terça-feira, 1 de novembro de 2011

ESPECIAL: RELEMBRANDO O POETA ISNARD LIMA FILHO

Há 70 anos nascia o grande poeta e boêmio Isnard Brandão Lima Filho que cantou em verso e prosa a cidade de Macapá.

(*)Por Paulo Tarso Barros

Isnard Lima em frente ao Bar do Abreu, na Av. Fab (em Macapá - AP. 2001)
Quando eu vi o poeta Isnard Brandão Lima Filho (1941-2002) pela primeira vez, em 1983, ele ainda morava onde atualmente é o bairro Alvorada. Eu trabalhava na Estacon Engenharia e sempre comprava o lanche ou tomava umas cervejas num barzinho próximo. Certa manhã ele apareceu. Desceu de um automóvel e pediu uma cerveja. Estava sozinho, tinha os cabelos ainda pretos, vestia-se com elegância. Magro e triste, irradiava, porém, certa superioridade, um jeito meio irônico e observador. Nunca tinha falado com ele, embora já houvesse lido alguns textos seus e ouvido falar daquele homem de andar compassado, com fama de boêmio e místico. Observando a sua figura, logo me veio à mente a imagem de uma ilustração do livro Dom Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura – anos depois eu escrevi um artigo sobre Isnard o comparando à personagem de Cervantes. Ele começou a fumar, bebeu um pouco e logo puxou conversa comigo, que naquela época já estava com 22 anos e, como qualquer candidato a escritor, louco para publicar um livro. Falei timidamente dos meus escritos, mas o Isnard foi taxativo: “Eu quero ver se são mesmo poemas. Agora virou moda: tem um monte de gente imbecil aqui em Macapá escrevendo e falando muita besteira e dizendo que é poesia. Poesia é coisa séria, não se aprende em universidade e não é pra qualquer um. Não existe poesia ruim; se for ruim, nem é poesia” - sentenciou.
Dois dias depois, fui até sua casa. Havia apenas um cachorro lhe fazendo companhia. Encontrei-o sem camisa, de bermuda e sandália, lendo e fumando. A casa estava cheia de livros, pequenos montes espalhados pela sala. Parecia casa de homem que morava sozinho. Ele logo veio com as suas teorias: “Se estivesse com medo, o cachorro perceberia e te atacaria”. Fiquei conversando com ele, que folheava os meus poemas e, vez por outra, lia alguma coisa em voz alta. Eu estava com medo do seu juízo devastador, cuja fama corria pela cidade. Mas ele não emitiu nenhuma opinião e logo deixou de lado o meu material e foi me mostrar alguns livros, falou sobre animais, a natureza, me mostrou o quintal. Fiquei durante uns quarenta minutos na sua companhia e ele prometeu ler os meus poemas. Depois falaria comigo. Eu me despedi, feliz por ter sido recebido por ele, mas preocupado com a sua opinião que me seria comunicada posteriormente.
Uma semana depois ele apareceu de novo no bar perto da Estacon. Chegou caminhando e trouxe os meus poemas dentro de um envelope. Sorriu para mim, pela primeira vez, e foi muito gentil. Eu fiquei nervoso com aquela reação. Pensei comigo: “Essa amabilidade só pode significar uma coisa: ele não gostou dos meus poemas, e só está sendo gentil para não me magoar muito”. Pediu uma cerveja e eu, nervoso, disse que seria por minha conta (era sexta-feira). Depois de tomar uns dois copos ele me disse: “És um poeta. Parabéns, e olha que não sou de rasgar seda. Mas tu leva jeito pra coisa”. Eu entrei em pânico. Isnard Lima, o implacável, aquele que falava o que sentia, que jamais foi hipócrita, havia me chamado de poeta, embora eu mesmo, até hoje, nunca aceitei esse título ou me fiz passar por tal “entidade” e nunca tive coragem de pedir para ninguém escrever prefácio nos meus livros. Prefiro ser apenas escritor, amigo das letras. Desde aquele dia passamos a manter contato, embora o trabalho me tomasse bastante tempo, inclusive alguns finais de semana, mas sempre deixava as poucas horas vagas e as madrugadas para as leituras e a escrita. Tinha certo receio dos consagrados e participava timidamente da vida literária, que nos anos 80 ainda era muito incipiente, embora muitos pesos pesados (Alcy Araújo, Cordeiro Gomes, Hélio Pennafort, Fernando Canto e o próprio Isnard) ainda tivessem em atividade, mais através da imprensa do que lançando livros, atividade, até hoje, nunca muito praticada entre nós.
Um outro episódio engraçado ocorreu tempos depois. Eu estava almoçando quando recebi um telefonema: era Obdias Araújo, me convocando para uma reunião urgente num bar perto de onde é hoje o Fórum de Macapá. Ao me dirigir àquela reunião, encontro Isnard Lima, Obdias e uns três “papudinhos” numa grande rodada de cervejas, algumas sardinhas, cigarros e umas garrafas de pinga. Minha presença a tão importante “conclave” era muito aguardada, pois eles esperavam que eu quitasse boa parte da despesa. Sem alternativa, dei a minha contribuição e deixei os dois poetas (ora, menestréis não precisam trabalhar e devem, obrigatoriamente, beber muito!) e seus assessores na esbórnia e voltei ao meu trabalho de almoxarife e comprador, que me manteve durante oito anos, quando colaborei um pouquinho na construção do Teatro das Bacabeiras, Assembléia Legislativa, Marco Zero, Estádio Zerão, Centro Cívico e muitas outras obras importantes.
No lançamento do meu primeiro livro, Poemas de Aço, lá estavam Isnard Lima, Alcy Araújo, Obdias Araújo e Fernando Canto. Isnard quis declamar um dos poemas e buscou entre os presentes alguém com óculos, pois não queria fazer feio na casa de sua mãe: estávamos na Escola de Música Walkíria Lima. Mais tarde, ele e Obdias se desentenderam por causa de 50 litros de chopp – eu tive que levar o restante para casa, pois ninguém deu conta de tanta bebida. Alcy não bebeu nada: já chegou com o tanque cheio, caminhando apoiado em sua bengala.
Na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, uns dois anos antes de sua morte, autoridades e convidados comemoravam o aniversário de Macapá. O Prefeito hasteava a bandeira, a banda de música dos Bombeiros executava a Canção do Amapá. De repetente Isnard Lima apareceu vestido de branco, com aquela sua pasta e o guarda-chuva, falando bem alto e tossindo muito: “Não gosto de hinos! Eu detesto hinos! Eu não sou inglês!” Saí discretamente e o segui até o interior da Biblioteca para acalmá-lo. Ele estava bravo, meio embriagado e me disse: “Vou brigar com Alcinéa Cavalcante, pois não gostei de uma desfeita que ela me fez. Imagine, não me recebeu na casa dela, logo eu que fui grande amigo do pai dela, Alcy Araújo”. Segurei no seu ombro e lhe falei: “Isnard, por que a Alcinéa, que além de uma dama é poetisa? Logo ela, a pessoa que mais te elogia, que mais cita teus poemas e que te adora? Ela tem verdadeira paixão pela tua obra e por ti. Outra coisa: nunca vá até a casa dela antes das dez horas da manhã”. Ele ficou todo desconcertado e nunca mais falou em brigar com Alcinéa. E quando a cerimônia já estava ocorrendo no salão da Biblioteca, Isnard ainda arranjou uma discussão com o artista plástico R. Peixe (de quem faria uma biografia), na hora do discurso do Prefeito. Tive que mais uma vez apaziguá-lo.
Isnard costumava buscar papel e pedir que alguém, com muita paciência, digitasse os seus textos (pois ele sempre foi um perfeccionista e teimava em colocar letra maiúscula depois dos dois pontos) na época em que eu era lotado na Assessoria de Juventude do Governo do Estado. Havia uma moça que trabalhava conosco e nos servia o cafezinho. Eu, por brincadeira, comecei a mentir ao Isnard de que ela gostava de “coroas” que soubessem dançar bolero, tango e declamassem poemas. A partir de então ele nos visitava diariamente e se dirigia direto para a copa, onde passava horas conversando com a distinta, lia-lhe a mão com aquela lupa enorme que carregava consigo. Parecia rejuvenescido. Ficava galante. Na hora de ir embora nós tínhamos que dar um jeito de arrumar um veículo para levá-lo ou pagar sua passagem. Esses fatos pitorescos servem para relembrar um grande poeta, que sonhava em montar uma banca para vender revistas e produtos esotéricos; sonhava em publicar 5 mil exemplares do seu livro, viajar pelo Brasil para ganhar um bom dinheiro e comprar um carro seminovo; que me dizia: “Paulo Tarso, você tem que arranjar umas dez mulheres bonitas, lindas, deslumbrantes, daquelas de parar o trânsito para que elas visitem os empresários, políticos, juízes e autoridades e consigam dinheiro para a Associação de Escritores. A gente bola um Livro de Ouro e eu aposto que todo mundo vai assinar e contribuir. Com mulher bonita todo homem se derrete, fica besta!”
Isnard sempre viveu como um poeta. Acho que jamais seria um funcionário público exemplar, de dar expediente, assinar o ponto: ele não nasceu para isso, me disse uma vez. Passou seus últimos anos morando numa casinha humilde, de madeira, ao lado de sua companheira Ana Maria. Embora fosse bacharel em Direito, nunca ganhou dinheiro com a profissão. Mas dona Carmosina, sua primeira esposa e mãe de suas filhas, sempre lhe deu apoio. Para ambas ele deixou poemas, belos poemas cheios de ternura e carinho.
Certa vez, durante uma visita que lhe fiz, estava sentado, pensativo, no pátio e eu lhe disse: “Essa era a vida que eu queria pedir a Deus: uma vida de poeta.” Ele, triste, me respondeu: “Você nem imagina como eu estou me sentido, sozinho e liso, muito liso: não tenho um tostão furado no bolso”. Aquilo me deixou comovido e eu tive que inventar uma historinha para tentar elevar o seu ânimo e pingar alguns trocados na sua mão. Mas quem, na vida, nunca se sentiu assim, principalmente um espírito como o de Isnard Lima?


(*) Paulo Tarso Barros é escritor e professor (http://paulo.tarso.blog.uol.com.br)

Texto publicado pelo autor, originalmente, em 06 de fevereiro de 2007.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Autoridades na Feira da Fazendinha

(Foto: Reprodução de arquivo)
(Clique na foto para ampliá-la e visualizar melhor)
Anos 50 - Governador Janary Nunes, entre autoridades e convidados no Palanque Oficial, por ocasião de uma das Feiras de Exposição de Animais e Produtos Econômicos, na época do ex-Território do Amapá.

Entre os presentes ao palanque conseguimos identificar a Senhora Alice Déa Carvão Nunes (de blusa preta à frente do governador Janary Nunes). Dona Alice  - que mora no Rio de Janeiro - foi a segunda esposa de Janary. Ela é irmã de Iracema Carvão Nunes, primeira esposa dele, que faleceu e foi enterrada em Macapá, em 24 de julho de 1945.
Na extrema direita da foto (todo de branco)  está Coaracy Gentil Nunes, que foi o primeiro deputado do Amapá e irmão de Janary.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Transmissão de cargo de Janary Nunes a Amilcar Pereira

Foto: Reprodução de arquivo)
Ano 1956 - O Capitão Janary Gentil Nunes (à esquerda) na transmissão do cargo de Governador do Território Federal do Amapá a seu sucessor Dr. Amilcar da Silva Pereira(ao meio), na presença do Dr. Uriel Sales de Araújo(de chapéu à direita) - Juiz de Direito da Comárca de Macapá, na época.
Janary Nunes governou o Amapá de Janeiro de 1944 a Fevereiro de 1956 e Amílcar da Silva Pereira, de  Fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Arco na Entrada da 10ª Feira de Exp. de Animais e Prod. Econômicos

(Foto: Reprodução de arquivo)
Ano 1956 - Arco na Entrada da 10ª Feira de Exposição de Animais e Produtos Econômicos, realizada pelo Governo do Território Federal do Amapá, na localidade de Fazendinha. Observem que o número de bandeiras sobre o arco, coincide com o número (10) de edições do evento, naquele ano.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Entrada Principal da Fortaleza de São José de Macapá, com a antiga rampa de terra

(Reprodução de arquivo)
Anos 60 - Rampa de entrada da Fortaleza de São José de Macapá que anos depois foi retirada e trocada por uma ponte de madeira de lei.
(Repaginado em outubro de 2011)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Flashes" da História: Professoras do Barão

(Foto extraída do blog Canto da Amazônia)
Anos 60 - Professoras do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, na escada do estabelecimento.
Com a diretora Graziela Reis de Souza, secretária Raimunda Mendes (Guíta) Coutinho, professoras Elba e Maria da Saúde Pimentel Canto (mãe do Fernando Canto), a última lá em cima.
Quem souber o nome das outras mestras, por favor, deixe um comentário.

sábado, 22 de outubro de 2011

Pioneiros, em trabalho social comunitário

(Reprodução de arquivo)
Anos 50 - Vemos reunidos alguns pioneiros e personalidades da Macapá antiga, num evento da Legião Brasileira de Assistência, que foi realizado no Posto de Puericultura Iracema Carvão Nunes, que localizava-se ao lado da Residência Governamental, próximo ao Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Da esq. para a dir: o garoto moreninho olhando pro lado é o Joaquim Ramos, (filho do Paulino Ramos, e neto do mestre Julião Ramos) que trabalhou comigo na Rádio Difusora e na Nacional de Macapá;
Sra. Terezinha G. da Rocha Araújo, Presidente da LBA (de branco com a mão no queixo); Sra.Ivone Sardinha de Oliveira (olhando por sobre do ombro esquerdo de Sra. Terezinha); Profª Predicanda Amorim Lopes, trabalhava na Escola Normal de Macapá (de óculos, blusa branca e saia escura); Dr. Lauro Sodré Gomes - (todo de branco, em pé);
Sentada ao lado dele e de óculos escuros - Profª Esther da Silva Virgolino - (minha prima, por quem fui criado - pioneira da Educação no Amapá - foi, também,  professora na Escola Normal);
Na frente dela de terno escuro o Prefeito de Macapá (de ago/51 a nov/52) - Heitor de Azevedo Picanço, recentemente falecido;
Por cima do vaso com flores - quase sumido à direita - só a cabeça do Dr. João Teles - Promotor Público do TFA, cercado pela comunidade.
Quem conhecer mais alguém pode comentar.
(Repaginado em outubro de 2011)
(Última atualização em 7 de dezembro de 2011)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Professoras em desfile na Fazendinha

(Foto: Reprodução de arquivo)
Ano 1946 - Professoras Guíta, Nanci, Leonor, Stela, Graziela, Carolina, Clarisse, Gugú e Cristina, abrem o desfile do então Grupo Escolar Barão do Rio Branco, por ocasião da Feira de Exposição de Animais e Produtos Econômicos, daquele ano, na localidade de Fazendinha.

Pioneira da Educação: Professora Deuzolina Salles Farias

(Foto: Reprodução / acervo da família)
(Foto extraída do álbum de Leury Salles Farias/Facebook)

A Pioneira Deuzolina Salles Farias é natural de Belém onde nasceu no dia 29 de outubro de 1921, filha de Carlindo de Sousa Salles e D. Maria Marques de Sousa Salles.
Estudou em Belém, diplomando-se professora pela Escola Normal do Pará em 1937, iniciando as atividades profissionais no colégio "Ciências e Letras" e posteriormente escolas primárias em Fordlândia e Tapajós.
No ano de 1945, aceitou o convite do Governador do Território do Amapá, para participar e desenvolver um bem planejado programa de educação. Chegou à Macapá e, depois da tramitação legal, foi contratada. Fez um estágio de dois meses na antiga Divisão de Educação para conhecer o sistema e, logo em seguida, foi nomeada Diretora do Grupo Escolar Veiga Cabral no Município de Amapá. Em 1947 participou do curso de "Orientação, Direção e Inspeção do Ensino Primário," promovido pelo INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), tendo obtido excelente classificação, passsando a exercer a função de Orientadora de Ensino.
Conheceu o jovem Amaury Farias desde sua nomeação para o Amapá, mas só chegaram ao casamento no dia 30/12/45 dessa união teve os filhos Amaury, Eury, Deury, Adaury, Laury, Glaury e KIeury.
Na vida profissional a professora Deuzolina participou da fundação da Associação dos Professores do Amapá-AP, apoiando a chapa composta dos membros: Presidente: Maria Lúcia Brasil; Diretor de Secretaria: Diniz Henrique Ferreira Botelho; 1º Secretario: Alzir da Silva Maia; 2.ª Secretária: Iracema Araújo; Tesoureira: Maria Cavalcante; Diretora Nutricionista: Esther da Silva Virgolino: Diretora da Biblioteca: Graziela Reis de Souza; Diretor de Propaganda: Margarida Silva e Diretor Social: Alfredo Oliveira, eleita em 23 de fevereiro de 1953; participou da comissão que fez o projeto de Regulamentação do Ensino Primário, aprovado através do Decreto n." 69/48; participou do grupo de trabalho para a criação da Escola Normal de Macapá que posteriormente foi implantada em 13/01/1949 com o nome de "Instituto de Educação do Território do Amapá”-IETA, designada pelo Diretor da Divisão de Educação para acompanhar e assessorar as irmãs de caridade Celina Querini, Batistina Gritti, Rosa Agostini, Elvira Briatti, Francisca Vila e Santina Rioly, contratadas pelo Governo para administrar a Escola Doméstica de Macapá; eleita para presidência da Associação dos Professores do Amapá-APA em fevereiro de 1955, substituindo a professora Maria Lúcia Brasil; fundou uma escola de Madureza Ginasial que funcionou alguns anos no preparo de candidatos a cargos públicos.
Entrou na política convidada pelo professor Mário Luís Barata, Presidente do Diretório Provisório do Partido Trabalhista Brasileiro-PTB, quando este lançou o Dr. Dalton Cordeiro de Lima e seu marido Amaury Guimarães Farias para concorrer às eleições de Deputado Federal e Suplente em 1958, passando, a partir dessa data, a pertencer ao grupo de oposição ao governo.
Candidatou-se a uma vaga na Câmara de Vereadores de Macapá no ano de 1972 recebendo o apoio dos eleitores, sendo empossada no cargo em 01/01/1973, tendo como companheiros Walter Banhos de Araújo, Jarbas Ferreira Gato, Ubiracy de Azevedo Picanço, Humberto Álvaro Dias Santos, Alceu Paulo Ramos Filho, Raimundo de Azevedo Costa, Isaac da Costa Uchôa, Bento Góes de Almeida, Raimunda Iolanda Guerra de Oliveira, Orivan de Castro Sussuarana, Euclides Campos de Moraes e Antônio Barbosa.
Professora Deusolina participou de vários cursos de aperfeiçoamento inclusive o da CADES; foi homenageada pela Câmara de Vereadores de Macapá com o Diploma de Honra ao Mérito; conquistou centenas de amigos. Foi uma grande mestra, uma esposa exemplar, uma mãe dedicada, uma amiga leal, uma profissional competente, uma política atuante e a sua morte, 10 de dezembro de 1973 enlutou o Amapá pela perda irreparável.
Ela ficou na história como uma das personalidades mais importantes na construção do Estado do Amapá.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa - edição 1997).
(Repaginado em outubro de 2011)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Antes e Depois: Casa Leão do Norte

ANTES
(Reprodução de arquivo)
ANO 1968 - Velha rua Beira-rio (hoje Binga Uchoa) com Av. Presidente Vargas. Antiga Casa Leão do Norte.
DEPOIS
(Foto: Reprodução do album/Bela Macapá/Facebook)
(Foto de Aloísio Cantuária)
Foto de 2011 - Como está hoje o local onde um dia foi erguida a tradicional Casa Leão do Norte. Rua Binga Uchoa com Av. Presidente Vargas.
 (Repaginado em outubro de 2011)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Conheça mais sobre a vida do Pioneiro Diniz Henrique Botelho

(Foto: Reprodução / Arquivo da família / Diniz Botelho Filho)
Já fizemos, aqui no blog, em diversas oportunidades, referências ao professor Diniz Henrique Botelho, à sua esposa professora Dinete Botelho e a muitos outros pioneiros que prestaram suas contribuições ao desenvolvimento do Amapá, nos primeiros anos de criação do Território Federal, em diferentes ramos de atividades.
Mas hoje, vamos reproduzir um post publicado no blog do amigo Diniz Botelho Filho, contendo importantes dados biográficos, com adaptações e correções ao material que já havia sido publicado pelo jornalista e historiador Coaracy Barbosa, sobre a biografia de seu pai.
(Foto: Reprodução do blog do Diniz Botelho Filho)
O Pioneiro Professor Diniz Henrique Botelho...
..."nasceu em São Caetano de Odivelas (PA), no dia 26 de fevereiro de 1916, filho do professor Manoel Vasques Ferreira Botelho e a costureira Venina dos Santos Botelho. Estudou no Colégio Paes de Carvalho (Belém – PA) e, posteriormente na Escola Normal do Pará, recebendo o diploma de professor normalista. Começou a trabalhar no dia 17 de maio de 1941 como funcionário do Estado do Pará nomeado para o cargo de professor do Instituto Lauro Sodré (onde também lecionou seu Pai). Convocado para o Serviço Militar ativo do Exército brasileiro em 1942, ao tempo do 2º conflito mundial (1939/1945), servindo no 34º Batalhão de Caçadores, sediado em Val-de-Cans (Belém – PA). Em 12 de novembro de 1943 ingressou como aluno no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva - CPOR. Com o término da guerra, deu baixa do Exército. Chegou à Macapá em 1946, convidado pelo Governador Janari Gentil Nunes (25.01.44 – 28.02.55), ingressando no Quadro de Funcionários do Território Federal do Amapá no dia 1º de maio do mesmo ano, na função de Professor; a 10 de junho recebeu instruções para inspecionar as escolas do interior, nos municipios de Macapá, Amapá e Oiapoque; em 6 de janeiro de 1947 foi nomeado Secretário do Ginásio Amapaense [Grupo Escolar Barão do Rio Branco (Grupo Escolar de Macapá) em caráter temporário até a conclusão de seu prédio (primeiro bloco]; pela portaria datada de 25 de março de 1947, nomeado para lecionar francês (falava fluentemente), história geral e história do Brasil; em 6 de dezembro de 1947 foi nomeado pelo Governador Janari para o cargo de Secretário e Diretor em 1952 do Colégio Amapaense [Em 13 de junho de 1952 passa a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na Av. Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas nove salas de aula]. Apresentou relatório ao Governo, sugerindo a criação da Faculdade de Filosofia do Território Federal do Amapá; nomeado pelo Diretor da Divisão de Educação Lucimar Amoras del Castilho para o cargo de Secretário do Ginásio Municipal de Santana em 22 de junho de 1962; nomeado pelo Governador Terêncio Furtado de Mendonça Porto (26.11.62 – 07.05.64) para ocupar o cargo de Diretor do Colégio Amapaense em 30 de outubro de 1963; Secretário do Núcleo de Educação nomeado pelo professor Geraldo Leite de Morais (Geografia) em 03 de dezembro de 1970; decreto de 23 de agosto de 1973 do Governador José Lisboa Freire (06.10.72 – 01.04,74), nomeia o professor Diniz para o cargo de Chefe da Seção de Expediênte da Divisão de Educação. Em 31 de agosto viajou com a professora Maria Alves de Sá até à cidade de Belém (PA) para tratarem dos assuntos do Núcleo de Educação junto à Universidade Federal do Pará; nomeado pelo Governador Artur de Azevedo Henning (01.04.74 - 15.03.79) em 26 de junho de 1976, para presidir um grupo de professores do Sistema de Bolsas de Estudos; participou da Coordenadoria do Concurso Vestibular do Núcleo de Educação na função de Assessor, convidado pela professora Maria Sá, permanecendo até o 2º concurso em 1977; em 27 de julho de 1984, concluiu sua Licenciatura Polivalente de 1º grau em Letras, pela UFPA.
O professor Diniz casou-se com a enfermeira e também professora, Dinete Ferreira Botelho (03.02.25) e dessa união nasceram os filhos Manoel Edmundo (arquiteto), Francisca Denize (professora), Sandra Regina (professora), Diniz Henrique Filho (desenhista) e Mário Rubens (médico). Aposentou-se em junho de 1976 e veio a falecer no dia 18 de junho de 1995, em Belém (PA). Destacou-se na área de educação orientando os alunos na criação dos grêmios, sempre à frente à organização dos desfiles da semana da pátria e do dia 13 de setembro, criação do Território Federal do Amapá. Foi personagem importante na história do Amapá."
Texto adaptado e feito pequenas correções do livro de Coaracy Sobreira Barbosa - PERSONAGENS ILUSTRES DO AMAPÁ – Vol. 2 (GEA – FUNDECAP – Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda), podendo ser acrescido, adaptado e corrigido pela comunidade e simpatizantes das ´coisas’ amapaenses. (DINIZ HENRIQUE FILHO)
(Post reproduzido do blog do amigo Diniz Botelho)
(Repaginado em outubro de 2011)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Baú musical: Grupo Pilão

(Foto: Reprodução/acervo particular José Mendonça)
Do fundo do Baú Musical, o amigo jornalista José Mendonça nos brinda com mais uma relíquia fotográfica.
Segundo o amigo Fernando Canto, trata-se de um registro da apresentação do Grupo Pilão, "por ocasião do 1º Festival Universitário da Canção, promovido pela AUAP - Associação dos Universitários do Amapá), no tempo em que todo mundo fazia faculdade em Belém".
O Grupo, apresentou a música "Pedra Negra", de autoria do Fernando. "Um protesto ecológico-econômico sobre a extração do manganês no Amapá".
O vencedor do Festival, foi Frank Asley, com a música TRADI.
O evento foi realizado no Ginásio de Esportes "Paulo Conrado Bezerra" (atrás do Colégio Amapaense).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pioneiras no Meio do Mundo

(Clique na foto para ampliá-la)
(Foto: Contribuição da amiga Veneide Souza)
Ano 1967 - Esta foto registra a visita das estimadas professoras, ao antigo obelisco do Marco Zero do Equador.
Sentindo a emoção de pisarem no meio do mundo: Da esquerda para direita: Sra. Andaoa Cherfen de Souza (esposa Sr. Veridiano); Profª Creuza do Carmo Souza (irmã da Profª Carmelita), Sra. Alencarina Alencar (esposa do Sr. João Freire - operador das máquinas do Cine Teatro Territorial) e Profª Maria Carmelita do Carmo, (primeira diretora da Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares).
(Repaginado em 2011)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Professoras Pioneiras do Amapá

(Foto: Reprodução de arquivo)
Professoras Pioneiras da época do ex-Território Federal do Amapá.
Na fila de cima da esq. p/dir: as três primeiras não reconheci; 4ª Profª Flor Magalhães (esposa do Cabo Velho);  5ª?, 6ª Profª Raquel Capiberibe, 7ª Profª de Canto Ofeônico Edna Cunha; 8ª (de óculos escuros) Profª Deusolina Salles Farias.
Na fila de baixo a partir da esq.: 1ª ?; a 2ª é a professora Zelinda Fonseca de Souza; 3ª; 4ª profª Regina Salles (irmã da Profª Deusolina;  5ª ? e 6ª Maria José (filha mais velha  do Sr. Herundino - irmã do Bira, do Marco Antônio e da profª Leide). As demais conheço mas não sei os nomes.
( Se você conhecer as outras pode ajudar a identificá-las, via e-mail: jolasil@gmail.com ). Se preferir, deixe comentários.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Amujacy Alencar: Um grande Pioneiro

(Foto: Reprodução / acervo pessoal de  José Mendonça)
O amigo jornalista José Mendonça compartilha conosco, via e-mail, esta foto do saudoso Amujacy Borges de Alencar, proprietário do Bar Gato Azul - que funcionou na esquina da Av. Presidente Vargas com Rua São José - no mesmo local do antes consagrado Elite Bar.
Depois que deixou a Amapá, Amujacy viveu por muitos anos em Fortaleza, capital do Ceará, onde faleceu.
Amujacy foi um dos fundadores do Bloco "A Banda".

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Flashes" da História

(Foto: Reprodução de arquivo)
Segundo o jornalista João Silva, esta foto emblemática – uma preciosidade histórica - de 1963, tirada no antigo campinho da Praça da Matriz, mostra uma das muitas formações do time da FIJO - Federação Infato-Juvenil Oratoriana, fundada pelo padre Paulo de Coppi.
Vamos a formação...Da esquerda para a direita, em pé: Celso Façanha, Roberto Charone, Edson Moeda, Francisco Carvalho (), Reinaldo Barcessat, Geraldo Bezerra, João Capiberibe, Almir Menezes(de preto), e "seu" Medeiros, funcionário das Casas Pernambucanas; tietando aparece o Fábio entre o Geraldo e o Capiberibe, o outro garoto não sei de quem se trata;
Agachados na mesma direção: Batista, Rodolfo Juarez, Carlos Bezerra ou Carlos Bicanga, João Silva(Balalão) e Gil; do grupo já faleceram Gil e Reinaldo Barcessat e Roberto Charone.

sábado, 8 de outubro de 2011

Enfermeiras do antigo Hospital Geral de Macapá

Para ampliar clique na foto

Este registro fotógráfico raro datado de maio de 1965 mostra jovens enfermeiras do antigo Hospital Geral de Macapá, no tempo do ex-Território do Amapá.
Será que vocês reconhecem alguma delas? Favor nos informar via e-mail jolasil@gmail.com ou nos comentários.

Da esq. p/dir: Reconheci a 3ª mas não sei o nome dela (a confirmar) acredito ser a mãe do Casé (grande craque do futebol amapaense); a 5ª está me parecendo a Francisca Lourenço, e a 6ª também não sei o nome, só sei que é da família Pimentel). Quem souber me confirme por favor pra completarmos a legenda.
(Foto recebida via e-mail - contribuição do leitor Jeremias Alberto do Espírito Santo)

(Repaginado em outubro de 2011)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Do fundo do baú !

Amigo jornalista amapaense, João Silva, nos manda, via e-mail, uma das relíquias de seu baú histórico.
Ele explica a legenda: “foto que data de 1954, tirada no Campinho da Matriz; trata-se do Clube do Remo, time que disputava o campeonato interno da Casa dos Padres, mas além dos "craques", há detalhes que não podemos deixar passar em branco, detalhes que fizeram parte do cenário em que vivemos nossa infância feliz, como os táxis rabo de peixe, a casa do Curupira, um dos prédios da Prelazia, a mangueira da frente do João Assis (Elite Bar) e, olhando com boa vontade, ainda é possível enxergar no canto direito da foto parte da Igreja Assembleia de Deus, creio, récem-inaugurado.”
A formação do Remo era a seguinte: Faustino, (que jogou no Juventus, CEA, Clube do Remo de Belém do Pará e Nacional do Amazonas), Lelé (um dos melhores meia-atacantes que vi jogar no futebol amapaense), J. Ney, Enildo, Jarbas e Zé Marques (Curupira), que estava machucado e não pode jogar; agachados: Rubico, Estandico, Expedito, João Silva (Balalão), Zé Lima e Beto. O garoto de braços cruzados, por trás da formação do Reminho, é o agrônomo Rosival Albuquerque, querido “Salário Mínimo”  (João Silva).
Nota do Blog: O jornalista João Silva entra para o mundo da Blogosfera e lança seu blog que pode ser lido no seguinte endereço: www.joaosilvaap.wordpress.com. Seja bem-vindo! Acessem!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Exposição de Animais e Produtos Econômicos (3)

(Reprodução de arquivo)
Para ampliar, clique na foto
Anos 50 - Estudantes desfilam ao som da Banda de Música da Guarda Territorial, na  12ª Exposição de Animais e Produtos Econômicos realizada no Estádio Municipal Glycério de Souza Marques.
(Repaginado em outubro de 2011)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Exposição de Animais e Produtos Econômicos (4)

(Foto: Reprodução de arquivo)

Para ampliar, clique na imagem
Anos 50 - Estudantes desfilam na área da 12ª Exposição de Animais e Produtos Econômicos, realizada no Estádio Municipal "Glicério de Souza Marques", em 1959. A imagem mostra o portão de entrada do estádio e o Portal da Feira.
(Repaginado em outubro de 2011)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Exposição de Animais e Produtos Econômicos (5)

(Reprodução de arquivo)
 Clique na imagem, para ampliá-la
Anos 50 - A foto mostra Estudantes do Colégio Amapaense em uniforme de gala, presentes à 12ª Exposição de Animais e Produtos Econômicos, realizada em 1959, no Estádio Municipal "Glycério de Souza Marques".
O uniforme tinha cor verde cana (escura) por essa razão, recebeu o apelido, na época, de "Garapa Azeda".
(Repaginado em outubro de 2011)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Exposições de Animais e Produtos Econômicos

(Foto: Reprodução do blog Repiquete...)
(Foto: Reprodução do blog Repiquete...)
Nesta foto dos anos 50 - vemos os barracões do 12º Parque de Exposições de Animais e Produtos Econômicos, na época do ex-Território Federal do Amapá, que foi montado na área interna do Estádio Municipal "Glycério de Souza Marques", em Macapá. Ao fundo da imagem, a casa onde funcionou o Tiro de Guerra nº 130, até o ano de 1969, quando foi extinto. Nessa época o estádio tinha cerca de madeira.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dr. José Clemenceau Pedrosa Maia

(Foto: Reprodução de arquivo)
José Clemenceau Pedrosa Maia nasceu na cidade
de Itaporanga, Estado da Paraíba, em 2 de agosto de 1931, e foi um dos Pioneiros da Justiça no Amapá.
Iniciou-se na Paraíba tendo-se formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Recife, PE. O desembargador Clemenceau Pedrosa Maia iniciou sua vida pública como Promotor Público da Comarca de Princesa Isabel, PB. Ocupou depois o cargo de Juiz de Direito na Comarca de Macapá, no antigo Território Federal do Amapá, de onde passou à Comarca de Porto Velho, no Território Federal de Rondônia. Mais adiante, judicou na Circunscrição de Taguatinga, DF, e, em 1982, foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia. Exerceu os cargos de Corregedor-Geral de Justiça, Vice-Presidente do Tribunal Regional Eleitoral e Presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia. Publicou trabalhos sobre Ação Declaratória Incidental, pressupostos de Admissibilidade, Efeitos da Sentença e Independência e Autonomia do Poder Judiciário, além de diversos artigos jurídicos. Aposentou-se em agosto de 1991 passando a viver na cidade de Recife-PE. Dr. José Clemenceau Pedrosa Maia, faleceu no Recife, aos 76 anos, dia 10 de novembro de 2007. Seu passamento se deu por causas naturais. Seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pe. Lino Simonelli

(Foto: Reprodução de livro)
Nasceu em Papetto di Tresana Massa - Carrara, na Itália, em 10 de junho de 1913, filho de Ernesto Simonelli e Enrica Orlandi, agricultores. Estudou na escola em Tresana, no Seminário de Massa, e formou-se em Teologia em Milão, ordenando-se padre em 24 de setembro de 1938. Começou a trabalhar imediatamente na função de Sacerdote-Missionário do PIME, tendo inclusive participado na 2ª Guerra Mundial, convocado em 28 de outubro de 1940, servindo como capelão com a patente de tenente na Albânia e na Grécia. Terminada a guerra em 1944, ficou ainda no Exército italiano como capelão até o final de 1947, quando foi designado para servir no Brasil. Chegou a Macapá, no dia 25 de junho de 1948, em companhia dos padres Carlos Bussanini, Luiz Vigano, Mario Limonta, Jorge Basile e do Irmão Francisco Mazzoleni.
De 27 de junho de 1948 a 22 de junho de 1952, exerceu a função de Vigário da igreja de São José; Pastoral Paroquial no Sul do Brasil, em 19 de fevereiro de 1957; Superior Regional do PIME de 07.03.1978 a 30.03.1981; Coadjutor da Paróquia. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santana, em 18.05.1973; gozou férias na Itália, no período de 18.06.1973 a 11.04.1977; colocou a pedra fundamental da igreja de N. S. de Fátima no dia 23 de maio de 1980.
(Foto: Reprodução / Paulo Tarso Barros)
(Foto by Paulo Tarso Barros)
A sensibilidade artística do padre Lino está demonstrada na pintura das telas da "Os Desterrados" ou "Fuga para o Egito" (foto acima), retratando a Sagrada Família fugindo sobre o burrinho, localizado no lado direito do altar.
(Foto: Reprodução/Paulo Tarso Barros)
(Foto by Paulo Tarso Barros)
... e "São José Carpinteiro e o Menino Jesus"(foto acima), localizada do lado esquerdo do altar-mor.
Juntamente com o padre Vitório promoveu a exibição filo-dramática de operetas traduzidas do italiano, para os funcionários da ICOMI na Serra do Navio e o "staf" do governo amapaense.
Era desportista e torcedor do Oratório. Em uma partida contra a Guarda Territorial, formada de atletas famosos, o time do Padre Vitório era tido como perdedor de goleada.
Padre Lino chegava junto aos garotos e ameaçava: "se vocês perderem cada um vai comer sua camisa"; "se for necessário, quero ver vocês reduzidos a um montão de ossos, mas com a bandeira da vitória fincada no meio"; "vou contar pra tua namorada que tu fazes pipi na cama". E o oratório ganhou de 5x2. Nossa criançada vibrava, o Chefe Humberto Santos comentava os lances "Noventa e Um" (Expedito Cunha Ferro) sentia-se gratificado e o padre Lino sorria de suas peraltices e distribuía refrescos para os seus meninos. Padre Lino mudou a fisionomia, não está mais jovem, seus cabelos ficaram brancos, mas seus olhos brilham como antigamente, demonstrando lucidez e saúde. Continua com suas paixões: sempre admirou e criou líderes. Depois foi transferido para São Paulo e nomeado diretor espiritual do seminário São Pio X, em Assis. No ano de 1963 foi pároco da Catedral de Assis. No ano de 1971, participou do Capítulo Geral e em 21 de janeiro de 1974, retornou na sua missão no Amapá. No ano de 1978, depois de um ano "ad interim" foi eleito Superior Regional da Região Amapá. Terminou o seu mandato em 1981 e permaneceu na Casa Regional do Amapá, prestando um bom serviço na casa e na diocese, onde era muito empenhado no ministério na paróquia e no hospital.
Pe. Simonelli voltou para a Itália em 2002 para ser submetido a uma cirurgia e em seguida foi hospedado na Casa Pime em Rancio di Lecco, onde animava a comunidade com o seu bom humor. Pe. Lino Simonelli, faleceu em Rancio di Lecco no dia 20 de agosto de 2008, com 95 anos de idade. Padre Lino Simonelli, um personagem importante do Amapá.
Fonte: Dados extraídos do Livro “Personagens Ilustres do Amapá” de Coaracy Barbosa Vol. II – 1998

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Augusto Antunes: o pioneiro da indústria da mineração brasileira

Augusto Trajano de Azevedo Antunes - nasceu em São Paulo em 29 de setembro de 1906.
Formou-se engenheiro civil eletricista pela Escola Politécnica de São Paulo no ano de 1930, iniciando suas atividades profissionais na Secretaria de Viação e Obras do Estado. No ano de 1938 transferiu-se para o Estado de Minas Gerais, dedicando-se à área de mineração e fundando em 1942 a empresa Indústria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI, assumindo a Direção Técnica.
Decorria o ano de 1946, quando manteve os primeiros contatos com o Governador do Território do Amapá, Capitão Janary Gentil Nunes, interessado nas pesquisas minerais da região. Augusto Antunes visitou os locais onde foram localizadas as minas de manganês, acompanhado dos Srs. Homero Charles Platon e Mário Cruz, levando quantidade expressiva de minério para exames laboratoriais. A 6 de dezembro de 1947, representando o grupo ICOMI, assina na Representação do Governo do Amapá, no Rio de Janeiro o contrato de exploração das minas de manganês da Serra do Navio estando presentes ao ato o Governo do Amapá, Ministros, Deputados e Senadores. O início das atividades da empresa no Amapá ocorreu em 1948, com a chegada da equipe técnica, composta de engenheiros americanos, holandeses e ingleses que espantaram a população por nada entender do que falavam ou o que queriam. Em 1949 começaram a chegar a Santana os navios carregados de ferragens e equipamentos. Em 15 de novembro de 1950 o Congresso Nacional referendou os termos do contrato de exploração do minério de manganês pela ICOMI.
Presidente Juscelino Kubitschek (de terno à esq.) recebe das mãos do Dr. Augusto Antunes, uma medalha comemorativa da inauguração do Porto de Santana a 5/1/1957. O primeiro embarque de manganês do Porto de Santana, ocorreu em 10 de janeiro de 1957, transportado pelo navio Areti-XS – Baltimore, que havia chegado no dia 9 e saiu no dia seguinte, levando 9.050,05 toneladas de manganês. A cerimônia foi presenciada pelo Dr. Amilcar da Silva Pereira, que na época era o Governador do Amapá. Amilcar Pereira governou o Amapá no período de fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958. 
O Dr. Augusto Antunes acompanhou passo a passo a implantação dos trabalhos em Macapá, acompanhando o Governador durante a inauguração da vila de Santana, do pier de desembarque, da estrada de ferro da vila de Serra do Navio, do primeiro embarque de minério e outros eventos importantes.
Ficou conhecido do povo amapaense pelo seu apoio à educação, saúde, transporte, lazer e segurança às populações residentes na área de atuação da empresa, começando de Santana até a Serra do Navio, transformando-se em um dos personagens importantes da história do Território do Amapá.
Sua morte ocorreu em 17 de setembro de 1996 e foi sentida por todos os pioneiros que assistiram à epopeia desse eminente paulista no Amapá.
Fonte: Dados extraídos do Livro “Personagens Ilustres do Amapá” de Coaracy Barbosa Vol. I – 1997
Fotos: Reproduções extraídas do livro  "Mineração no Brasil:  História e seus grandes vultos" - Augusto Antunes, o homem que realizava.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fazendinha de outrora

(Foto: Reprodução/acervo José Alves de Lima)
Nesta foto - que nos foi enviada (via e-mail) pelo amigo leitor José Alves de Lima - podemos ver 6 amigos de Macapá, reunidos na Praia de Fazendinha, de outrora.
Da direita para esquerda em pé: Joaquim Oliveira, José Almeida, (trabalhou na antiga fábrica amapaense). Abaixadas: Conceição Capiberibe, (odontóloga e viúva do empresário de Alberto Alcolumbre), Wilma Carvalho, (filha do contabilista Wilson Carvalho, falecido), Rosa Souza, - filha do delegado Teobaldo Souza, professora de educacão física (aposentada). A pessoa em pé, entre Joaquim e José Almeida não foi identificada.
Se alguém a reconhecer, favor deixar a informação nos comentários.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aristides Pirovano, primeiro bispo de Macapá

(Foto: Reprodução de arquivo)
Dom Aristides Pirovano nasceu em Erba, Província de Como e Arquidiocese de Milão, no dia 22 de fevereiro de 191S. Infância marcada pelos compromissos escolares e vivida numa família cristã. Ao chegar a sua casa, aos 17 anos de idade levou um choque pelo falecimento de seu pai, vítima de atropelamento. Encaminhado para exercer trabalhos manuais para auxiliar a economia doméstica, começou a descobrir a dureza da vida, os desníveis sociais. Nesse exato momento desabrochou nele a vocação para a vida sacerdotal e decidiu ingressar no Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras - PIME, com sede em Milão. Concluiu o currículo filosófico e teológico ordenando-se padre em 20 de dezembro de 1941. Não podendo partir para as missões por causa da guerra, ficou na espera forçada, defrontando-se com as tragédias que assolavam o país. Seu amor pela liberdade foi o motivo de se insurgir contra as formas de violência, integrando-se ao grupo dos "partigrami" que se dedicava a salvar vidas e ajudar os injustiçados. Foi preso e teve a sorte de ser protegido pelo Cardeal Schuster, que o soltou com recomendação de não continuar nessa luta.
Com o término da guerra, aceitou o convite do papa para atender as populações da América Latina, junto com o Pe. José Maritano, e o pe. Attilio Garré. Fixou seu coração na Amazônia, suas sugestões foram acolhidas pela direção geral do PlME que aceitou o compromisso de destinar seus missionários para o Estado do Amazonas e o recém-criado Território do Amapá. No dia 29 de maio de 1948, chega a Macapá, acompanhado de pe. Arcângelo Cerqua e no dia 19 do mês seguinte chegavam os padres Vitorio Galliani, Ângelo Bubani, Carlos Bassanini, Luiz Vigano, Mário Limonta, Lino Simonelli, Jorge Basile e o irmão Francisco Mazzoleni. Foi assim que o Pe. Aristides Pirovano mereceu sua nomeação de Superior dos Missionários do Amapá. O Território com uma vasta extensão de terras, era assistido espiritualmente pelos padres José Beste e Hermano Elzink, ambos idosos.
Com a chegada desse reforço, melhorou o atendimento às populações distantes que pediam a presença dos padres. O grupo não poupou energias e se dedicou à evangelização, à educação e à formação da família. Vieram outros para participar do trabalho: Ângelo Négri e Simão Corridori em 15.12.1948; Pedro Locati e Antônio Cocco em 18.12.1948, que se espalharam por todos os quadrantes do Amapá enquanto os amapaenses assistiram a esses homens de batina, carregando tijolos, fazendo massa, construindo igrejas, batizando, crismando e casando. Foi por esse trabalho dedicado à promoção humana que se formou uma nova circunscrição eclesiástica na Amazônia. Aristides Piróvano organizou paróquias em lugares estratégicos; designou os párocos; construiu o Seminário "São Pio X"; apoiou o governo na contratação das irmãs para a Escola Doméstica e Hospital Geral. Criou clubes esportivos, cinema, jornal, rádio e o pensionato São José.
Comandou tudo isso, primeiro como superior dos Missionários, nomeado em 29.05.48 como Administrador Apostólico em 14.01.1950 e como Bispo prelado em 21.07.1955. Registra-se também o seu trabalho e dedicação aos hansenianos da Colônia de Marituba que mereceu os elogios das autoridades paraenses. No dia 2 de abril de 1965 deixa o Território e assume o cargo de Superior-Geral do PlME em Roma. Dom  Aristides Pirovano faleceu no dia 3 de fevereiro de 1997.
(Fonte: Dados extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá, Vol 1, de Coaracy Barbosa - 1997)
Fotos: Reproduções/Google/imagens
(Repaginado em setembro de 2011)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...