segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Momentos de Álvaro da Cunha

Recebemos inúmeras fotos que pertencem ao acervo da família do poeta Álvaro da Cunha, que nos foram gentilmente cedidas, via e-mail, por sua filha Hiléia Cunha, diretamente do Rio de Janeiro.
São registros históricos raros, do período de estada do poeta no Amapá, com inúmeras participações do mesmo, em eventos culturais da capital amapaense.
Estas primeiras imagens, com datas e locais desconhecidos, registram momentos de Álvaro da Cunha  em um único evento compartilhado com amigos e outros colegas intelectuais de Macapá. O palco, nos leva a presumir ter sido realizado num clube da cidade.
Nesta primeira foto, conseguimos identificar as seguintes pessoas, a partir da esquerda: Álvaro da Cunha ao microfone tendo ao lado o radialista Agostinho Nogueira de Souza, locutor da Rádio Difusora de Macapá, cobrindo o evento para e emissora oficial.
Na mesa (de branco), com sua esposa Iracimar, o Sr. Raimundo Osmar Pontes Holanda, que foi representante do Território do Amapá, em Brasília.
À direita, na mesa, está Armando Cunha(de terno escuro), um dos irmãos de Álvaro, que foi chefe de gabinete do governador. Além dele, haviam os irmãos Elza Cunha Craveiro, Emília, Alberto e Aluisio Cunha, todos falecidos.
Os músicos que estão por trás, no palco, integravam o conjunto da antiga Guarda Territorial. Reconhemos entre eles o Biroba (terno claro) junto à parede, na bateria; e à direita no palco de terno escuro, o músico Amilar Brenha.
Na foto 2 – Da esquerda para direita, poeta Alcy Araújo e o radialista Agostinho Nogueira de Souza. Ambos foram diretores da Rádio Difusora de Macapá. Alcy Araújo (1977) e Agostinho Souza em 1954 e 1962.
Na foto 3 – Agostinho Souza e Dr. João Telles, que foi Secretário Geral e Governador substituto do Território do Amapá.
Na foto 4 – Poeta Álvaro da Cunha.

domingo, 25 de novembro de 2012

Visita de leões e domadoras do Lions Clube de Macapá à Serra do Navio

Foto gentilmente cedida pelo amigo Aloízio Teixeira – de data desconhecida - mostra o registro de uma visita de membros do Lions Clube de Macapá – leões e domadoras - à localidade de Serra do Navio.
A partir da esquerda conseguimos identificar: a sexta senhora ( de saia escura e blusa listrada) Dona Miracy Souza, esposa do Sr. Alamiro Souza; atrás dela o engenheiro Clark Charles Platon e ao lado dela Dona Graça Teixeira (de fita larga no cabelo), esposa do Teixeirinha e mãe do Aluízio, dono da foto.
Dona Edna, esposa do Dr. Douglas Lobato Lopes é a sétima a partir da direita, atrás de um casal – ele careca e a senhora de cabelos pretos. À esquerda da dona Edna na parte superior das imagens, junto aos trilhos, Sr. Viana (que foi professor no CCA); Sr. Alamiro Rodrigues de Souza; engenheiro Douglas Lobato Lopes e  o último à direita é o Sr. Wilson Mendes, que era assessor de Relações Públicas da empresa, e ciceroneava o grupo de visitantes.
Na frente, entre duas crianças está o jovem Aluízio Teixeira, de camisa listrada.
Os demais não foram por nós identificados.
Quem souber, por gentileza, pode nos ajudar, via e-mail – jolasil@gmail.com -  para completarmos a legenda.
(Atualização em 03/12/2012)

sábado, 24 de novembro de 2012

LUIZ ALBUQUERQUE QUEIROZ BRASILIENSE – um odontólogo pioneiro de Macapá.

O pioneiro Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense nasceu em Belém, Estado do Pará, em 20 de outubro de 1921. Filho do odontólogo e farmacêutico pernambucano Dr. Luiz Queiroz Brasiliense e da cearense D. Marieta Albuquerque Brasiliense. Estudou o 1º e 2º graus no Colégio Nazaré em seguida ingressou na Faculdade de Odontologia do Pará, formando-se em Odontologia em 1941. Ingressou posteriormente na Escola de Instrução Militar em 1º de Abril de 1942, atuando até 04 de agosto de 1949, na cidade do Rio de Janeiro quando deu baixa com a patente de capitão R-2, do Exército Brasileiro, tendo prestado serviços na função de dentista, atendendo soldados aquartelados no 26º Batalhão de Caçadores (26ºBC) e recrutas convocados para o Exército praticando exames de saúde bucal. Atuou como dentista em Belém do Pará, no consultório de seu pai, que também foi odontólogo e farmacêutico, e com seu único irmão Dr. Humberto Albuquerque Queiroz Brasiliense, também odontólogo. No ano de 1945, antes do final da Segunda Guerra Mundial, serviu como comandante do Destacamento Militar na cidade de Óbidos, no oeste do Pará, às margens do rio Amazonas, onde conheceu Nilce Farias Brasiliense, de tradicional família obidense, com quem veio a casar-se em 09 de janeiro de 1946, com a qual teve 09 filhos: Luiz Queiroz Brasiliense Neto, hoje morando em Brasília, no DF; Iria Lúcia Brasiliense Leite, que foi governadora do Lions no Ano Leonístico 2000/2001 e mora em Macapá, Amapá; Maria Nilce Brasiliense Peruffo, médica e residente em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; Paulo Eduardo Farias Brasiliense, administrador de empresas, mora em Belém do Pará; Nelson Fernando Farias Brasiliense, engenheiro civil, residente em Macapá; Sérgio Roberto Farias Brasiliense, comerciante, mora em Macapá; Isa Helena Farias Brasiliense, médica, ginecologista, residente em Brasília, Distrito Federal; Ronaldo Brasiliense, conceituado repórter e jornalista reconhecido nacionalmente; Maria do Socorro Brasiliense Zortea, administradora de empresa, residindo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e Renato Silva Brasiliense, de outra relação conjugal. Sua esposa, Nilce Farias Brasiliense, faleceu em 1962. Com isso, o doutor Luiz Brasiliense ficou viúvo aos 40 anos com nove filhos menores. Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense chegou ao então Território Federal do Amapá em 1953, a convite do Governador à época, o Dr. Amílcar da Silva Pereira, amigo e companheiro de Exército, ingressando no quadro de funcionários do governo do Território em 10 de fevereiro de 1954, na Divisão de Saúde, na função de dentista, indo inicialmente prestar serviços na cidade de Oiapoque, onde nasceu seu filho Sérgio Roberto Brasiliense. Em 1955, foi transferido para Mazagão. Em 1956, foi removido para Macapá enquanto aguardava a vinda do Dr. Armando Limeira de Andrade para a capital quando iria substituí-lo na cidade de Amapá, onde prestou seus serviços odontológicos em 1957 e 1958. Finalmente, em 1959, foi residir de forma definitiva em Macapá. O doutor Brasiliense, como era conhecido, foi uma pessoa alegre, competente e dedicada. Andou por todos estes rincões das terras amapaenses, conquistando ao longo destes anos um grande número de amigos, dentre os quais o farmacêutico Rubim Brito Aronovitch, os médicos Mário de Medeiros Barbosa, Alberto da Silva Lima, Antônio Tancredi dentre outros; os dentistas Armando Andrade, Sylla Salgado; os enfermeiros Joaquim Bandeira e Margarida Freire, e toda a equipe de Hospital Geral de Macapá. Participou de todos os programas de saúde dentária nos municípios e localidades, tendo atendido 12.402 pacientes interioranos fazendo extrações e obturações durante o ano de 1956 acompanhando seus companheiros Armando Andrade e Sylla Salgado. Sua ligação de amizade com Sylla, dizem que parecia de cão e gato, falando alto e encrencando um com o outro por ocasião de suas partidas de pontinho ou canastras todas as noites ao longo de tantos anos, quando também se divertiam muito. Aposentou-se em 1989, transferindo sua residência para Belém do Pará, onde faleceu em 19 de maio de 1995. Foi um excelente profissional, um grande amigo, e um destacado pioneiro na História do Amapá.
Redação original de Coaracy Sobreira Barbosa, extraída do Livro “Personagens Ilustres do Amapá, Vol. III” – Edição digitalizada, não impressa graficamente.
A pedido do editor, o texto foi gentilmente revisado e atualizado pela Sra. Iria Lúcia Brasiliense Leite, filha do biografado, antes de publicarmos no blog Porta-Retrato.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Governador Ivanhoé Martins, com assessores

Encontrei esta foto, com data presumível do final dos anos 60, no Facebook do poeta Obdias Araújo, nos pedindo para identificar quem são os personagens que estão nessas imagens, rodeando o General Ivanhoé Goncalves Martins, na época em que  ele foi governador do ex-Território Federal do Amapá, de abril de 1967 a novembro de 1972.
Os mais conhecidos, foram assessores dele na administração amapaense.
Da esquerda pra direita conseguimos identificar na fila de cima: Carlos de Andrade Pontes, jornalista Silas Ribeiro de Assis, Coronel Adálvaro Cavalcante, (Diretor do SAG - Serviço de Administração Geral e Secretário Geral) ; Dr. Antônio Tancredi, (conceituado médico e Diretor da Divisão de Saúde); e o Governador Ivanhoé, (ao centro, de óculos escuros); o terceiro depois Gov. Ivanhoé está o Capitão Vale, (ex-diretor da Divisão de Segurança e Guarda). Os demais à direita da foto não foram identificados.
O primeiro da fila embaixo, no mesmo sentido, é Luiz Alberto Lavor Benigno, ex-diretor da Divisão de Produção; Engenheiro da SOSP Joaquim Vilhena Neto (ex-diretor da Divisão de Obras); professor Geraldo Leite de Morais(ex-Secretário de Educação) e Coronel Gerson de Araújo Góes ( ex-Secretário Geral; o último à direita é o Dr. Nady Bastos Genu.
O jornalista Ernani Marinho, nos lembra, via e-mail que "o Dr Genu é um dos pioneiros da agricultura no Amapá, sendo diretor da Divisão de Produção (hoje Secretaria de Agricultura) nos governos Janary Nunes e, ao que me ocorre, início do de Amilcar Pereira. Depois ficou muito tempo fora do Amapá, cedido a outros órgãos federais. Se não estou enganado voltou no Governo Ivanhoé e ficou à frente da Divisão de Produção até repassá-la ao Luiz Lavor Benigno e retornar à Brasília."

Na direção da porta da direita, (ao fundo)aparece o rosto do jornalista Euclides Moraes.
Nota do Editor: Se você identificar mais alguém por favor nos informe, via e-mail jolasil@gmail.com, ou deixe um comentário, que completaremos a legenda.
(Atualizado em 28/11/2012)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Uma Casa Ecológica - uma família feliz!

Casa da Família Araújo, em Macapá – toda em madeira, cercada de plantas por todos os lados. Uma casa ecologica, em plena Amazônia Tropical.
A casa continua lá, com as devidas modificações que o tempo impõe.
(Foto extraída do Facebook do amigo e poeta Obdias Alves de Araújo.)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ARINALDO GOMES BARRETO – homem de uma só palavra!

(Foto: Reprodução)
O Pioneiro Arinaldo Gomes Barrreto nasceu em 1939, filho de Luiz Gomes Barreto e Evença Gomes Barreto. Era pai do ex-Deputado Estadual e Vereador recém-eleito - Lucas Barreto e de José Cantuária Barreto, o Zeca Barreto, Promotor de Justiça do Amapá e blogueiro e também irmão da professora e artista plástica Nina Barreto Nakanishi, entre outros.  
Zeca Barreto conta que seu pai “era um homem simples, filho de nordestinos e, como não podia ser diferente, não levava desaforos para casa. Costumava receber amigos para um bom papo e passava horas conversando e se esquecia do tempo.”
“Era um homem cheio de vontade de viver. Sua inteligência, seu senso de humor inconfundível e sua sinceridade, eram dignos de causar vergonha a quem o acompanhava. Ele não conseguia mentir, tampouco fingir, simplesmente falava, contrariando o que ele sempre nos ensinava: “pense tudo quanto fale e não fale tudo quanto pense”. Ele falava tudo o que pensava, sem rodeios.”
“Tinha muitos amigos da sua difícil infância quando a família mudou para Macapá. Ainda era criança, apenas 5 anos, sem pai, que morrera precocemente, e pouco tempo depois, já ajudava na venda de pirulitos de maracujá que “Vó Evença” fazia.
(Foto ilustrativa/Google images) 

Colocava tudo numa tábua perfurada, pregada na ponta de um cabo de vassoura, e saia para vender com seu inconfundível bordão: “Olha o pirulito que bate-bate, pirulito que já bateu, quem gosta de mim é tua mãe, quem gosta da tua mãe sou eu!”. Era o Arinaldo, piruliteiro,...”
Os amigos de Arinaldo, daquela época “ainda se lembram das gozações e de quão bom ele era de peteca (bolinhas de gude). Era campeão e ganhava tudo, latas e latas, que também vendia para quem perdia. Mas, já adulto, sua principal diversão era a pescaria e tinha uma lista pronta com tudo o que deveria levar nas suas viagens para não esquecer de nada, inclusive os temperos para a comida. O grande problema era a “divisão” (como ele falava) do produto da pesca com quem era ruim de linha. Dizia: “esse parceiro é só blefe e eu ainda tenho que dividir por igual!”, seguido de uma gargalhada. Pura gozação!”
“Tinha verdadeira fixação por leitura e era muito bem informado. Passava horas lendo suas revistas e livros, principalmente de medicina veterinária, e discutia com os profissionais da área que davam assistência técnica na sua fazenda, empreendimento que era referência por ser a primeira a criar gado holandês puro no Amapá e a única que tinha ordenha de leite totalmente automatizada a vácuo, sem qualquer contato manual. Orgulhava-se de dizer que tudo o que possuía havia sido obtido com o esforço de uma vida de trabalho honesto.”
Arinaldo Barreto trabalhou por longos anos na Radional, que localizava-se em uma das casas na esquina da Av. Mendonça Furtado com a rua General Rondon no centro de Macapá.
Por ser técnico em eletrônica, participou da equipe que integrava a Sociedade Anômima Técnica de Rádio do Amapá – SATRA, que fundou a ZYD-11 - extinta Rádio Equatorial deMacapá, segunda emissora de amplitude modulada do Amapá,  que foi fechada pelo Governo Militar, em 1964. Após o fechamento da Equatorial, Arinaldo participou da primeira equipe que criou a Rádio Educadora São José de Macapá, terceira emissora de AM, de Macapá, que tinha como acionista maior a Prelazia de Macapá.
Zeca Barreto  assegura que seu pai “era um homem íntegro e de uma só palavra. Durante anos fiz a contabilidade da pequena loja de eletrônica que tínhamos (a Magnaton) e lembro que ele nunca pagou uma conta com atraso. Era extremamente cuidadoso com os seus negócios e tinha verdadeira aversão a dívidas, tanto que nunca tomou dinheiro emprestado em banco e sequer financiou os carros que possuía. Aplicava o dinheiro e quando já tinha o suficiente comprava à vista. Às vezes discutia com ele sobre isso, já era Economista, tinha uma visão diferente, mas era a forma como ele tratava os negócios e eu respeitava.”
“Meu pai era o mais novo de dez filhos e foi o primeiro a partir, aos 55 anos de idade no dia  6 de abril de 1995. Foi uma dor que parecia não ter fim, quase insuportável para todos nós, sobretudo para a mamãe que parece nunca ter superado a sua partida. Sofri muito e até abandonei o curso de Direito por seis meses por não conseguir me concentrar. Foi muito difícil, pelo seu sofrimento que o Lucas, minha mãe e eu acompanhamos de perto durante os quatro meses de tratamento. Mas deixou o Delmir, meu irmão mais novo, sua cópia fiel, para que nos lembremos sempre da sua presença.”
Adaptação do texto de Zeca Barreto (*)
(*) José Cantuária Barreto (Zeca Barreto) - Promotor de Justiça do Amapá e blogueiro - é filho de Arinaldo Gomes Barreto.
Texto original sob o título “Saudades de filho”, postado no domingo, 14 de agosto de 2011 no blog “Meu Pirão Primeiro” by Zeca Barreto.
(Última atualização dia 17/nov/2012)

sábado, 10 de novembro de 2012

SE VOCÊ TEM FOTOS ANTIGAS E QUER CONTRIBUIR COM O PORTA-RETRATO,
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Do Fundo do Baú: Papo entre amigos pioneiros

(Foto do acervo da família Façanha da Silva, gentilmente  cedida ao Porta-Retrato. Brevemente será lançado um livro de memórias e um DVD, com documentos e fotos inéditas, contando a história de vida do professor  Mário Quirino da Silva.)
Este registro fotográfico é do início do Território Federal do Amapá. Embora sem uma data definida, acreditamos ser dos anos 50. Trata-se de uma reunião descontraída entre intelectuas pioneiros de Macapá. Nas imagens, dos que estão em volta da mesa, reconhecemos, a partir da esquerda o professor Mário Quirino da Silva, poeta Álvaro da Cunha; ? e o de óculos, que está de lado é o Sr. José Pereira da Costa(Branco); o primeiro à direita, lembramos das feições mas não conseguimos lembrar o nome.
Agradecemos a quem puder nos ajudar na identificação dos demais que estão na foto. Podem nos informar, via e-mail, jolasil@gmail.com, ou deixar na caixinha de comentários.
(Reprodução de arquivo)
Adequação histórica: Segundo a legenda, o local é o pátio da antigo Bar e Sorveteria Central. (foto acima).

Este prédio, erguido na esquina da Rua Cândido Mendes com Av. Mário Cruz, na Praça Veiga Cabral, pertencia à família Zagury e foi onde funcionou a Sorveteria Central, dirigida pelo Sr. Natan Pecher e pela matriarca da família Dona Sarah Roffé Zagury.
Seu Natan, depois do fechamento da Sorveteria abriu o Café Continental na rua São José, entre as Avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá.
Os sorvetes eram preparados pelo funcionário de nome Biló.
Depois da sorveteria funcionou no local a Farmácia Zagury, gerenciada pelo farmaceutico Hernani Vitor Guedes, que após algum tempo resolveu montar sua própria.
Posteriormente, funcionou no local,  a agência da Cruzeiro do Sul(depois Varig) dirigida pelo Sr. Moisés Zagury e gerenciada pelo empresário Laurindo Banha.
O sobrado sempre foi a residência de Dona Sarah Roffé Zagury, que também era dona da Casa Leão do Norte e do Flip Guaraná.

(Última atualização em 1º de novembro de 2012)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Do Fundo o Baú: Vila Operária de Macapá

Esta foto rara, nos foi gentilmente enviada – via e-mail - pelo leitor Jeremias Alberto do Espírito Santo, a quem agradecemos a deferência.
(Foto colorizada com Inteligência Artificial)
Trata-se de um registro da Praça Nossa Senhora da Conceição datado de 1956.
A foto, tirada do alto da torre da Igreja, mostra, em primeiro plano, ao centro, a imagem da Santa, e as antigas casas da Vila Operária, erguidas do outro lado da praça, onde passa atualmente a Av. Desidério Antônio Coelho, construídas pelo  Governo Janary Nunes, nos primeiros anos do ex-Território Federal do Amapá. Por causa da existência delas, o bairro do Trem, foi considerado como o “Bairro Proletário” de Macapá.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pioneiros da Educação do Amapá: Mário Quirino e Barroso Tostes

(Esta foto faz parte do projeto da família Façanha da Silva, de lançar um livro de memórias e um DVD, com documentos e fotos inéditas, onde será contada a história intelectual e pública  de importantes fases da vida do pioneiro Mário Quirino da Silva, como filho, pai, educador e trabalhador público.)
Foto de um domingo de novembro de 1950, registra o encontro entre os pioneiros da Educação do Amapá, professores Mário Quirino da Silva e José Barroso Tostes na antiga Passagem do Espirito Santo(depois transformada na Rua Mendonça Furtado), que situava-se ao lado direito da velha Igreja Matriz de São José(que teve vedada a passagem de veículos), entre o velho templo e a Biblioteca Elcy Lacerda.
Do lado esquerdo da Catedral, existia a Passagem de Santo Antônio, (que foi vedada à circulação de pedestres).
Ao fundo das imagens o antigo bairro do formigueiro, onde morou Mãe Luzia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Memória da cidade: Dona Bebé, tacacazeira


Raymunda Cezarina Rodrigues de La-Rocque, a dona Bebé, ou a Bebé Tacacazeira, nasceu em 02 de abril de 1934, no Bailique, Distrito de Macapá, filha de Mário Palha Rodrigues e Raimunda de Carvalho Rodrigues, mais conhecida como Dona Dica.
Dona Bebé, estudou no Educandário Antônio Lemos em regime de internato até sua formatura, quando retornou à Macapá mais ou menos em 1948; foi contratada pela casa Leão do Norte, trabalhando como auxiliar da gerente, dona Clemência até seu casamento, em 15 de março de 1957, com o paraense Luiz Alfredo de La-Rocque, pioneiro do Território Federal do Amapá, funcionário Público aposentado.
O casal teve três filhos, todos homens: Abel Rodrigues de La-Rocque (54), técnico em eletrônica formado pela escola Técnica Federal do Pará; Sérgio Roberto Rodrigues de La-Rocque, engenheiro químíco industrial pela UFPA, atual secretário de transportes do Governo do Amapá (53); Luiz Jorge Rodrigues de La-Rocque (50), escrivão de polícia, técnico em contabilidade pelo Colégio Comercial do Amapá.
Em 1962, morre dona Dica, mãe de Bebé, que começara com venda de tacacá e outras delicias como vatapá, caruru, beijo de moça, cocada na Praça Veiga Cabral, sob uma das imensas mangueiras que foram retiradas do leito da Rua São José. Bebé então assume o lugar da mãe e a banca se desloca para o canto da Igreja de São José, de onde só saiu doente, para falecer no dia 5 de março de 2004, em Belém do Pará. Seu corpo, em reconhecimento à sua figura carismática, foi velado no Plenário da Câmara Municipal, e sepultado no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no mesmo mausoléu da sua genitora, no Centro de Macapá.
Em 43 anos de trabalho, Dona Bebé transformou o tacacá da família Rodrigues de La-Rocque, e outras delícias que vendia ao cair da tarde, em um atrativo da cidade de Macapá.
Bebé atendia a todos os seus fregueses muito bem, e pela ordem de chegada, sem distinção. Sua banca funcionava de segunda a sábado, na calçada do prédio da Diocese, local em que se instalaram as Livrarias Paulinas, e tinha um público eclético: ia de governador, juiz, promotor, deputado, até o povão. Ela conversava muito pouco enquanto trabalhava, e guardava a sete chaves os segredos que faziam do seu cardápio de comidas típicas uma gostosura que os macapaenses jamais irão esquecer. Ah, outra coisa: quando estava de folga não gostava de conversar sobre o seu trabalho... "Aqui eu sou outra Bebé, não sou a Bebé Tacacazeira".
Nota do Editor: Texto de João Silva, especialmente adaptado por João Lázaro, para o blog Porta-Retrato.
O texto original – integral – editado e publicado pelo autor, em 14 de outubro de 2012, sob o título: “Memória – Bebé Tacacazeira”, no blog do João Silva.

domingo, 14 de outubro de 2012

Morre em Belém, Dr. Cícero Borges Bordalo, o decano dos advogados do Amapá.

Com 82 anos de idade e 57 de profissão.
Faleceu na madrugada de domingo,14 de outubro de 2012, em Belém do Pará, o Dr. Cícero Borges Bordalo.
O pioneiro da advocacia amapaense, era paraense nascido em 1930,  que chegou cedo ao Amapá e nunca mais foi embora de Macapá. Tinha 82 anos de idade e 57 de profissão.
Foi casado, em primeiras núpcias, com a professora Creusa Souza Bordalo, e em segundas núpcias com a professora e Dra. Nilza Bordalo. Estava doente há 19 dias, internado na UTI do Hospital Adventista de Belém sem conseguir melhorar seu estado de saúde, até que veio a óbito na madrugada de 14 de outubro, vítima de ataque cardíaco. 
Cícero Borges Bordalo era um dos advogados mais antigos em atividade no Amapá e participou ativamente do movimento que instalou a secção da Ordem dos Advogados do Brasil em Macapá, ainda na época do Território Federal do Amapá e foi também conselheiro federal. Seu escritório de advogacia, um dos mais requisitados do Estado, funcionou por muitos anos no alto do antigo Elite Bar, depois Gato Zul, no centro da cidade. O corpo de Cícero Bordalo chegou  à Macapá, no começo da noite de domingo e foi velado na sede da OAB/AP, antigo forum da cidade, onde recebeu as justas homenagens dos seus colegas de profissão e de toda a sociedade amapaense. O sepultamento aconteceu na segunda-feira (15/10) no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição (Centro) por volta das quatro e meia da tarde.
(Última atualização às 22 h do dia 16.10.2012)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Antigas casas da avenida Mendonça Furtado

(Reprodução)
Ano 1948 - Casas para os funcionários do Governo do antigo Território Federal de Amapá que foram construídas pelo Governo Janary Nunes nas Avenidas Mendonça Furtado (fotos) e Presidente Vargas, em 1945.
(Reprodução)
Casas da Av. Mendonça Furtado vistas por outro ângulo, entre as ruas José Serafim (atual Tiradentes) e General Rondon.
Elas destinavam-se à moradia dos primeiros servidores do ex-TFA, no Centro de Macapá.
(Repaginado em outubro de 2012)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Do Baú do João Silva: Servidores Municipais

Descobrimos esta foto na Galeria de Imagens do blog do amigo João Silva e estamos compartilhando com os leitores do Porta-Retrato:
O flagrante é um registro fotográfico do Congresso Nacional de Servidores de Câmaras Municipais, realizado em Blumenau, Santa Catarina, em agosto de 1986.
Da esquerda para a direita: Raimundo Martins; Acelino Ayres; Maria Gentil (Mariá); Sebastião Davi e João Silva, representantes da Câmara de Vereadores do Município de Macapá, no conclave.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Segurança Pública: A antiga Guarda Territorial

"O Decreto Lei n° 5.839 de 21 setembro de 1943, estabelece a criação de uma Guarda Territorial, de caráter civil, para os Territórios onde a mão-de-obra fosse escassa. A Guarda Territorial, ou saudosamente chamada GT, abrigava jovens que mesclavam suas missões de segurança pública e de construção civil.
O Território crescia na razão direta em que surgia a necessidade de aprimoramento da GT. Havia carência de uma força que se voltasse especificamente à Segurança Pública. Daí a criação do plano de Organização do Departamento de Segurança Pública e Guarda Territorial - DSPGT."
(Foto reproduzida do blog do repórter policial Bolero Neto)
"O DSPGT, tinha como principais finalidades: proteger a vida e a propriedade dos habitantes do Território, prevenir qualquer atividade contrária à ordem pública e às leis do país, policiar os costumes, cooperar na execução de obras públicas, manter vigilância e defender os bens do território e suas autoridades. A partir da implantação deste plano, a GT ganhou definitivamente o contorno de um órgão de segurança pública."
(Foto: Reprodução / acervo Amiraldo Bezerra)
(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Guardas territoriais formados em frente ao prédio da Delegacia Geral de Polícia do ex-Território Federal do Amapá, que localizava-se na Praça Veiga Cabral.
"O serviço de policiamento passou a ser realizado pela Guarda Territorial, apoiando as delegacias, com armamento e pessoal de apoio.
Os delegados eram Oficiais, enquanto que os comissários eram inspetores da Guarda. Em 1945, todas as sedes dos municípios foram dotadas de um Delegado, um Escrivão e guardas.
Os guardas territoriais, souberam demonstrar ao longo dos anos , o valor do pioneirismo, diante das dificuldades apresentadas ao advento da criação do Amapá, através da união, destemor, ordem e galhardia, marcando sobremaneira,as tradições da organização policial que eles serviram e muito dignificaram.
Com a Lei de criação da Polícia Militar do Território Federal do Amapá, conforme Lei n° 6.270, de 26 de novembro de 1975, a Guarda Territorial, foi sendo extinta gradativamente. Seus componentes tiveram como opção o aproveitamento na Polícia Militar, mediante seleção ou lotados em outros órgãos da administração territorial.
A GT se manteve viva 31 anos, 09 meses e 09 dias de relevantes serviços prestados à evolução social do Território Federal do Amapá."

Por favor ajude-nos a fazer as legendas das fotos - quem souber os nomes dos guardas territoriais das fotos, por favor nos informe via e-mail - jolasil@gmail.com.
(Repaginado em outubro de 2012)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Do Fundo do Baú: Chefe 91 e seus Lobinhos, em Macapá

Outra foto que nos foi enviada pelo leitor José Adelson de Matos Menezes, desta feita apresenta o Chefe 91 e seus lobinhos, em Macapá.
A foto de 1963, apresenta um grupo de Lobinhos da tropa São Jorge, agrupado na quadra interna de basquete da antiga Casa dos Padres da Prelazia de Macapá, tendo ao lado o instrutor Expedito Cunha Ferro - o Chefe 91.
A partir da esquerda:
Em pé : 1º não identificado; Arnaldo Bezerra; José Roberto; Jorge Mont'Alverne; Ailton Cacu; Antônio Cardoso; Abel Oliveira e Noventa e Um.
Sentados: Jorge; Orlandvan; os irmãos Luis Alberto e José Arcângelo Pinto Pereira; Buiá; os dois últimos não identificados.
Nota do Editor: Se você conhecer os 3 não identificados, por favor nos informar pelo e-mail jolasil@gmail.com, ou informe na caixinha de comentários.

sábado, 6 de outubro de 2012

Do Fundo do Baú: Fundadores da AABB - Macapá

Este histórico registro fotográfico nos foi enviado, via e-mail,  pelo leitor Jose Adelson de Matos Menezes, a quem agradecemos:
Nesta foto dos anos 70, temos reunidos os sócios fundadores da Associação Atlética Banco do Brasil/AABB - Macapá.
A partir da esquerda de baixo para cima:
1ª fila sentados: Kzan, inspetor Magalhaes, Justino, Derossie e Dr. Dalton Lima.
Fila do meio: Aloísio, Ribamar, Wilson, Oriovalda, Uchôa, Ailton Cacu, Hamilton, Farias, Itamar Carmo, Getúlio Mota, Moacir Banhos, Adiel e Asdrúbal Andrade.
3ª fila: Ozélio Araújo, Jonas Banhos, Luis C. Pessoa, Messias, Meireles, Célio Ayres, Mudd e Pedro Cunha.
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História da AABB MACAPÁ
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Em 24 de junho do ano de 1971, funda-se a Associação Atlética Banco do Brasil - AABB MACAPÁ, em terreno doado pela Prefeitura Municipal da cidade de Macapá, localizado à Rodovia Duca Serra, km 1, s/n, Alvorada. Um de seus fundadores o Senhor Getúlio do Espírito Santo Mota, primeiro presidente da associação e funcionário do Banco do Brasil, juntamente com seus companheiros de trabalho sentiam a necessidade de ter um local para o lazer.
Nessa época, somente funcionários do Banco do Brasil poderiam ser associados. Anos mais tarde isso mudaria pela necessidade de investimentos e pela disponibilidade de seus gestores que não tinham tempo integral, dificultando o acompanhamento diário da Associação. Mesmo com muitas dificuldades os gestores construíram de forma gradativa, um local, para muitos, distante do centro da cidade, pois o transporte da época também tinha suas limitações.
A AABB Macapá foi constituída com a missão de proporcionar aos Associados um ambiente familiar, salutar e acolhedor.
Nos anos seguintes, surgiram as obras de ampliação e valorização da Associação.
(Reprodução)
Crédito foto: AABB Macapá
No final dos anos 70 foram inauguradas, a sede social, as piscinas (adulto e infantil), contando com a presença de várias autoridades. (Fonte: Site da AABB Macapá)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Triste lembrança: A Ponte Pênsil do Rio Amapari

Anos 50 – Ponte pênsil sobre o rio Amapari, local de um fato muito triste que abalou os amapaenses e que está narrado no livro “A Margem Esquerda do Rio Amazonas - Macapá”.
O escritor amapaense Amiraldo Bezerra conta em sua obra, que um  “acontecimento que enlutou e consternou muitos amapaenses, foi a tragédia com os escoteiros em Serra do Navio, mais precisamente com a queda da ponte que ligava aquela cidade a vila de Teresinha. Era uma ponte feita de cabos de aço e tábuas de madeira, com uma altura de seis metros, aproximadamente. Ao romper-se em uma extremidade, jogou dentro do rio de correntezas e muitas pedras, dezenas de jovens escoteiros e lobinhos que excursionavam ali naquelas férias de meio do ano. Um dia antes, havia passado por lá uma comitiva de vários marinheiros e nada demonstrava perigo em utilizar a ponte. Era o dia 11 de julho de 1960. Seis mortes, todos em idade infantil, antes de chegarem à adolescência, tiveram o fim da vida terrena ceifada de forma brusca. Durante toda a semana, parece que de maneira premeditada, achava-se um corpo, aquilo nunca mais saiu de nossa mente.”

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Do Fundo do Baú: Turma do (antigo) Ginásio Amapaense

Esta foto histórica nos foi enviada pela professora Sol Elarrat Canto, uma das pioneiras da educação do Amapá.
Registro fotográfico do final dos anos 40, da Festa de Encerramento da turma do Curso Ginasial, do antigo Ginásio Amapaense, que funcionava no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, até 1952, quando passou a chamar-se Colégio Amapaense, e mudou-se para  a Av. Iracema Carvão Nunes nº 419, esquina com a Rua General Rondon, de frente para a Praça da Bandeira, no Centro da cidade. Local: Portão de entrada (escadas) do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
A partir da esquerda na fila de baixoDr Marcílio Filgueiras  Viana (irmão da professora Annie Vianna); Maizé; Governador Janary Gentil Nunes, Iolanda Melo(); Lurdinha Sodré (filha do Dr. Lauro Sodré Gomes ); Dr. Amilcar da Silva Pereira.
Na fila de trás no mesmo sentido: Sr. José Domingos dos Santos Neto (de terno escuro - "seu" Santos - antigo funcionário da Usina de Força e Luz e pai do jogador  Palito); Euclides (a confirmar - irmão do ex-prefeito Otávio Oliveira; Antônio Tavernard; Prof. Lauro Chaves; José Maurício Elarrat (ex-diretor da Rádio Difusora de Macapá e irmão da professora Sol); Azamor Melo (irmão da Ló e do Sr. Agenor Melo (da antiga Radional), que foram vizinhos de rua deste editor, na Av. Presidente Vargas); Manoel Conceição; Edilson Borges de Oliveira; Izabel Conceição; Dr. Lauro Sodré Gomes e Dr. Amilcar da Silva Pereira;  (o último, por trás do Dr. Amilcar, não deu para reconhecer).
 
(Nota do editor: Se vc puder nos confirme o nome do irmão do prefeito Otávio Oliveira e o nome do último atrás do Dr. Amilcar).
Qualquer informação  para nosso e-mail jolasil@gmail.com, ou deixe na caixinha dos comentários).
(Ùltima atualização em 06/10/2012)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...