrau superior, o Bigú, (de cabelo Black Power) ; na segunda fila de cima, à direita, próximo ao corrimão, o saudoso Mozart Souza; no quarto degrau a partir da esquerda (de roupa escura) o saudoso Dr. Edson Corrêa e o terceiro é o Guilherme Jarbas Barbosa Santana, depois o profº Alceu, uma aluna e o Bira, da Sevel (de cabelos compridos, no círculo).
Aluizio obteve permissão de seu amigo e compartilha conosco esse registro histórico, a quem agradecemos, pela gentileza.
Quem conhecer os demais pode nos ajudar a identificar os outros integrantes da turma, através do nosso e-mail jolasil@gmail.com ou deixar registrado nos comentários, para completarmos a legenda.

Nota de Falecimento

Registramos com pesar  o falecimento, na manhã desta terça-feira,17, do empresário Ubiratan Souza, mais conhecido como o Bira, da Sevel, filho do pioneiro Francisco Severo de Souza (Seu Assis). A TV Amapá, em Macapá, informou que o conhecido empresário estava com problemas pulmonares.  Um dos comentários no tweeter confirmava que ele  estava internado havia mais de mês.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Elisio Araújo de Almeida: Um empresário de sucesso!

(Foto: Reprodução de livro)
Elísio Araújo de Oliveira nascido na cidade de Bragança, Estado do Pará, em 20 de setembro de 1919. Filho de Manoel Felício de Almeida e de dona Josefa Araújo de Almeida. Fez seus cursos primário e ginasial na Escola Municipal de Bragança. Desde muito jovem, aos 12 anos de idade, começou a trabalhar como balconista de mercearia para ajudar no sustento de sua família. Mais tarde, começou a dirigir automóveis e foi para Belém, onde tirou sua carteira de habilitação. Aí permaneceu trabalhando como motorista de ônibus, por três meses. Trabalhou como chofer de praça (taxista), durante muitos anos e também como caminhoneiro, no Sul do país. Ainda em Belém conheceu Dona Francina Gomes da Silva e após algum tempo casou-se com ela e tiveram três filhos: Terezinha, Elísio e Hélio Gomes Araújo de Almeida. No dia 13 de março de 1952 chegava a Macapá, Território Federal do Amapá, com a família e seu táxi, o primeiro o fazer a praça de Macapá; (na época Janary Nunes governava o Território e Heitor de Azevedo Picanço era o prefeito da capital amapaense). Elísio Araújo instalou-se no bairro do Trem e iniciou suas atividades no ramo comercial e industrial; com a venda do taxi, estabeleceu-se na cidade com a conhecida Casa Belém - de F. Gomes da Silva (armarinho em geral) e a fábrica de Guaraná Belém. Adquiriu do amigo Luiz Gonzaga de Souza, a representação exclusiva do gás butano no Território Federal, que tornou-se o primeiro depósito de gás de cozinha do Amapá; Elísio Araújo foi, também, o primeiro revendedor e fabricante de móveis e ingressou na indústria pecuária de bovino e bubalino na região do rio Araguari. Após dois anos da construção da Casa Belém, D. Francina faleceu, vítima de um acidente automobilístico em Belém-PA.
No ano de 1970 casou-se pela segunda vez com Dona Anair de Freitas T. de Souza, tendo dois filhos: Marcelo e Elísia. Após a partilha dos bens Elísio Araújo abriu uma nova firma com o nome de sua segunda esposa (Anair F. T. Souza), que, após a morte do marido, passou a administrar a Casa Marcelo, no mesmo local da antiga Casa Belém e que continua em atividade até a presente data (2012). Elísio Araújo sentia-se realizado. Recebeu vários Diplomas de Honra ao Mérito e outras honrarias, por ter contribuído para o desenvolvimento do Amapá. Elísio Araújo, era uma homem simples, tranquilo, um gentleman de tão educado e gentil: dava toda a atenção e seu tempo a um simples interlocutor”
Elísio Araújo de Almeida faleceu no dia 30 de junho de 1997, com a consciência do dever cumprido para com as pessoas a quem amou e foi amado.
Fontes: Livro “Personagens Ilustres do Amapá, Vol 1” –  de Coaracy Barbosa e Revista Perfil do Amapá - Ano 1998/2000 - Colibri Promoções e Publicidade. 
Com a contribuição do amigo jornalista Édi Prado (via e-mail).                                      

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Do Baú da Tica Lemos

(Foto: Reprodução do Facebook / acervo Tica Lemos)
(Foto reproduzida do Facebook da amiga Tica Lemos)
A amiga amapaense Tica Lemos (filha do saudoso pioneiro Altair Cavalcante de Lemos e da Dona Graça) publicou em seu Facebook, uma raridade fotográfica, (com data e local, desconhecidos) e ofereceu a mim - João Lázaro Silva - e ao amigo Evandro Luiz Souza  por aparecermos “bonitos na foto”, que além de uma relíquia histórica, nos trás boas lembranças de outro companheiro de profissão, já falecido, nosso inesquecível amigo e jornalista  Jorge Ernani, ao que ela chamou de: “mais uma empoeirada do meu maravilhoso arquivo...” (dela).

Obrigado Tica! É mais uma que vai para
o meu “baú de lembranças”.

domingo, 15 de abril de 2012

O aniversariante da Semana: Violinista Hernani Vitor Guedes.

(Foto: Reprodução / Facebook - acervo Hernani Guedes)
Hernani Vitor Guedes - Simpatia e sorriso aberto, aos 88 anos
(Foto: Reprodução, gentilmente cedida pelo Sr. Hernani Vitor Guedes)
Ernani Vitor Guedes – idealizador do grupo musical “Os Mocambos” completou 88 anos de vida, bem vividos! A maior parte deles, dedicados ao Amapá e às famílias humildes. O renomado músico, de muitos méritos, é natural de Cametá - Pará e farmacêutico de profissão.
(Foto: Reprodução, gentilmente cedida pelo Sr. Hernani Vitor Guedes)
Seu Hernani Vitor Guedes, e seu inseparável violino, em uma das primeiras apresentações do Conservatório Amapaense de Música em 1953, em Macapá, com o maestro Altino Pimenta, primeiro diretor do conservatório.
Hernani chegou ao Amapá em 1950, aos 26 anos, para trabalhar no Hospital Geral de Macapá, carrregando consigo seu inseparável violino. Antes disso, já tinha conhecido o marabaixo, em viagens que fizera ao então Território Federal do Amapá desde 1946. Nas horas de folga, ajudava seu pai - o farmaceutico Bruno - na Farmácia Macapá, localizada na rua São José, entre as avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá.
(Foto: Reprodução, gentilmente cedida pelo Sr. Hernani Vitor Guedes)
Em 1963, no Aero Clube em Macapá, tocando uma festa do Rotary. Hernani Vitor e Seu Conjunto primeira formação antes dos Mocambos. Da esquerda para direita: no contra baixo Adamor Oliveira, violão elétrico Francisco, na bateria Fernando Santarém, no saxfone Pinon, na percussão Enoque e ao violino Hernani Vitor Guedes.
Por volta de 1963, formou o grupo “Os Mocambos”. Em 1968 o grupo gravou um LP com 6 músicas autorais e 6 marabaixos. Após inúmeras negociações, deu-se então a gravação das 12 músicas, numa sala improvisada como estúdio, na residência do professor e fotógrafo Alberto de Andrade Uchôa, na Av. Pe. Julio Maria Lombaerd.
A prensagem do disco foi feita em Recife, pela gravadora Rozenblit. Saiba mais, aqui.
Hernani Vitor, foi integrante como primeiro violino da Orquestra Primavera e realizava apresentações em shows institucionais e particulares.
Seu Hernani mostrava em seus shows, talento e um estilo próprio e único desse artista erudito para tocar a música brasileiramente Amapaense.
Ernani Victor Guedes, faleceu em Belém PA, aos 98 anos, dia 31 de julho de 2022.
(Atualizado em 01/08/2022)

sábado, 14 de abril de 2012

Joaquim Caetano da Silva

Joaquim Caetano da Silva, professor, diplomata, publicista, nasceu em Jaguarão, RS, em 2 de setembro de 1810. Era filho de Antônio José da Silva e de Ana Maria Floresbina. Concluiu na França seus estudos de humanidades e graduou-se em Medicina, em 1837, pela Faculdade de Montpellier. Em 1838, de regresso ao Brasil, foi nomeado professor de Português, Retórica e Grego do Colégio Pedro II, do qual também foi reitor. Leu, em 1851, no Instituto Histórico, do qual era sócio, e em presença do Imperador, a sua "Memória sobre os limites do Brasil com a Guiana Francesa". Em 14 de novembro daquele ano foi nomeado encarregado de negócios do Brasil na Holanda e, em 1854, cônsul-geral no mesmo país. Em 53, conduziu em Haia as negociações para o ajuste de limites com a Colônia de Suriname, questão resolvida, muito mais tarde, pelo Tratado de Rio Branco e Palm, em 1906. Em 1861, publicou, em Paris, a excelente obra intitulada L'Oyapock et l'Amazone, na qual aprofundou as ideias exaradas nas Memórias de 1851, deixando definidos os direitos do Brasil ao território que lhe disputava a França e que se chamava o Contestado do Amapá, trabalho do qual muito se valeu o barão do Rio Branco para a vitória que obteve para o Brasil.  Foi ainda diretor do Arquivo Nacional e Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Joaquim Caetano da Silva faleceu em Niterói, RJ, em 28 de fevereiro de 1873.
Em sua homenagem, o governo do Amapá colocou o nome de Joaquim Caetano da Silva, no Museu Histórico da cidade, no centro da capital amapaense.
Fontes: Academia Brasileira de Letras e Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa.
Resumo Histórico – “O Museu Histórico do Amapá Joaquim Caetano da Silva foi criado pelo decreto nº 112 de 16 de novembro de 1990, pelo governador Gilton Pinto Garcia, sendo determinado como sua sede, o prédio secular da antiga Intendência de Macapá, na época, em processo de restauração.
O nome do Museu é uma homenagem ao médico e diplomata gaúcho Joaquim Caetano da Silva, autor da obra L’Oyapoc et L’Amazone, de fundamental importância na elaboração da defesa efetuada por José da Silva Paranhos Júnior – Barão do Rio Branco – que definiu a favor do Brasil as terras do contestado franco-brasileiro.
Com parte do acervo do extinto Museu Histórico e Científico Joaquim Caetano da Silva, passou a funcionar em uma das dependências do Teatro das Bacabeiras até o dia 21 de maio de 1993, quando efetivamente foi instalado em sua sede.”(
Fonte: link)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Barão do Rio Branco

José Maria da Silva Paranhos Júnior, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de abril de 1845, foi um diplomata, geográfo e historiador brasileiro, formado pela Faculdade de Direito do Recife. Filho de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, o notável estadista José Maria da Silva Paranhos Junior  – o Barão do Rio Branco -, um dos expoentes máximos da diplomacia brasileira, cujo nome se projetou além das nossas fronteiras, pelo brilho lapidar de suas palavras e a consciência exuberante de seus argumentos. Em 1898 foi nomeado Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário, em Missão Especial na Suíça, para tratar da defesa dos interesses do Brasil no litígio com a França. Em 1899 apresentou ao árbitro da questão - o Conselho Federal Suíço - "A Primeira Memória do Brasil", juntando-lhe quatro volumes justificativos e, ainda, a memorável obra de Joaquim Caetano da Silva "L'Oyapock ET L'Amazone". No dia 1º de dezembro de 1900, o Presidente Walter Hauser, da Confederação Helvética, sancionou o ato arbitral que deu ganho de causa ao nosso país, que apresentou o rio Oiapoque como limite natural com a Guiana Francesa.
Fontes: Livro "Personagens Ilustres do Amapá", Vol. 1 de Coaracy Barbosa e Wikipédia.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Pioneiro Júlio Batista de Araújo: o Mestre Júlio

Nascido no Rio de Janeiro, no dia 4 de julho de 1909, e tinha apenas 19 anos de idade quando foi trabalhar de ajudante de pedreiro numa firma encarregada da construção de pontes de concreto armado na rodovia Rio/Petrópolis; de1923 a 1927 exerceu a função de ajudante de carpinteiro; em 1928 foi contratado pela Prefeitura Municipal de Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, para a construção de pequenas usinas elétricas acionadas com sistema de "Rodas Peltou", em águas represadas ou açudes; de 1930 a 1935 trabalhou como encarregado das obras civis da Usina Hidroelétrica da Vila dos Pombos - RJ, Usina Hidroelétrica da Fonte; de 1935 a 1938 trabalhou para a Prefeitura de Sapucaí - RJ. No ano de 1938, indicado por empreiteiros de obras, ingressou na Panair do Brasil, Empresa de Transportes Aéreos, na construção do aeroporto Santos Dumont, sendo em seguida convidado para supervisionar as obras da Base Aérea de Val-de-Cans, administrada pelo Quartel-General do Exército americano, no período de 1941 a 1944. Júlio Batista de Araújo, com 35 anos de idade, passou a ser chamado de "Mestre Júlio", pela competência que demonstrava na direçào de mais de 600 homens e pelo trabalho profissional que exerceu em Val-de-Cans e na Base Aérea do Amapá. Estava na Base Aérea do Amapá, quando recebeu o convite do Capitão Janary Nunes, recém-nomeado Governador do Território, para assumir a funçào de mestre de obras na Divisão de Obras. Chegou a Macapá no mês de setembro de 1945, e em 2 de outubro do mesmo ano iniciou a construção de dez casas para Diretores das Divisões, a Praça Barão do Rio Branco e a residência governamental. Criou as equipes volantes compostas de 1 mestre de obras, 3 carpinteiros, 3 pedreiros, 2 pintores, 1 encanador, 1 eletricista e 10 ajudantes sob o comando e administraçâo de Mestre Júlio. Construíram o prédio da Rádio Difusora de Macapá, Hospital Geral, Presídio São Pedro no Beirol, Maternidade de Macapá, Escola Industrial, Mercado Central, Caixa D'água do Poço do Mato, Hotel Macapá, Colégio Amapaense, Piscina do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, grupo de casas e residências da Av. Iracema Carvão Nunes e Escola Doméstica de Macapá. Mestre Julio fundou, com um grupo de operários, a Sociedade Beneficente dos Operários do Amapá em 27 de agosto de 1951. Participou ainda da construção da Igreja Nossa Senhora da Conceição, das sedes do Trem Desportivo Clube, do Esporte Clube Macapá e do Amapá Clube, do Estádio Glycério Marques e, finalmente, do conjunto residencial chamado de Vila Cuba, nas quadras existentes entre as Av. Procópio Rola e Raimundo Alvares da Costa e as ruas Jovino Dinoá e Leopoldo Machado. Recebeu o título de Honra ao Mérito, oferecido pelo Governador Jorge Nova da Costa.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Memória do Comércio: Casa das Cordas

(Reprodução Jornal Amapá)
Foto extraída do Jornal Amapá nos mostra uma das casas mais sortidas do comércio de materiais de construção em Macapá, nas décadas de 50 e 60 - a Casa das Cordas - de Luis Pires da Costa & Cia. Ltda.
A Casa das Cordas - um dos estabelecimentos comerciais mais antigos da Macapá de outrora - segundo registro do João Silva “vendia material de construção (prego, tinta, azulejo, fio elétrico, pia, lâmpada, vaso sanitário), além de utensílios domésticos em geral, tal como urinol, ferro de engomar, enceradeira, espanador, garrafa térmica e, corda, claro, muito procurada por donos dos barcos que atracavam na Doca da Fortaleza.”
“Com a morte do proprietário, o comerciante Luis Pires da Costa, assume os negócios da família, (...), um dos seus filhos, José de Matos Costa, o Zelito, misto de administrador e empresário. O registro deve ser do meado da década de sessenta nas instalações da Casa das Cordas. O comércio do senhor Luis Pires da Costa ficava na esquina da Avenida General Gurjão com a Rua Cândido Mendes, onde foi construído prédio da família," em frente a Farmácia e Drogaria Serrano e ao lado da Casa Fé em Deus - de Isaac Menaen Alcolumbre. 
(Foto reproduzida do blog do João Silva)
“No flagrante de mais de 40 anos aparecem José de Matos Costa, o Zelito (de óculos escuro), proprietário da Rádio e TV Marco Zero, por trás do balcão, bem na frente de duas “coisas” que sempre valorizou muito: o cofre e a registradora; do lado de fora do balcão, sentado, o inspetor Gerônimo (pai do médico Gilson Rocha), que atuou por muitos anos na polícia civil do Território do Amapá; o jovem de óculos escuros, ao lado, é o Jota Ney, que ainda não era radialista, no goso dos seus 22 anos de idade, segundo ele. Acho que os três estavam acertando um esquema para o final de semana na sede do Trem…”

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Do Fundo do Baú: Terezinha aos 15 anos

(Foto Reprodução de arquivo)
Esta foto rara, de 1964, foi reproduzida de um Cartão de Lembrança dos 15 anos da simpática Terezinha Gomes Araújo de Almeira, filha do casal Elízio Araújo de Almeida e Dona Francina Gomes da Silva, que foram proprietários, em Macapá, da conhecidíssima Casa Belém, de F. Gomes da Silva, que funcionou por muitos anos, na esquina da Rua Cândido Mendes com a Av. Coaracy Nunes, em frente ao antigo Frigorífico.
(Quem tiver informações sobre a Terezinha, nos informe pelo e-mail jolasil@gmail.com, ou registre nos comentários - grato - O Editor)

sábado, 7 de abril de 2012

Do Baú do Aloisio Cantuária

Encontrei esta foto - postada pelo amigo Aloisio Cantuária - no Facebook.
(Foto reproduzida do  álbum de Aloisio Cantuária, no Facebook)
A foto de Luiz Bezerra, mostra alunos do Colégio Amapaense, em frente ao estabelecimento,  na Praça da Bandeira, no dia 13 de setembro de 1970, após o desfile escolar. (saiba mais)
Agachados, da esquerda para a direita: Orivaldo Azevedo (irmão do professor Maneca, hoje, professor e membro do Grupo Pilão), Josué Monteiro (hoje no Banco do Brasil, em Belém), Vera (baliza, hoje em Fortaleza), Zé Maria e Aloisio Cantuária (economista, aposentado, hoje em Belém).
Em pé, atrás, identifiquei Laércio, irmão do Zé Maria e Mário Bandeira, de perfil, (entre Orivaldo e Josué). (Aloisio Cantuária)
Fonte: Facebook

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Do Baú do Édi Prado

O amigo jornalista Édi Prado, compartilha com os leitores do Porta-Retrato,  uma foto rara de quando ele jogava futebol.
O registro raro “é uma prova de que fui atleta.”
Ele conta que “a  foto é da final do campeonato juvenil de 1972. Local Estádio Glycério Marques. Perdemos de 1 X 0 para o São José. A dupla  de técnicos era Sacaca e Marituba e ainda tinha o Maurício, o qual não consigo relembrar dele. O Tota que conseguiu esta foto.”
Em  pé da esquerda pra direita: Zé Luiz, Lia (Édi Prado), Maranhão, Elson, Pratinha ou Pacu e Leônidas.
Agachados na mesma ordem: Quida, Camorim, Bena, Tota e João de Deus.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Do Baú do João Silva

Por João Silva (*)
(Foto reproduzida do blog do amigo João Silva)
O registro foi feito pelo repórter fotográfico Horácio Marinho, da revista Placar, na década de setenta, e foi publicado na revista logo após a conquista do Copão da Amazônia, antes que Bira e Aldo trocassem o futebol amapaense pelo futebol paraense, onde brilharam intensamente no Remo e Paysandu, eles que mais adiante se transferiram para o Internacional de Porto Alegre e Fluminense, do Rio de Janeiro, onde também brilharam intensamente, sendo que Aldo por causa de uma contusão não foi convocado para a seleção brasileira de 82. Os troféus que aparecem diante dos filhos do mestre Erundino, de saudosa memória, foram conquistados em Porto Velho, e um deles, o maior, é o de campeão do Copão. Como pode ser ver facilmente a foto foi tirada no Estádio Glycério Marques vazio, numa segunda-feira, se não me falha a memória. A foto foi publicada no livro “Bola de Seringa”, do médico e jornalista Leonai Garcia que faleceu no final do ano passado em Belém do Pará. É pra matar a saudade da torcida azulina que viveu muitas glórias na fase áurea do futebol amapaense; da esquerda para a direita: Aldo, Assis, Bira, Marco Antônio, Haroldo Santos.
(*) Jornalista amapaense, comentarista esportivo e blogueiro

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Do Baú do João Silva: Pedestrianismo levado a sério

O pedestrianismo no Amapá, já teve seus dias de glória.
O jornalista João Silva, comenta o assunto:  
"Na época da FAD, o pedestrianismo era levado a sério e levava muita gente para os locais das competições, ao longo dos percursos a serem cumpridos pelos corredores. Os atletas participavam das preliminares para a São Silvestre e Archer Pinto, disputadas em São Paulo e Manaus, respectivamente. O Amapá produziu grandes corredores e se dava ao luxo de ter rivalidade como a que existiu entre Ernesto Dias Neto e Aécio Flávio de Oliveira Mota."
 "Na foto, vê-se, da esquerda para a direita: Pedro Assis de Azevedo, vice-presidente da Federação Amapaense de Desportos, Dorival Amorim, secretário da FAD, Benedito Marinho e Mata (por trás dos dois, Estácio Vidal Picanço), Otaciano Nogueira, o fundista Ernesto Dias Neto, do São José (segurando troféu e medalhas), que acabara de ganhar em uma prova, cumprimentando Bill, do Ipiranga, (...) que foi centroavante dos melhores que eu vi jogar, segundo colocado. O registro foi feito na Praça Barão do Rio Branco, na década de setenta."
Nota do Editor: Nosso amigo e confrade Paulo Silva (Paulão) presta sua contribuição ao blog retificando - via e-mail - a informação anterior. E peço licença ao amigo João Silva - que redigiu o texto -  e registro a observação de Paulão: Segundo ele: "quem está recebendo troféu do Ernesto Dias Neto é o Bill (Roberval Melo – irmão do saudoso Osmar Melo), e não o Bill que foi jogador de futebol. O Bill Melo chegou a rivalizar com o Ernesto e com o Aécio Flávio (já falecido) no pedestrianismo, mas são figuras diferentes. (...) Ao lado do Bill, aparecendo parte do óculos, está o saudoso Otaciano Barros Nogueira, que foi presidente do Santos Futebol Clube. O Santos este ano será o representante do futebol do Amapá no Campeonato Brasileiro da Série D."
Obrigado Paulão! Está feito o reparo.
Fonte: Texto e foto reproduzidos do blog do João Silva
(Atualizado dia 6 de abril de 2012)

sábado, 31 de março de 2012

Oito dias sem Buiú

Morreu em Macapá, dia 23 de março de 2012, aos 76 anos de idade, o empresário pioneiro José Buiú da Silva.
Buiú nasceu na cidade de Caruaru, em Pernambuco, no dia 25 de novembro de 1935, filho de Manoel Francisco da Silva e D. Quitéria Leopoldina dos Santos, fazendeiros de porte médio. Estudou o 1º e o 2º graus nas escolas Vicente Monteiro e Sete de Setembro. Começou a trabalhar com seus pais, dedicando-se ao comércio. Com 18 anos de idade se transferiu para Recife, para servir ao Exército e, após sua dispensa, retornou a Caruaru, abrindo uma pequena fábrica de café que não deu lucro; trabalhou como palhaço, mas não deu certo. Foi novamente para Recife, tornando-se camelô. Essa atividade deu certo.Ganhando dinheiro, viajou para São Paulo, onde comprou um caminhão e saiu vendendo utensílios de alumínio, rede, etc. Percorreu alguns países que fazem fronteira com o Brasil. Após 12 anos morando em São Paulo, decidiu ir para o Amapá, em 24 de dezembro de 1969, com um resto de mercadoria, atuando como camelô. Comprou um prédio antigo na Rua São José, perto do Mercado Central e montou ...
a antiga Feira do Alumínio - na Rua São José -  que mais tarde se transformou...
(Foto: Reprodução / Paulo Tarso Barros)
na atual, Casa Aliança. Em 1991, a primeira loja pegou fogo, perdendo toda a mercadoria. A partir desse momento recomeçou a luta e venceu.
Assumiu a Vice-Presidência do Clube dos Diretores Lojistas; recebeu o Diploma de Honra ao Mérito outorgado pela Câmara de Vereadores de Macapá; era sócio remido do Trem Desportivo Clube; entrou para a Maçonaria em 14 de julho
De 1973, na Loja Acácia do Norte, na qual foi mestre de cerimônia; hospitaleiro, segundo Diácono e guarda externo. Foi fundador da Loja Cavaleiros do Setentrião onde assumiu os seguintes cargos: Venerável Mestre, Venerável Interino, Primeiro Vigilante, Diácono Adjunto, Segundo Adjunto e Segundo Vigilante. Fundou a Loja Renascença e assumiu o cargo da Guarda Externa.
O conhecido empresário, faleceu na sexta-feira, 23 de março de 2012, na UTI do Pronto Socorro de Macapá, com insuficiência renal em consequência de diabetes, aos 76 anos.
Buiú, era divorciado, e pai dos seguintes filhos: Sandro José, José Simon, Sandrinéia e Sandrineide de Souza da Silva.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá - Vol. II de Coaracy Sobreira Barbosa, com informações atualizadas do escritor e poeta Paulo Tarso Barros - via e-mail.

Do fundo do Baú do Sapiranga: O Clássico: Caçulinha X Pioneira

No final dos anos 60, existia em Macapá apenas uma estação de rádio. Era a Rádio Difusora de Macapá – emissora oficial de amplitude modulada (AM), criada pelo Governo do ex-Território Federal do Amapá, em funcionamento desde 13 de setembro de 1943 e que continua no ar até hoje (2012)
Em 4 de agosto de 1968, entrou no ar outra estação AM, a Rádio Educadora São José de Macapá,  emissora católica de linha societária independente, sob o controle da Prelazia de Macapá. Da RE - que permaneceu no ar até 20 de abril de 1978 - não resta nem o prédio(2012).
Apesar da disputa pela audiência, nos bastidores, as equipes de radialistas se relacionavam de forma tranquila e cortez. Para consolidar essa cordialidade e esse entrosamento, ambas, disputavam acirradas partidas de futebol, de forma amistosa e disciplinada.
E essas partidas tornaram-se verdadeiros clássicos que deixaram boas lembranças, dos bons tempos.
Com a palavra o  amigo Sapiranga  para nos falar sobre o clássico:  Caçulinha x Pioneira:
“Bom mesmo era no tempo que se enfrentavam os times da Rádio Educadora São José e Rádio Difusora de Macapá. Aquilo sim era jogão de bola. Onde quer que fosse, praça da Conceição, Campinho do Colégio Diocesano, Campo da Estação ou do Independente, em Santana, centenas e centenas de fãs das duas emissoras, compareciam para torcer e aplaudir seus ídolos da emissora do coração.”
Anos 70 - Da esquerda para direita: ?; José Maria Coelho; Edir Peres, Anacleto Ramos; Claudionor Góes (Nozo); Moisés Tavares; Zuzú; Luiz Melo; Vicente Rocha e ?.
Agachados: Humberto Moreira; Luiz Roberto Borges; Milton Correa Filho; J. Ney; ? ; João Silva (Balalão); Jamil Valente; Milton Barbosa, Almir Menezes e Nilson Montoril.
“O clássico RE x RDM, era uma acontecimento imperdível e mexia com a cidade de Macapá de norte a sul, de leste a oeste. Era tão importante que o empresariado local não se furtava em doar prêmios e mais prêmios. Tinha prêmio para o goleiro mais vazado, para o menos vazado, pro artilheiro, pra quem chutasse a primeira bola no travessão, craque do jogo, quem fizesse gol contra e até para a torcida mais animada tinha premiação.”
“Para minha felicidade tive o prazer de jogar pelas duas equipes. Primeiro pela Rádio Educadora e depois pela Difusora. Sem falsa modéstia, quando defendia a Caçulinha obtive mais vitórias. Depois que passei a defender a velha boa as coisas se inverteram, a RDM ganhou mais vezes.
Se eu jogava bem? Quem viu dizia que sim. Não posso deixar de afirmar que joguei com bons boleiros nas duas emissoras: Luiz Melo, Joaquim Neto, Luiz Roberto, J. Ney na RE, Humberto Moreira, Mário Miranda, Almir Menezes, Sérgio Menezes, João Silva, Jamil Valente, Nozo, Zuzú, Edir Perez, Vicente Rocha, na RDM, só para citar alguns que tratavam bem a maricota.”
Time da RE, da esquerda pra direita em pé: ?; José Maria Coelho; Irandir; ?; Moisés Tavares; Paulão e Milton Barbosa.
Agachados: João Silva (Balalão); Sérgio Menezes, Raimundo Brabo Alves; J. Ney; Vicente Rocha e Alcione Cavalcante.
“Foram jogos memoráveis, de muita rivalidade mas sem violência dentro e fora do campo. Tinha também o lado engraçado, como ver o Joaquim Ramos, de saudosa memória, correr mostrando por baixo do calção uma cueca samba-canção branquinha, branquinha; ver o Sebastião Oliveira chutando capim no lado do campo e quando o Humberto reclamava de sua passividade dizia “a bola não vem pra cá”. O time da RDM, pela fama adquirida, passou a ser requisitado para jogar em diversas localidades do interland amapaense. Era mais quem queria vencer nosso time, mas era difícil, mesmo com os juízes, as vezes querendo ajudar o time local. E não foram poucas as vezes que fomos prejudicados pela arbitragem. Fizemos exibições convincentes e aplaudidíssimas no Maruanum, Macacoary, Serra do Navio, Igarapé do Lago, Ipanema e Santana.”
Ano 1972 -Radialistas da equipe da Rádio Educadora de Macapá, posam no campinho de casados e solteiros na Praça Nossa Senhora da Conceição, Bairro do Trem em Macapá, por ocasião de um dos clássicos do futebol, entre radialistas, num dos jogos entre RÁDIO EDUCADORA S. JOSÉ X RÁDIO DIFUSORA DE MACAPÁ.
Da esq. p/direita em pé: Joaquim Neto, Sebastião Balieiro, José Maria Coelho, Mário Miranda, Milton Sapiranga Barbosa, Anacleto Ramos e José Maria Trindade (Zeca Diabo).
Agachados da esq. p/dir: Luiz Roberto Borges (Luca Borges - Maritubinha), Luiz Melo (Luca Melo), Jota Ney, Nilson Montoril de Araújo e João Silva (Balalão).

"Hoje quando vejo uma partida de futebol entre o pessoal da imprensa, me bate uma imensa saudade dos bons tempos do clássico RE x RDM, em especial dos amigos que já foram para outro plano (Joaquim Neto, Edir Perez, Diquinho, Bonifácio Alves, Chiquinho, Paulão do Atabaque, Nardim Quaresma, aos quais aqui presto minha homenagem). Sinto saudade dos craques, do público e da festa das torcidas." (Milton Barbosa)

Fonte: Fotos e trechos reproduzidos do texto - Saudade do clássico RE x RDM escrito por Milton Sapiranga Barbosa, e divulgado em 10/10/2010 no blog da jornalista Alcinéa Cavalcante sob o título Lembranças do Sapiranga.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Do Fundo do Baú

Esta raridade fotográfica é do Baú do Aluisio Cantuária.
(Foto reproduzida do Facebook do Aloisio Cantuária)
Segundo a descrição do próprio Aloisio, da esquerda para a direita: Waldir Lira (diretor), Duarte (Geografia), Geovana (Ciências), Nelcy (Educação Física), Maria Simões (Matemática), Aloisio Cantuária (História), Graça Redig (Português) e João Bosco (Educação Física).

quinta-feira, 29 de março de 2012

Especial esportes: A Delegação Fluminense no Amapá

Por Emanoel Jordanio (*)

Em meados de 1959, a seleção oficial do Fluminense Futebol Clube, do Rio de Janeiro (RJ), recebeu um cordial convite da gerência da mineradora ICOMI para participar de algumas partidas amistosas com clubes residentes no então Território Federal do Amapá.
Sem colocar qualquer obstáculo, a diretoria do “Tricolor das Laranjeiras” desembarcou em Macapá com sua delegação na manhã do dia 12 de junho daquele ano, com intuito de participar de 03 certames futebolísticos com times locais: Amapá Clube, Trem Desportivo Clube e Santana Esporte Clube. O clube carioca permaneceria na cidade por 10 dias, tempo suficiente para realização dos jogos marcados.
O primeiro jogo ocorreu no dia 14 de junho, no Estádio Municipal de Macapá (atual Estádio Glicério Marques), onde o Fluminense pelejou com o Alvi-negro macapaense (Amapá Clube), saindo o time carioca como vencedor com o resultado final de 3 x 0.
A partida consecutiva aconteceu no dia 18 de junho contra o Trem Desportivo Clube, no mesmo estádio, porém, ocorrendo duas anormalidades em campo: a expulsão de um jogador meio-campo do time local e a anulação de um possível gol do jogador Maracá (Fluminense) que ficou inválido por ele estar em posição de impedimento, o que foi contrariado pelos dirigentes cariocas, mas acabou sendo nulo pelo juiz da partida, que era o desportista Wilson Sena. A partida encerrou com outra vitória para o Tricolor carioca em 2 x 0.
A partida final que encerraria a programação de excursão esportiva do time carioca pelo Amapá ocorreu no dia 21 de junho (numa quarta-feira), onde enfrentaria o “Canário Amapaense”. Esse jogo foi tão concorrido pelo público da época que a venda de ingressos foi liberada no mesmo dia que ocorreu o certame contra o time “Ferroviário” do Trem e esgotou sua venda de ingressos um dia antes do jogo final.
(Foto: Reprodução)

Na foto, time oficial do Fluminense (RJ) que esteve no Amapá em 1959.

Pelo time carioca jogavam: Castilho; Jair Marinho e Pinheiro; Edmilson, Clóvis e Altair; Marinho, Telê, Valdo, Jair Francisco e Romeu. Enquanto jogavam pela seleção santanense: Vasconcelos, Aristeu II e Varela; Joãozinho, Maranhão e Olivar; Lacerda, Wlademir, Toinho, Zeca Santos e Vavá (este substituído por Bandeira).
Sob a arbitragem do paraense Francisco Lima, o jogo iniciou com um gol formulado pelo jogador Vavá (Santana) em favor de seu time, mas a partir daí não tiveram outras chances mais fáceis durante a partida, deixando os convidados efetuarem 04 gols ainda no primeiro tempo do jogo. No placar final estaria o único tento para o “Canário” e quatro para o Fluminense.
Historicamente, esse jogo foi registrado com o maior público de arquibancada do estádio macapaense daquela década, onde acredita-se que mais de 3 mil pessoas tenham comparecido ao estádio macapaense naquele dia. E outro fato histórico que também marcaria essa ilustre visita da delegação carioca nas terras tucujus foi o fato de que o Santana Esporte Clube foi o único dos três times que jogaram com o Fluminense que ainda conseguiu um gol durante as partidas, algo que nem mesmo os maiores clubes do Norte Brasileiro conseguiram fazer quando o Tricolor excursionou os Estados nortistas naquele ano de 1959.
Fonte: Texto e foto reproduzidos na íntegra do blog Memorial Santanense

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...