quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Contagem regressiva para o lançamento de...

"Pétalas sobre Macapá"
2º livro de Amiraldo Bezerra.
( Foto: Reprodução do livro / cortesia do autor )
O poéta, contista e escritor Amiraldo Bezerra – autor de "A MARGEM ESQUERDA DO AMAZONAS-MACAPÁ" - já está com seu segundo livro, editado. Dessa feita são poemas com quase sua totalidade inspirados em Macapá e em pessoas conhecidas que se tornaram importantes na vida dele. O título "PÉTALAS SOBRE MACAPÁ". Saí primeiro em edição especial de 1000 exemplares homenageando a passagem dos 254 anos de fundação da cidade de Macapá que transcorrerá em 04 de fevereiro 2012. O lançamento, em Macapá, será dia 03.02.2012, na véspera do aniversário da cidade, no espaço cultural Raízes do Amapá (Ceará da Cuíca), muito conhecido por lá. Somente após esse evento é que serão iniciadas as vendas.

Grupo Pilão, 37 anos de música


Foto do Grupo Pilão se apresentando no II FUMAP – Festival Universitário de Música do Amapá, em 1980.
Desde 1975, quando surgiu no III Festival Amapaense da Canção – FAC, realizado no auditório da Rádio Difusora de Macapá, o Grupo Pilão iniciou um percurso de valorização e divulgação da música local que influenciou diretamente na criação da identidade musical do Estado.
Naquele dia 23 de setembro de 1975, o Grupo Pilão nascia envolvido em polêmica, se apresentando ao público amapaense usando um pilão como instrumento de percussão na música “Geofobia”, que foi a canção preferida do público, porém ela foi ignorada pelo júri do Festival e desqualificada gerando forte matéria jornalística sob o título “Festival terminou com vaias ao júri caduco e alienado” (Jornal do Povo, Ano I, nº 82, de 27.09.75).
( Foto: Reprodução do blog Canto da Amazônia" )
                         Bi Trindade, Fernando Canto, Orivaldo Azevedo, Marilene,
Azevedo, Juvenal Canto, Leonardo Trindade e Eduardo Canto
Após 37 anos o Grupo Pilão já realizou inúmeros shows, gravou três discos e divulgou a cultura amapaense no Brasil e no exterior. Hoje, poucos se lembram das músicas ganhadoras do histórico III FAC, no entanto “Geofobia”, que compõe o CD “Na Maré dos Tempos” de 1996, faz parte do imaginário musical amapaense.
( Foto: Reprodução do blog "Canto da Amazônia" )
Fundado por Fernando Canto, Bi Trindade e Juvenal Canto, atualmente o Grupo Pilão conta também com os músicos, Orivaldo Azevedo, Eduardo Canto e Leonardo Trindade. Com esta formação o grupo se mantém desde 1996.
A maioria das letras das músicas gravadas pelo Grupo Pilão é de autoria de Fernando Canto. Outros compositores como Bi Trindade, Eduardo Canto, Sílvio Leopoldo e Manoel Cordeiro têm músicas gravadas nos três CDs que compõem a discografia do Grupo.
É importante frisar a presença do maestro Manoel Cordeiro, responsável pelos arranjos superatuais e pela direção musical dos 3 CD’s que compõem a discografia do Pilão. Cordeiro, com sua vasta experiência em gravação de CD’s, deixa um legado instrumental empático que torna as músicas mais ricas.
A ideia do Grupo sempre foi a de valorização da cultura local e popular em todas as suas manifestações e algumas trazem um teor ideológico de natureza política que reflete a preocupação de seus componentes com os diversos momentos da ocupação amazônica e as transformações econômicas, ambientais e sociais que o Estado do Amapá enfrentou. Um exemplo disto são as canções “Pedra Negra” (Fernando Canto) sobre a exploração do manganês na Serra do Navio e Tumuc-Humac (Fernando Canto) sobre a preservação do meio ambiente.
Já a canção “Quando o Pau Quebrar” (Fernando Canto), participou em1974 do festival do SESC e TV Itacolomi em Belo Horizonte-MG e ficou em 2º lugar, simbolicamente é um desejo de luta contra a opressão que naquele momento histórico (1974) era representada pelo regime ditatorial dos militares. No contexto histórico estavam a Guerrilha do Araguaia e o episódio do “Engasga-Engasga” em Macapá, no qual ele foi envolvido e detido para interrogatório no quartel do Exército. A música também é uma expressão de raiva e esperança do compositor.
Todavia, a grande contribuição do Grupo Pilão para a música amapaense foi, certamente, a pesquisa de ritmos do folclore amazônico, como os do Marabaixo e do Batuque, de origem africana; do Coatá e das Folias ritualísticas que permitiu a realização do mapeamento musical do Estado do Amapá, bem como a difusão da cultura original de cada uma dessas manifestações.
( Foto: Reprodução do blog "Canto da Amazônia" )
Leonardo Trindade, Manoel Cordeiro, Bi Trindade, Fernando Canto, Juvenal Canto e Orivaldo Azevedo (sentado).
Tendo sobrevivido por mais de três décadas lutando bravamente em prol da música do Amapá, sua base de componentes continua a mesma juntamente com as ideias de valorização de nossas coisas, através da pesquisa e da preservação dos valores mais autênticos da cultura amapaense.
Adaptação do texto de André Mont'Alverne reproduzido do blog "Canto da Amazônia", de Fernando Canto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Do Fundo do Baú do Nilson Montoril

O historiador, professor, radialista e blogueiro Nilson Montoril, publicou em seu blog, matéria contando detalhes do  falecimento do Padre Júlio Maria Lombard, em 24 de dezembro de 1944. Entre as fotos que ilustram a matéria, encontramos esta relíquia de seu acervo histórico, que agora  compartilhamos com os leitores do Porta-Retrato:
(Foto extraída do blog "Nilson Montoril - Arambaé")
Trata-se de uma "cópia de foto tirada em 1916, que se encontra no livro "Padre Júlio, Sua Vida e Sua Missão". Mostra a casa que abrigou as freiras da Congregação das Filhas do Sagrado Coração Imaculado de Maria, em Macapá. A sede da congregação era o prédio na esquina da Rua São José com a atual Avenida Presidente Vargas. Depois que as freiras deixaram a cidade o imóvel abrigou a "Casa do Povo" de Manoel Eudóxio Pereira, o Pitaíca, o Escritório de Contabilidade de João Wilson Carvalho e parte da Divisão de Segurança e Guarda, na fase Território do Amapá. As duas mangueiras frondososa no primeiro plano foram retiradas em 1970, na gestão do Governador do Território do Amapá, Ivanhoé Gonçalves Martins." (Nilson Montoril)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Pioneiro Manoel Tavares Pinheiro

(Foto: Reprodução de livro)
Manoel Tavares Pinheiro, nasceu na vila de Jurupari, Município de Afuá, Pará, no dia 1º de junho de 1924. Seus pais, Celestino Pinheiro Filho e D. Maria Nunes Pinheiro, trouxeram-no para o Amapá, no ano de 1930, com 6 anos de idade. Estudou nas escolas primárias e muito cedo acompanhava seu pai, que praticava as atividades de "regatão", percorrendo todas as localidades das ilhas do Pará, arquipélogo do Bailique e rio Jary na sua embarcação repleta de gêneros alimentícios, querosene, pregos, material para caça e pesca, miudezas e dezenas de  produtos, vendendo ou trocando por castanhas oleagenosas, peles de animais, farinha ou peixe. No ano de 1935 Celestino resolve parar com essa atividade, estabelecendo-se em Macapá, oportunidade em que Manoel Pinheiro, com 11 anos, parou para estudar enquanto ajudava o pai no comércio estabelecido na antiga "Doca da Fortaleza" . Ao chegar aos vinte anos se apresentou para o serviço milirar e foi servir em Belém, mas logo foi destacado para o serviço de transporte de suprimentos para o Oiapoque na embarcação de Exército. Ao dar baixa, viajou para Soure, Município do Pará, onde residia a sua namorada Maria José de Paula, com quem se casou e fixou residência naquela localidade. Entretanto, foi chamado por seu pai e retornou a facapá, no ano de 1953, fixando residência numa área de terra do antigo "Bairro da Favela" e abriu uma casa de comércio denominada "Duas Estrelas", imitando o nome que seu pai dera ao seu comércio na Doca da Fortaleza: "Casa Estrela". Estava só no bairro que já começava a ficar populoso e Manoel Pinheiro comercializava gêneros, ferragens, miudezas e produtos farmacêuticos. Ganhou a simpatia dos amapaenses e dos demais comerciantes, destacando-se entre esses Moisés Zagury, Otaciano, Luiz Pires da Costa, Isaac Alcolumbre, Abrahão Peres, os Irmãos Stephan e Abdallah, Francisco Serrano, seu pai Celestino, que juntos fundaram a Associação Comercial do Amapá, Clube dos Diretores Lojistas, Serviço de Proteção ao Crédito, todos se revezando na presidência e vice dessas entidades. A fundação da Junta Comercial do Arnapá aconteceu pela insistência desses comerciantes junto aos governantes. A construção da casa "Duas Estrelas" lá no alto, separada da cidade pela enseada da baixa na Doca, teve no Manoel Pinheiro, sua esposa Maria José e nos filhos que foram nascendo, Fátima, Gil, Gilberto, Ana e Conceição, a chegada de vizinhos e crescimento do Bairro da Favela. De repente Manoel adoeceu e o levaram para o Rio de Janeiro em busca de tratamento especializado e foi lá que ele sentiu a nostalgia, a tristeza e a saudade da terra' e teve a certeza que amava o Amapá, a sua família, os seus vizinhos e os seus fregueses. o inicio de fevereiro viajou para Curitiba para uma intervenção cirúrgica, mas não suportou, vindo a falecer no dia 19 de fevereiro de 1997. Seu corpo foi transladado para Macapá, onde foi sepultado. Manoel Tavares Pinheiro foi um personagem ilustre do Amapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá", de Coaracy Barbosa - Vol. 1 - edição 1997

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Contagem Regressiva: Falta 1 dia, apenas

Há 46 anos: D. José Maritano era nomeado Bispo Prelado de Macapá

Em 30 de dezembro de 1965.
(Foto: Reprodução de arquivo)

Giuseppe Maritano, ou simplesmente José Maritano, foi o segundo bispo prelado de Macapá e o primeiro bispo diocesano. Nasceu em Piemonte, na Itália, em 18 de março de 1915. Foi ordenado padre em 1939. Em 30 de dezembro de 1965 foi nomeado bispo prelado de Macapá,...
(Foto: Reprodução de arquivo)
... tomando posse em 19 de março de 1966(foto). Governou a Prelazia de Macapá até 14 de novembro de 1980, quando a prelazia foi transformada em Diocese, tornando-se José o primeiro bispo diocesano, até 31 de agosto de 1983.
A Lancha Amapá, chega ao trapiche Eliezer Levy, levando a bordo Dom José Maritano, em 18 de março de 1966.
No dia seguinte, ele tomou posse como segundo Bispo Prelado de Macapá.
Presentes na Lancha: Sr. Marcos Farias dos Santos (pai do Heraldo Amoras e funcionário da SUSNAVA) de camisa branca, calça cinza e de bigode; a criança com touca preta na cabeça é Haidee Amoras (irmã de Heraldo); a adolescente com chapéu preto, na frente do barco é Halda Amoras (outra irmã do Heraldo); Ao centro, com batina escura Dom José Maritano; ao lado direito dele (de batina branca) está o Padre Ângelo Biraghi e  atrás de D.José, de batina branca, óculos e chapéu o  Irmão Francisco Mazolene . As demais pessoas não foram identificadas.

(Foto: Reprodução/Arquivo Diocese de Macapá)
Ano 1966 - Dom José Maritano - 2º Bispo Prelado de Macapá - beija o solo de Macapá, por ocasião de sua chegada ao Território Federal do Amapá.
Várias autoridades civis e eclesiásticas foram recepcioná-lo.
No registro fotográfico vemos: Sr. Elfredo Távora Gonçalves (esq. de óculos), General Luiz Mendes da Silva (Governador do TFAmapá) e sua esposa Sra. Iná Mendes da Silva (vestido e óculos escuros); Cabo Alfredo Oliveira (Prefeito de Municipal de Macapá, na época);à sua frente Sr. Marcelo Cândia (construtor de importantes obras sociais no Amapá); Sr. Miracy Maurício Neves; Dom Alberto Gaudêncio Ramos - Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará; o sacerdote barbudo ao lado de D. Alberto é Dom Arcângelo Cercqua - 1º Bispo Prelado de Parintins/PA e (dir) Dom Aristides Piróvano (1º Bispo Prelado de Macapá), entre outros.

Chegou em Macapá no dia de seu aniversário (18 de março), em 1966, e nesse mesmo ano criou a paróquia de Jesus de Nazaré, desmembrando-a da de São José, São Benedito e Nossa Senhora de Fátima. Nesse mesmo ano inaugurou a então capela de Jesus de Nazaré, no bairro de mesmo nome, que deu origem à Igreja Matriz da paróquia, em 1976. Em 1968 inaugurou, em Macapá, a primeira capela de Nossa Senhora Aparecida, no Pacoval. A nova igreja, já em alvenaria, foi inaugurada por ele, mais tarde, em 1976. O Cruzeiro do santuário foi fincado em 1967. Nesse mesmo ano, em abril, inaugurava em Macapá a capela de Santa Rita, localizada no mesmo terreno do Abrigo de São José, em alvenaria, de propriedade do Governo do Amapá, e pertencente à paróquia de Nossa Senhora de Fátima.
Em 03 de outubro de 1969 conseguiu, com o generalato de Roma, a fundação de mais uma comunidade religiosa feminina em Macapá: Irmãs de Nossa Senhora Menina, no Hospital São Camilo. Em 1970 reinaugurou, em Macapá, a Igreja do Perpétuo Socorro, no bairro do Perpétuo Socorro (antigo Igarapé das Mulheres), inaugurada em 1958 pelo padre Vitório Galliani.
Em 1971 inaugurou, em Macapá, na comunidade de Campina Grande, a capela de São Benedito. Em 1972 inaugurou, em Macapá, a capela de Nossa Senhora do Carmo, pertencente à paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Lagoa dos Índios.
Em 1974 inaugurou, em Macapá, a Igreja da Paróquia de São Pedro, em Alvenaria. Mas ela só foi declarada sede da paróquia em 1978. Nesse mesmo ano inaugurou a capela de Santo Antônio, na rua Odilardo Silva, no bairro Central, e um centro comunitário localizado nesse mesmo endereço, que recebeu o nome de Centro Comunitário Padre Carlos Bassanini. Em 1977 inaugurou, em Macapá, na comunidade de Ilha Redonda, Município de Macapá, a Capela de São Sebastião.
Em 23 de julho de 1978 criou, em Macapá, a paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no Buritizal, desmembrando-a da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do Trem. Em 1º de outubro criou, em Macapá, a paróquia de São Pedro, no Beirol, desmembrando-a da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Trem. Em 1979 inaugurou, em Macapá, na região da Pedreira, a capela de São Francisco das Chagas, na Casa Grande. Em 3 de junho criou, em Santana, a paróquia de Nossa Senhora de Fátima e dos santos Ambrósio e Carlos, no bairro Vila Maia.
Em 1980 reinaugurou, em Santana (Igarapé da Fortaleza), a capela de Cristo Rei, inaugurada em 1972, ainda em madeira. Ela foi construída pelo padre Francisco Usai. Nesse mesmo ano, em agosto, pede bênçãos e lança, em Macapá, a pedra fundamental de construção da Igreja da Santíssima Trindade, no bairro Nova Esperança. Em 14 de novembro, com a transformação da Prelazia de Macapá em Diocese, foi nomeado primeiro bispo diocesano, tomando posse em 5 de julho de 1981. Governou a Diocese até 31 de agosto de 1983. Em 1981 inaugurou, em Macapá, a Igreja do Divino Espírito Santo, no Buritizal, construída pelo padre Dante Bertolazzi, em 1978. Nesse mesmo ano pede bênçãos a Deus e inaugura em Macapá a capela de São João Bosco, no Buritizal, construída pelo padre Dante Bertolazzi.
Em 1982 inaugura e benze a Igreja de São Francisco, no bairro Santa Rita, em Macapá. A construção foi iniciada em novembro de 1979, sob coordenação do padre Ângelo Da Maren. Nesse mesmo ano erige a paróquia de Cristo Libertador, em São Joaquim do Pacuí, desmembrando-a da paróquia de São José, em Macapá. Em 24 de agosto de  1983, transfere-se para a Colônia Hanseniana do Prata, no Pará, para a Pastoral do Hanseniano.
Sua vida foi sempre plena de muitos serviços prestados à Igreja Católica e ao "seu povo".
Dom José Maritano, faleceu em Roma aos 77 anos, por problemas cardíacos, em 27 de dezembro de 1992.
Fonte: Coisas do Amapá – Edgar Rodrigues

(Repaginado em 30/12/2011)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Contagem Regresiva: Faltam 2 dias...

Dona Irene Pinto Pereira

(Foto: Reprodução de livro)
A matriarca da família Pereira, Irene Souza Pinto, nasceu na localidade paraense de Furo Grande, Ilha do Marajó, no dia 18 de setembro de 1923, filha de Júlio Cesar Pinto e D. Valentina Neves de Sousa Pinto.
Irene, desde muito nova, aprendeu o que era enfrentar e vencer as dificuldades da vida. Aos seis meses perdeu os pais. Aos 15 anos ficou órfã juntamente com mais seis irmãos.
Foi naquela época que conheceu Otaciano Bento Pereira, morador da cidade de Mucuripe, no Pará. Com a morte dos pais de Irene, Otaciano resolveu marcar a data do casamento: 20 de julho de 1940. Nome de casada: Irene Pinto Pereira.
Em seguida vieram os filhos e a necessidade de colocá-los na escola. Foi quando o casal decidiu ir para Macapá. Irene enfrentou 15 gestações com 14 partos normais e somente um cesariano. Dessa união nasceram os filhos: Heleni, Haroldo, lnerine e Ana Delsa. Os demais  nasceram em Macapá: Luiz Alberto, José Arcângelo, Lília Ruth, Lúcia Tereza, Otaciano Júnior e Júlio Maria que faleceu bruscamente, abalando e ferindo duramente o casal. Era o ano de 1947, sendo o então prefeito de Macapá Jacy Barata Jucá, compadre de Otaciano que lhe ofereceu um terreno.
Otaciano madrugava em busca do trabalho enquanto Irene tomava conta da prole. Assim, os negócios foram aparecendo como a construção de 40 casas de madeira na Fazendinha, bar, sorveteria, açougue, peixaria, sapataria, comércio de secos e molhados, transporte fluvial, agricultura, o primeiro peg-pag da cidade, comércio em Santana, Betral, Jornal do Dia e Editora Gráfica O Dia S/A. No ramo automobilístico a expansão foi gigantesca. Finalmente surgiu o Grupo Orion Empreendimentos, representado atualmente por cinco marcas: Fiat, Nissan, Renault, Ford e Honda.
Após o falecimento de  Otaciano Pereira, Irene continuou uma conselheira sensata com filhos, netos e outros familiares.
Rodeada de nove filhos, 27 netos, 14 bisnetos e dezenas de afilhados, Irene tinha uma rotina de dar inveja. Fervorosa e temente a Deus, acordava cedo e logo iniciava suas orações.
Frequentava várias igrejas da capital, com destaque para a dos Capuchinhos e a Fundação Padre Pio. Não desgrudava do terço benzido pelo Papa e a qualquer hora do dia fazia suas orações. Vaidosa e sempre bem arrumada, gostava de ir pelas manhãs ou à tarde para o Jornal do Dia, onde também fazia suas preces. Uma boa conversa com filhos e familiares aos domingos à noite era uma de suas grandes felicidades.
Irene Pinto Pereira, faleceu dia 19 de dezembro de 2011, aos 88 anos,  no Hospital São Camilo, onde estava internada há quase um mês. O velório aconteceu no Plenário da Assembleia Legislativa do Amapá.
Seu sepultamento ocorreu às 16 horas, da terça-feira 20, no cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Macapá.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Contagem Regressiva: Faltam 3 dias...

Vereador Júlio Maria Pinto Pereira

(Foto: Reprodução de arquivo)
Júlio Maria Pinto Pereira, nasceu em Macapá no dia 21 de setembro de 1954, filho do casal lrene/Otaciano Bento Pereira. Estudou na Escola Paroquial São José e no Ginásio de Macapá. Prosseguiu posteriormente o estudo de Direito no CEAP, parando no 3º ano. Com 22 anos de idade candidatou-se a vereador pelo Município de Macapá e foi eleito, chegando a Presidente da Câmara de Vereadores no período de 1982/84. No ano de 1987 foi ao Rio de Janeiro para articular com o político Leonel Brizola, o que resultou na fundação do Partido Democrático Trabalhista - PDT do Amapá, concorrendo às eleições para o cargo de Prefeito de Macapá. Idealizou a criação do Jornal do Dia no ano de 1990 que, posteriormente, passou a circular diariamente. Esse jovem cheio de vida e de ideias foi acometido pela malária, que em poucos dias consumiu todas as suas energias, vindo a falecer no dia 24 de julho de 1994, deixando viúva a professora Heloísa Helena e órfãos os filhos Cristiani, Juliano, Júlio Augusto e Marcos Adolfo. O Amapá perdeu Júlio Maria Pinto Pereira que muito cedo passou a se destacar no cenário político e de comunicações, merecendo ter seu nome entre os personagens ilustres do Amapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá" Vol. 1, de Coaracy Barbosa, edição de 1997.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Contagem Regressiva: Faltam 4 dias...

O Pioneiro Otaciano Bento Pereira

(Foto: Reprodução de arquivo)
O Pioneiro Otaciano Bento Pereira nasceu na localidade de Mucuripe, Pará, em 18 de setembro de 1917, e aos 13 anos de idade já cuidava das plantações de seu pai, octogenário e sem forças para trabalhar.
Era uma tarefa difícil, mas soube administrar o seu lar e as terras, levando a bom termo os negócios da família. Estava com 23 anos quando se casou com a jovem Irene, paraense, no dia 20 de julho de 1940. A criação do Território do Amapá veio abrir as portas para aqueles que desejavam trabalhar. Otaciano foi um desses pioneiros, chegando a Macapá, na véspera do Círio de 1947, onde fixou residência. Por ser a agricultura a área em que possuía experiência, deu início ao plantio de arroz na localidade de Santana, cujo resultado superou todas as expectativas, colhendo mais de 400 sacas que armazenou em um galpão e comercializou logo em seguida.
Construiu a primeira usina de beneficiamento de arroz particular, competindo com a do governo, instalada na Fazendinha. A partir desse momento, passou a desenvolver outras atividades entre as quais se destacam: construção de um armazém de secos e molhados e ferragens que denominou "Armazém São Paulo", cuja gerência entregou ao seu filho Haroldo; instalou um frigorífico; uma empresa de torrefação de café; uma granja de gado leiteiro; uma granja criatória de suínos e outras tentativas de pequenos empreendimentos, até chegar à fundação do primeiro jornal diário do Amapá, o "Jornal do Dia" em 4 de fevereiro de 1987; a instalação da gráfica do Jornal do Dia; a BETRAL construções; a BETRAL Veículos, concessionária da FIAT; a empresa H. P. Construções, a Escola Pequeno Polegar, todas administradas por seus filhos Haroldo, Heleni, Maria lnerine, Ana Delsa, Luiz Alberto, José Arcângelo, Lília Ruth, Lúcia Tereza e Otaciano Júnior. O seu momento mais triste no Amapá foi a morte brusca de seu filho Júlio Maria Pinto Pereira, politico, ex-Vereador do Município de Macapá e idealizador da criação do Jornal do Dia, fato que enlutou toda a família. Otaciano desde o momento em que chegou a Macapá, participou dos principais eventos, destacando-se: na fundação da Associação Comercial, do Clube dos Diretores Lojistas, da Companhia Amapaense de Telefones e da Companhia de Eletricidade do Amapá - CEA. Colaborou com os programas sociais organizados pelo Rotary Clube, Lions Clube e Legião Brasileira de Assistência - LBA; apoiou a política do Coronel Janary; colaborou com os clubes esportivos, com os grupos escoteiros e com os padres do PIME. Toda essa sua atividade e esse seu comportamento passaram a merecer o respeito e a admiração dos amapaenses.
Otaciano Bento Pereira, que sofria de hipertensão arterial e edema agudo do pulmão, faleceu - aos 88 anos - na manhã do domingo 23 de abril de 2006, em Belém do Pará.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá, Vol. 1" - do jornalista Coaracy Barbosa, e pesquisa na internet.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Contagem Regressiva: Faltam 5 dias...


Antes e Depois: Cruzamento da Rua são José com Av. Presidente Vargas, em Macapá

( Foto: Reprodução de arquivo )
Antes: Veja como era o Cruzamento da Rua São José com Av. Presidente Vargas, no Centro de Macapá, nos anos 50.
( Foto: Reprodução do blog Canto da Amazônia )
( Foto de Fernando Canto, reproduzida do blog Canto da Amazônia )
Depois - Veja o mesmo trecho da São José com a Presidente Vargas, no centro de Macapá, no início de 2011.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Professores em Festa

(Foto: Reprodução do blog Canto da Amazônia )
Foto sem data definida, extraída do blog do Fernando Canto, apresenta professores em festa. Não sabemos o motivo. Entre eles estão, da esquerda pra direita, de copos na mão: 1 - Antônio Pontes, 2 - Sancho Lobato (irmão do prof. Edésio Lobato), 3 - Jorge Colares; 4 - Milton Correa e 5 - Benedito Marinho, (conhecido como Formiga).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pioneiros da Segurança Pública no Amapá

(Foto pertencente ao acervo particular do advogado Adelmo Caxias)
Nesta foto reproduzida do blog da Alcinéa Cavalcante, vemos à esquerda, o inspetor Antero Picanço Furtado; atrás dele o Manoel Gentil, grande pioneiro da Guarda Territorial e o Sr. calvo de camisa branca, é o  delegado Teobaldo Rodrigues de Souza. Eles faziam uma possível diligência policial, no tempo da Divisão de Segurança e Guarda no então Território Federal do Amapá.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

AMIGO LEITOR:


SE VOCÊ TEM FOTOS ANTIGAS SOBRE A MACAPÁ DE OUTRORA, E QUER CONTRIBUIR COM O PORTA-RETRATO,
ENTRE EM CONTATO CONOSCO PELO E-MAIL:
jolasil@gmail.com OU PELOS FONES TIM(12) 8152-3757 OU CLARO (12) 9220-5236.

Pioneiros: Osmar Melo e Jomasan

O registro fotográfico é de 1987 e foi recortado das páginas do Jornal do Dia, pelo amigo Paulo Tarso Barros que a publicou em seu Mural, no Facebook.
Nosso saudoso Osmar Melo – que fez muito sucesso através da Rádio Difusora de Macapá e da Rádio Educadora São José – principalmente depois da parceria com o Ermínio Gurgel quando criaram a dupla “Pai Véio e Pai D'Égua” que acordava a população de Macapá. Quantas saudades!
Ao seu lado outro, não menos famoso, cantor e baterista (Joviais, Cometas, Mocambos) dos anos 60 em Macapá. José Maria Santos o hoje consagrado Jomasan - cantor internacional residente na Guiana Francesa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Baile das Debutantes no ex-TFA

Esta outra foto, postada pela Alcinéa Cavalcante em seu blog, traz o registro fotográfico  de um dos momentos em que as jovens, mocinhas da Macapá-antiga, se reuniam para participar de algum evento de beleza.
Na foto de 1974, estão perfiladas em frente ao antigo Macapá Hotel, dez candidatas participantes do Baile das Debutantes, promovido pelo Círculo Militar, cuja sede social localizava-se atrás da Fortaleza de São José de Macapá. A foto foi batida para um jornal da época.
(Foto: Reprodução do blog da Alcinéa)
Da esquerda pra Direita: 1 – Leila, (neta do Seu Casemiro da Casa Leão do Norte), 2 – Betina Cruz;  3 - Ana Rosa Colares; 4 – Conceição Pinheiro (filha do Sr. Manoel Pinheiro da Casa Estrela no antigo bairro da Favela): 5 – Marcli (esposa do radialista Zaire Filho, de Belém); 6 – Lourdes Abdon:  7 – Marilda  Martins; 8 – Fátima; 9 – Rosângela Pinho e  10 – Jane Houat.
Se alguém conhecer as meninas, pode confirmar ou corrigir os nomes e/ou a ordem numérica.
Se preferir pode encaminhar as observações para o jolasil@gmail.com ou utilizar o espaço dos comentários.
Precisamos desse reconhecimento pois há nomes a serem confirmados.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DO BAÚ DO FERNANDO: Charme e beleza sob o sol do equador!

( Foto: Revista Latitude Zero nº 1 - Edição; agosto de 1969, reproduzida do blog Canto da Amazônia )
Esta eu achei no fundo do Baú Histórico do amigo Fernando Canto! É mais uma raridade de seu acervo pessoal que eu reproduzí do seu blog Canto da Amazônia.
Vejam se vocês recordam dessas beldades da época, em pose especial para as lentes da revista “Latitude Zero” nº 1, editada em agosto de 1969: Da esquerda para a direita: Marli Campbell, Filomena, (?), Neusinha Campbell, Heliete Silva e Nilza Amanajás, na praia de Fazendinha.
Se alguém se lembrar do nome da numero 3 por favor nos informe pelo jolasil@gmail.com, ou deixe registro nos comentários.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quatro Pioneiros do Amapá: Espíndola, Elfredo, Moysés e Otaciano

Reproduzimos hoje, uma foto (recorte de jornal) publicada pelo amigo Paulo Tarso Barros em seu Mural, no Facebook.
Temos a imagem de  4 pioneiros do ex-Território do Amapá, que muito contribuíram com o progresso daquela terra.
São eles: João Espíndola Tavares (já falecido), funcionário público territorial e entre outras funções foi delegado de polícia, diretor da Penitenciaria Agrícola do Estado (hoje Iapen), e também Prefeito de Mazagão;
O paraense Elfredo Távora Gonsalves é uma testemunha viva da história do Território do Amapá desde a sua criação, em 1943, até os dias atuais. Escritor e experiente jornalista trabalhou ao lado do saudoso Amaury Farias, no Jornal A Folha do Povo, de 1959 até 1964. Aos 89 anos, Elfredo Távora Gonsalves resolveu lançar, em fevereiro de 2011, o livro “Folhas soltas do meu alfarrábio - um livro para meus filhos”;
O macapaense Moysés Zagury(falecido) trabalhou na Casa "Leão do Norte", foi agente em Macapá das empresas aéreas "Cruzeiro do Sul" e Varig, instalou a primeira sorveteria em Macapá denominada "Sorveteria Central", que localizava-se na confluência da Rua Cândido Mendes e Av. Mário Cruz, praça Veiga Cabral, foi um dos fundadores do Flip Guaraná, da Escola Comercial do Amapá e da Associação Comercial do Amapá além da Companhia Amapaense de Telefones – CAT;
Otaciano Bento Pereira(também já falecido), entre outras atividades, foi comerciante de secos e molhados e ferragens nos primeiros anos do Território do Amapá até chegar à fundação do “Jornal do Dia” – o primeiro diário do Amapá, da empresa Betral – construções e veículos e outros empreendimentos.
Fontes: De Rocha, Literatura do Amapá, link

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Do fundo do baú!

Amigo jornalista amapaense e blogueiro João Silva, publicou em seu blog, mais uma relíquia de seu baú histórico e nós compartilhamos com vocês, aqui no Porta-Retrato:
Ele explica a legenda: "Trago hoje uma relíquia de 1966, época em que os jovens desse registro em preto e branco pertenciam a uma instituição chamada informalmente de Casa dos Padres; poderia dizer também que eram jovens craques do Juventus Esporte Clube reunidos para uma foto diante da Prelazia de Macapá, onde moravam os sacerdotes da Igreja Católica, inclusive o Bispo Prelado de Macapá, bem alí na Praça Veiga Cabral; em pé, da direita para esquerda: Nilton (Piroquinha), Célio Paiva, José Maria Franco (falecido), Antoninho Amaral (Dente de Cão) e Haroldo Vitor Santos (Tio Ponga). agachados: J.Ney, Orlando Tôrres, Edmar, Sabará e Penafort. Bons tempos que não voltam mais...!(João Silva)
Texto e foto reproduzidos do blog do João Silva

Link relacionado: Do fundo do baú!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ex-governador Nova da Costa completa 86 anos de vida. Parabéns!

Jorge Nova da Costa é ex-governador do Território Federal do Amapá e o atual primeiro suplente do senador José Sarney. Na terça-feira, dia 13/12, celebrou seus 86 anos de vida. Morando em Brasília e católico praticante.
(Foto Reprodução/Amapá no Congresso)
Nascido em São Luís do Maranhão, católico fervoroso, pai dedicado e apaixonado por dona Yeda, sua esposa(foto), Nova da Costa tem longa carreira e grandes serviços prestados ao País. Formado em Agronomia na Universidade Rural do Brasil (RJ) e em Ciências Econômicas na Universidade Federal de Minas Gerais, Jorge Nova da Costa também foi superintendente da Sudeco (Desenvolvimento do Centro-Oeste) e da Sudene (Desenvolvimento do Nordeste), entre 1974 e 1985, tendo governado o então Território do Amapá por três anos e quatro meses, durante o período de sua transição para Estado.

Curso para servidores do ex-Território do Amapá

Estas duas fotos compartilhadas – via e-mail - pelo nosso leitor Bruno Barbosa Papaléo, foram tiradas na varanda do Palácio do Setentrião no mês de agosto de 1978, no término de um curso de Planejamento Governamental promovido para servidores do Governo do ex-Território Federal do Amapá, com apoio do NAEA - Núcleo de Altos Estudos da Amazônia, da Universidade Federal do Pará.
Na foto 1 - A partir da esquerda estão agachados na primeira fila: Rodolfo Juarez, José Maria de Lima, Edson Sarges, Francisco Paiva, Marcio Massataka Onuka; Na segunda fila de pé: Luiz Cauby Correia, Bruno Barbosa Papaléo; Manoel Camarão-funcionário da SEEC; Cláudio Fernandez Vasquez, Nilce Dias, Célio Jackson, Nelson Salomão, Alberto de Andrade Uchôa; Na terceira fila: Carlos Martins, Emerson, Nestlerino dos Santos Valente e Jerônimo Correia Sodré. 

Na foto 2 - A partir da esquerda estão agachados: Secretário Antero Duarte Lopes, Governador Artur Azevedo Henning, empresário Jarbas Gato; Na segunda fila: Márcia (vestida de conjunto branco); Ana Torres servidora da SEEC; Graça Oliveira, Maridalva, Luiz Cauby Correia, Manoel Camarão, Rodolfo Juarez, Heitor Picanço Junior, Rosa, Marcio Massataka Onuka, Francisco Paiva; Na terceira fila: Hemerson, José Maria de Lima, Nestrelino dos Santos Valente, Jerônimo Correia Sodré, Cleodon José Barbosa Santana; Na última fila: os mais altos, Célio Jackson, Bruno Barbosa Papaléo, Cláudio Fernandez Vasquez, Carlos Martins Edson Sarges.
(Última atualização dia 16 de dezembro de 2011)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Antigos Assessores do Gabinete do Governador

(Foto reproduzida do blog da jornalista Alcinéa Cavalcante)
Anos 80 - Da esquerda para direita: 1 – Anita(mora em Belém), 2 - Alzira Neuza(falecida), 3 - Carlos Cordeiro Gomes (atrás - falecido); 4 - Hélio Penafort (falecido); 5 – Sônia Amaral; 6 - Nazaré (Nay – mora em Belém); 7– na época Ten. Pereira; 8 – Vera Costa; 9 – Maria do Carmo;  10 – Cleia (a confirmar).
São assessores do Gabinete do Governador Annibal Barcellos, quando ele foi Chefe do Executivo do Amapá, na época do ex-Território Federal.
Quem quiser pode confirmar ou retificar algum dos nomes.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pioneiros reunidos

(Foto: Reprodução de jornal / Arquivo)
Nesta foto, recortada do Jornal "O Liberal", vemos alguns pioneiros de Macapá, da época do ex-Território Federal do Amapá: da esq. p/direita: o jornalista Carlos Cordeiro Gomes ("Segura o Balde" -  sorrindo); ao centro, no fundo da imagem (careca, de camisa branca) o jornalista Hélio Penafort; em pé (de camisa branca, manga comprida) o eclético radialista Pedro Afonso da Silveira, competente e festejado leitor da Crônica "O Assunto é o Seguinte", escrita pelo poéta e cronista Alcy Araujo e lida, de segunda a sexta-feira, através da Rádio Difusora de Macapá.
As demais pessoas não conseguimos lembrar os nomes.
Se alguém as conhecer pode informar pelo jolasil@gmail.com, ou deixar na caixinha de comentários.

sábado, 10 de dezembro de 2011

ESPECIAL: FRANCISCA LUZIA DA SILVA, A MÃE LUZIA

(Foto: Reprodução / Mural do Facebook)
Nota do Editor - Esta fotografia - rara - foi compartilhada pelo amigo Paulo Tarso Barros. É de uma senhora idosa, que realmente se parece com a única imagem da Mãe Luzia, que havia sido publicada até então. Segundo Paulo Tarso, nem os parentes dela, consultados por ele, souberam afirmar com precisão. Diante da dúvida consultamos o historiador Nilson Montoril que também não teve como assegurar que realmente esta foto seja de Mãe Luzia. Mas, partindo do princípio da semelhança fisionômica das imagens, e, principalmente do detalhe da gola e dos dois botões de seu vestido, acreditamos que essa senhora da foto acima seja realmente a Mãe Luzia. Se alguém tiver confirmação de quem se trata por favor escreva para o e-mail jolasil@gmail.com. João Lázaro

Por Nilson Montoril (*)

                   Francisca Luzia da Silva tinha suas raízes em Mazagão Velho, onde nasceu a 9 de fevereiro de 1869. Nunca foi escrava e deve descender dos cidadãos que viviam no castelo de Mazagão, no Marrocos e que Portugal fez migrar para a Amazônia. Foi casada com Francisco Lino da Silva, um macapaense que obteve a patente de capitão da Guarda Nacional e foi Prefeito de Segurança da cidade de Macapá. O casal teve vários filhos, entre eles Tia Águida, Tia Milica, Cláudio Lino, este último pai do Francisco Lino da Silva, o Lino da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho. A família tinha duas propriedades  produtivas. O sitio “Capitão”, homenagem a patente do marido e o “RetiroMatapi”, na Campina Grande. No sítio Capitão a família colhia frutas, plantava diversos produtos e coletava leite de seringueira. Só faziam isso no verão. O sítio Capitão ficava no Rio Vila Nova, Município de Mazagão. O Retiro Matapi, localizado na margem esquerda do Rio Matapi, foi vendido ao senhor Francisco Torquato de Araújo, seu conterrâneo de Mazagão e hoje pertence à família Rocha. Devidamente autorizada pelos intendentes de Macapá, mãe Luzia possuiu roças de mandioca, cará e batata doce na área adjacente ao Poço do Mato, então importante manancial de água potável da qual se servia a população de Macapá.
(Foto: Reprodução do Google books)
(Foto reproduzida do Livro Mulheres Negras do Brasil,
de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, via Google books)
A gravura acima é a reprodução de uma  pintura feita pelo artista plástico R. Peixe. Consta que ele pintou o quadro baseado numa fotografia de Tia Milica e nas descrições feitas pelos parentes e pelo poeta Álvaro da Cunha. Na foto do livro, existe o registro  de que o Quadro "Mãe Luzia" pertence ao acervo do Governo Estado do Amapá.
                  Mãe Luzia, como era chamada Francisca Luzia da Silva, também se devotou aos desvalidos, ministrando-lhes remédios caseiros, benzendo crianças, curando espinhela caída, cobreiro, carne rasgada, erisipela e problemas da cabeça. Nasceu com o divino dom de “aparar” crianças e nenhuma delas pereceu em suas mãos. Foi contemporânea da Vó Guardiana, a quem auxiliava na condução dos partos. Quando Vó Guardiana morreu, Mãe Luzia ficou atendendo sua clientela. A casa de Mãe Luzia tinha estrutura em taipa de mão, com vários quartos que ela alugava para caixeiros viajantes e romeiros. Era um casarão de telhado alto situado na esquina da Avenida Mendonça Furtado com a Travessa Francisco Caldeira Castelo Branco (depois Coronel José Serafim Gomes Coelho e atualmente Tiradentes), com frente para o Largo dos Inocentes, também denominado Formigueiro.
                   Mesmo quando o médico obstetra Cláudio Pastor Darcier Lobato veio para Macapá e passou a chefiar a Unidade Mista de Saúde (ficava onde foi construída a Biblioteca Pública), Mãe Luzia não foi relegada. Em várias oportunidades o ilustre médico recorreu aos conhecimentos práticos da Mãe Preta da Cidade de Macapá. Sem a posse de suas antigas propriedades rurais, Mãe Luzia precisou lavar e engomar roupas brancas de linho, coisa que ela fazia com perfeição. Sua clientela incluía o Governador Janary Nunes, o Promotor Público Hildemar Maia, o Juiz de Direito José de Ribamar Hall de Moura e muitos outros cidadãos ilustres de Macapá que, nas solenidades mais expressivas, usavam ternos brancos. Por ocasião da festa alusiva a São José, até os macapaenses mais humildes recorriam aos serviços de Mãe Luzia. Quase todo mundo usava roupa branca. Algumas pessoas fantasiosas insistem em dizer que Mãe Luzia foi escrava e por causa disto tinha marcas de chicotadas nas costas. Pura fantasia. Ela costumava lavar roupas sem usar a parte superior de sua vestimenta e quem a via assim jamais lhe faltou com respeito. O quintal de sua residência era paralelo a Rua Tiradentes e não tinha cerca. Quando se debruçava sobre a gamela, esfregando as roupas, seus seios flácidos se misturavam a elas. Eu conhecia muito bem a casa da Mãe Luzia. Volta e meia estava por lá na companhia do amigo Raimundo Nonato da Silva, o “Bigode”, seu neto. Aliás, Mãe Luzia teve um filho com o mesmo nome, cujo apelido era “Bucú”, e que foi vítima fatal de um disparo acidental de revólver pertencente a um caixeiro viajante que ele mostrava a alguns amigos no canto da Igreja de São José. Mãe Luzia sofreu muito com a morte do filho. A porta de entrada dava num longo corredor que se estendia até a porta do quintal. Os quartos e a cozinha ficavam do lado direito de quem entrava no imóvel. Pelo menos dois quartos da frente eram alugados a terceiros.  Quando íamos apanhar grumixama (também chamada ameixa, jamelão e azeitona de cabrito) ela gritava: “ Pera aí, seus cornos, vocês já vão manchar de nódoa as minhas roupas do quaradouro?”. Faleceu dia 23 de setembro de 1957, com 88 anos de idade. Estava alquebrada e tinha os cabelos brancos como um nicho de algodão. Sua morte deixou os moradores de Macapá imersos em profunda tristeza. O enterro ocorreu no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, a direita de quem ingressa naquele campo santo, rente ao passeio que leva ao Cruzeiro e a capela. O corpo de Mãe Luzia foi inumado na mesma sepultura onde se encontrava o José Lino. A morte de Mãe Luzia encerrou o ciclo das renomadas parteiras e mulheres de múltiplos conhecimentos com plantas medicinais. Ela e Guardiana Mendes da Silva, a Vó Guardiana despontam como verdadeiros anjos benfazejos da comunidade macapaense. Vó Guardiana ou Guardina teve vida longa, alcançando 102 anos de idade. No local da primeira casa de Mãe Luzia ainda mora uma das suas neta. O imóvel que ela ocupou até morrer foi desapropriado em 1970, para o alargamento da Rua Tiradentes. Na parte do terreno que não virou leito de rua foi erguido um prédio em alvenaria onde funcionou o Cartório Jucá.
(Foto: Reprodução / blog do Nilson Montoril)
         Prédio onde funcionou o Cartório Jucá. Da esquerda para a direita vemos os senhores Ben Hur Corrêa Alves, (escriturário), Francisco Torquato de Araújo (Escrevente Juramentado), Cícero Silva (comerciante e vizinho do Cartório) e Jacy Barata Jucá (Tabelião Substituto). Todos conheceram Mãe Luzia e eram seus amigos. O imóvel foi construído absorvendo uma parte do que restou da sua casa. Francisco Torquato, de camisa branca, era mazaganense e conterrâneo.
(*)  historiador, professor, blogueiro e radialista amapaense 


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